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quinta-feira, 18 de junho de 2015

10 truques de linguagem corporal para transmitir poder

Gestos de controle
São Paulo - Demonstrar autoridade é essencial para ter sucesso em diversas situações profissionais.
Acontece que, no mundo dos negócios, as palavras são apenas uma peça para os jogos de poder. Nas entrelinhas, a "partida" é frequentemente resolvida pela linguagem corporal de cada lado da negociação.
Nesta galeria, você conhecerá 10 truques simples que transmitem autoridade de forma sutil - do ritmo da sua fala à forma de apertar a mão do outro.
As dicas foram extraídas dos livros "A linguagem corporal no trabalho", de Allan e Barbara Pease (Editora Sextante) e "Seu corpo fala no trabalho", de Sharon Sayler (Editora Vozes). 


1. Ponha as mãos para trás
Entrelaçar as mãos atrás do corpo é uma postura que transmite superioridade e poder, segundo Allan e Barbara Pease, autores de "A linguagem corporal no trabalho" (Editora Sextante).
"A pessoa expõe partes vulneráveis de seu corpo - estômago, coração, virilha e pescoço - em um ato inconsciente de audácia", escrevem. O resultado do gesto é a criação de uma aura de confiança e autossuficiência.


2. Fale sem pressa
De acordo com Sharon Sayler, autora de "Seu corpo fala no trabalho" (Editora Vozes), a voz tem um papel essencial para transmitir poder e credibilidade.
Articular as palavras com clareza, manter uma cadência tranquila e abaixar o queixo suavemente ao fim de cada frase são formas de chegar a esse objetivo. Outra dica é fazer pausas e respirar calmamente entre as orações.


3. Coloque o pé esquerdo à frente para cumprimentar
Na hora de apertar a mão de um parceiro de negócios, a maioria das pessoas põe o pé direito à frente. Está errado - pelo menos se você pretende se estabelecer como a parte dominante.
Segundo Allan e Barbara, é melhor colocar o pé esquerdo à frente e, assim, "bloquear" a outra pessoa.  O gesto demonstra implicitamente que você não faz concessões e está no comando.


4. Fixe o olhar no meio das sobrancelhas do outro
Assumir o controle numa conversa de negócios também passa pela forma de encarar a outra pessoa. Allan e Barbara recomendam o que chamam de "olhar de poder", isto é, imaginar um "terceiro olho" no meio da testa do outro e se fixar nesse ponto.
"O efeito causado por esse olhar parece inacreditável. Ele não só deixa o clima muito sério como também tem o poder de fazer um chato se calar imediatamente", escrevem os autores. 


5. Fique "por cima" no aperto de mão
Em contextos profissionais, o aperto de mão é muito mais do que um gesto de cumprimento. De acordo com Allan e Barbara, quem fica com a palma voltada para baixo é percebido como dominante.
Estender a mão com a palma virada para cima, por outro lado, indica que você espera que a outra parte assuma o controle.


6. Dê um aperto de mão duplo
Outro truque indicado por Allan e Barbara é estender a mão direita e depois colocar a esquerda sobre a mão da outra pessoa.
"Essa técnica é especialmente eficaz para uma mulher que esteja lidando com um homem agressivo, pois transfere o poder dele para ela", escrevem os especialistas.


7. Pisque menos
Pode observar: quando você está numa situação de estresse, tende a piscar mais vezes. Por isso, diz Sharon, reduzir o movimento das pálpebras ajuda a comunicar segurança e autoridade.
Outra dica é manter contato visual direto por mais tempo do que o normal. Mas cuidado: se você encarar demais a outra pessoa, pode intensificar seus batimentos cardíacos e provocar nela uma reação inconsciente de luta ou fuga.


8. Respire profundamente
De acordo com Sharon, nosso padrão de respiração traz muitos recados. Se você inspira e expira de forma rápida e superficial, por exemplo, provavelmente será visto como estressado ou temeroso.
Para transmitir autoridade, o ideal é praticar uma respiração abdominal, profunda e lenta. Além de mostrar ao outro que você está confiante, esse padrão ajuda a oxigenar o cérebro e, assim, controlar a sua ansiedade.

9. Escolha a cadeira mais alta da sala
A altura da cadeira aumenta ou reduz o status de uma pessoa numa situação profissional. "Quanto poder a rainha ou o papa teriam se aparecessem em bancos de piano?", escrevem Allan e Barbara.
Por isso, recomendam os autores, se você quer demonstrar autoridade numa situação de negócios, prefira poltronas com espaldar alto.


10. Não se sente muito perto do outro
Outra jogada de poder sutil tem a ver com a posição de cada pessoa na sala. Se o visitante é colocado diretamente à frente do executivo, ficará muito mais pressionado, afirmam Allan e Barbara.
Deixar a sua mesa o mais longe possível da cadeira do visitante também incrementa o seu status diante dele.
. "Quanto poder a rainha ou o papa teriam se aparecessem em bancos de piano?", escrevem Allan e Barbara.
Por isso, recomendam os autores, se você quer demonstrar autoridade numa situação de negócios, prefira poltronas com espaldar alto.

 Por: ClaudiaGasparini EXAME.com.
 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Fórmula Matemática Afirma que os Humanos Poderiam Viver Dez Vezes Mais



ESCRITO POR BRIAN MERCHANT
15 June 2015 // 09:00 PM CET

Na natureza, existem animais que morrem logo depois de se reproduzir, a exemplo do polvo fêmea. Outros, como o jacaré, parecem não envelhecer. O que esses dois animais têm em comum? Ambos são a prova de que envelhecer não é uma condição inescapável, e sim consequência da evolução de uma espécie em um determinado ambiente. Para os pesquisadores, mostram também que a evolução pode estar forçando os animais, inclusive nós, humanos, a morrer.

Essa ideia fascinante é o tema do novo estudo "A morte programada é favorecida pela seleção natural em sistemas espaciais", conduzida pelos melhores biólogos e especialistas em sistemas complexos dos Estados Unidos. A equipe usa um novo modelo matemático para subverter as ideias tradicionais sobre o processo de envelhecimento. Caso seus resultados sejam comprovados, esse estudo mudará tudo o que sabemos sobre o envelhecimento — e, quem sabe, trará um pouco de esperança para aqueles que sonham em viver por mais tempo.

A controversa teoria está sendo desenvolvida por Yaneer Bar-Yam, presidente do Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra (NECSI), Donald E. Ingber, diretor do Instituto Harvard Wyss de Engenharia Biológica, e Justin Werfel, um pesquisador associado a ambos. O último artigo da equipe foi publicado na revista Physical Review of Letters, em que os autores afirmam que "a base matemática do nosso conceito de evolução é essencialmente falha.”

Hoje a ciência afirma que a evolução beneficia organismos que vivem mais e que estes tem mais chances de sobreviver na natureza. "Na teoria tradicional, a evolução sempre escolhe o indivíduo com maior longevidade, o que resulta no maior período de vida possível, biologicamente falando", disse Bar-Yam em uma entrevista. “Podemos diminuir essa expectativa de vida, mas não podemos aumentá-la.

Mas e se a expectativa de vida dos seres vivos — incluindo humanos — não for determinada pela sua capacidade de adaptação, mas sim pré-determinada pela própria evolução, com base nos recursos disponíveis para uma determinada população e pela necessidade de reprodução? E se a morte não for uma conclusão inevitável, e sim um tipo de medida instituída para garantir que uma geração não esgote todos os recursos e impossibilite a perpetuação da espécie? Essa é, basicamente, a teoria dessa equipe de pesquisadores.

“Se a evolução está decidindo nossa expectativa de vida, isso significa que tudo o que precisamos fazer para aumentá-la é interferir no mecanismo que controla nossa longevidade", disse Bar-Yam. A pesquisa cita uma série de espécies que agem contra seu próprio interesse, uma prova de que a morte é uma ferramenta evolutiva, e não uma condição inerente.
“Envelhecer não é inerente. É genético. A possibilidade de aumentar nossa expectativa de vida de forma dramática é uma conclusão razoável."

“Existe um tipo de polvo que morre logo depois de se reproduzir", ele me diz. "Mas se removermos sua glândula, o polvo continua a viver, o que significa que a morte é desencadeada por seu sistema e não provocada por um colapso inevitável."

“Já os crocodilos", ele continua, “não envelhecem de forma aparente. A expectativa de vida da espécie varia de animal para animal. Os peixes do gênero Sebastes também — alguns vivem por alguns meses, e outros duram centenas de anos." Bar-Yam me mostrou um gráfico sobre as diferentes espécies desse gênero, que mostra que, apesar de todas as semelhanças genéticas, esses peixes possuem diferentes expectativas de vida.



Expectativa de vida dos peixes da família Sebastidae. Cailliet et al, Experimental Gerontology, 36, 739 (2001)

Isso, ele afirma, é mais uma prova de que o envelhecimento não é inerente; é uma característica evolutiva.

E como os pesquisadores chegaram a essa conclusão? Por que o modelo matemático anteriormente utilizado para descrever a evolução havia inspirado uma conclusão tão diferente?

“A teoria evolutiva tradicional trabalha com o pressuposto de que todo organismo compartilha o mesmo ambiente", disse Bar-Yam. “Chamamos essa ideia de estimativa média. Na física, a mesma ideia é chamada de 'teoria do campo médio', e ela basicamente ignora o contexto local. Uma das partes mais importantes de nossa pesquisa foi mostrar que, quando o contexto local é incluso na teoria, temos uma interação entre o organismo e o ambiente. As características de um organismo mudam seu ambiente, o que por sua vez muda o resultado dessa interação."

A parceria Harvard + NECSI utilizou um modelo novo e, segundo eles, mais exato para explicar como os organismos interagem com os recursos locais necessários para sua sobrevivência.
O resultado foi fascinante. "Descobrimos que a heterogeneidade espacial de recursos limitados e estruturas populacional auto-organizadas resultam em uma seleção mais rigorosa de limitação de longevidade", afirma o estudo. Traduzindo: junte recursos limitados com uma competição acirrada em uma determinada região e o resultado será uma expectativa de vida menor. “Em nosso modelo, a mortalidade intrínseca deixa recursos para os descendentes, que muito provavelmente viverão na mesma região, o que aumenta a sobevivência da espécie a longo prazo."

Em outras palavras, isso significa que, quando os recursos são escassos, uma espécie tem chance muito maior de sobreviver caso sua população seja programada para garantir a sobrevivência a longo prazo por meio da redução da longevidade individual. Resumindo, as espécies estão evoluindo para combater a superpopulação e o consumismo.

“Se um organismo prejudica o ambiente, ele não irá necessariamente sofrer as consequências, mas seus filhos sofrerão, e seus descendentes também", explicou Bar-Yam. "Isso explica o funcionamento de todas as organizações sociais."

“Os organismos tendem a explorar todos os recursos possíveis, e isso afeta sua longevidade evolutiva. Se uma espécie viver no mesmo ambiente e se uma expectativa de vida maior aumentar seu número de descendentes, então ela será bem-sucedida. Mas como o ambiente interfere nesse processo, e como uma espécie também afeta o ambiente, se a longevidade dessa espécie aumentasse, sua população esgotaria os recursos naturais, e isso seria muito perigoso."
Essa teoria também inclui humanos, e é aí que as coisas ficam interessantes. Bar-Yam acredita que o modelo demonstra que os humanos poderiam viver muito mais do que eles vivem hoje — afinal, nós herdamos a longevidade de nossos ancestrais, caçadores que lutavam para sobreviver. “Existe um limite inerente à nossa capacidade de regeneração? A resposta é que talvez sim— mas isso não significa que esse seja o fator principal do envelhecimento."

“Envelhecer não é inerente", decretou Bar Yam. "É genético. A possibilidade de aumentar a expectativa de vida de forma dramática é uma conclusão razoável. Na verdade, podemos articular essa ideia da forma contrária: por que não aceitamos isso como verdade? Por que a ciência diz que nossas vidas não podem ser estendidas? E a resposta é que nossa ideia de velhice é baseada em um modelo inválido."

“Se essa é a base que a ciência supostamente utiliza para negar a possibilidade de estender nossa vida", ele acrescenta, "o ideal seria voltar e dizer 'tudo bem, que outras conclusões podemos tirar a partir disso?'"

Bar-Yam já pensou muito sobre esse problema e me disse que ele não apenas acredita que suas descobertas irão expandir a longevidade dos humanos: ele afirma que "é razoável esperar uma expansão assustadora, como um aumento dessa expectativa em 5 ou 10 vezes.”



Crédito: NECSI

“Não existe nenhuma razão para afirmar que nossa expectativa de vida é um limite intransponível", afirma Bar Yam. “Já temos exemplos de mutações que aumentam a expectativa de vida de nemátodos em cinco ou dez vezes, e sabemos que existem animais que não envelhecem de forma aparente." Ele também já pensou muito sobre qual seria o mecanismo que destruiria o envelhecimento, apesar desse não ser o tema de seu artigo.

“Embora essa característica seja genética, não quer dizer que a única forma de mudá-la seja por meio da manipulação genética", disse. “É possível que o uso de vitaminas, drogas e intervenções farmacêuticas sejam o suficiente."

No ano passado, um estudo publicado na revista Science revelou que quando a "proteína do crescimento", a GDF11, é administrada em ratos idosos, eles aparentemente param de envelhecer. Essa pesquisa levou o Michael Byrne, editor da Motherboard americana, a definir a velhice como uma doença. Também existem muitas pesquisas sobre telômeros, estruturas que protegem as extremidades dos cromossomos e que influenciam seu envelhecimento — um estudo de Stanford revelou que manipulação dos telômeros "parou o envelhecimento de células humanas."

Há outra questão essencial: será que a evolução está certa em controlar nossa longevidade? Se ninguém morrer, não estaremos correndo o risco de destruir esse já explorado planeta? Bar-Yam não tem muita certeza. Ele reconhece que a forma com que distribuímos nossos recursos é profundamente defeituosa. Mas ele também salienta que seríamos capazes de produzir comida suficiente para alimentar toda a população mundial, desde que proibíssemos práticas imprudentes como queimar comida para produzir combustíveis.

“Se decidirmos alterar nossa expectativa de vida intencionalmente,certamente teremos a responsabilidade de preservar nossos recursos", diz Bar-Yam. “Mesmo que alguém descubra um botão que aumente nossa expectativa de vida em centenas de anos, ele só funcionaria se resolvêssemos o problema da escassez de recursos naturais. Mas esses obstáculos ainda não são muito claros."

Tradução do Texto: Ananda Pieratti Tradução da imagem: Guilherme Monteiro


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Arte de Eduardo Nasi


Tenho um amigo que faz locução. Ele engoliu um ventríloquo.
Encontra cinquenta variações de uma única frase.
“Tome café torrado do Paraná” torna-se uma esquizofrenia em nossos tímpanos.
Repete de um modo, de um novo, e não termina de inventar uma nota diferente.
Nunca reconheço sua locução na rádio, no cinema, na televisão.
É um Zelig fônico. Um ectoplasma da garganta.
E quando reconheço, reconheço errado:
não foi ele que realizou o trabalho.
É tão outro que nunca sei quando é ele.
Ou imita tão perfeitamente os outros que não identifico mais os outros e acho que tudo é ele.
Renato nasceu com os tons de verde nas cordas.
Sua voz troca de roupa como um sabiá.
Como explicar seu dom?
Seu filho pequeno diz que ele escova os dentes das palavras.
Pode ser mesmo.
Mas não há talento que também não seja maldição.
Ele sofre na hora de gravar comerciais.
Os diretores de criação enlouquecem nosso bardo.
Ele fica trancado quatro horas num estúdio
para acertar a atmosfera de duas frases como “Oi Gente. Tome Solitel”.
São inúmeras ordens e contraordens, sugestões e palpites sucessivos.
Somente o operador de áudio tem pena de sua incansável compaixão.
Ninguém sabe como é para falar.
O cliente pressiona o publicitário que pressiona a execução das tarefas,
e ambos se extraviam em bajulações poéticas.
A equipe da agência busca orientar o Renato:
— Quero uma voz introspectiva, mas para fora.
— Como?
— Uma voz tímida, mas expansiva.
— Não entendi.
— Um tom sufocado que está liberto.
— Pode explicar?
— Algo cult, mas que seja Faustão.
— Não captei…
— Um desespero cheio de esperança
— Pode dar um exemplo?
— Não consigo definir… É muito sutil.
— Seria como uma muçulmana de burka e biquíni?
— Sim, perfeito. Entendeu o espírito. Vamos gravar?
— Tô dentro, mas tô fora.
— Viu? Pegou moral! Grande Renato! Você é um dos nossos.
E Renato lê do jeito que deseja, sem pensar em nada:
— Oi Gente. Tome Solitel!

________________________F. Carpinejar

A Lua nova ocorre no signo anterior ao seu. Colheita e percepção do que precisa findar.

Balanço do que aconteceu desde o seu aniversário. O que vai ficar, o que vai terminar.

Força interior para superar adversidades e dar adeus ao que está impedindo de ser autêntico consigo.Isabel Mueller

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Bonne soirée...!

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by
Bonne soirée...!


______________Le RÖI.



Fuiii...!

Emagrecimento extremo - fotos de antes e depois










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by
Bonne soirée...!


______________Le RÖI.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

MULHERES QUE “SUGAM” A PERSONALIDADE DOS PARCEIROS

CONHEÇA HISTÓRIAS DE MULHERES QUE “SUGAM” A PERSONALIDADE DOS PARCEIROS

Na busca de um grande amor, algumas de nós anulam a própria personalidade para se moldar à do parceiro. Mas será que essa estratégia dá certo?
 Confira a seguir:

VOCÊ É DO TIPO ESPONJA?

Fonte da imagem: Thomas Kremer
Você já se pegou usando a camiseta de uma banda da qual nem gostava só para agradar a turma do namorado?  Você já se pegou usando a camiseta de uma banda da qual nem gostava só para agradar a turma do namorado? 
Claudinha* foi uma das mulheres mais importantes que passaram pela minha vida, mas eu a perdi para um cara. Não, não havia nenhum envolvimento amoroso entre nós. Ela era minha melhor amiga, daquelas com quem se compartilha tudo da adolescência: a angústia de não saber o que fazer da vida, o saco cheio com as cobranças dos pais, as alegrias e as decepções trazidas pelas primeiras paixões.

Uns anos depois que nos formamos na faculdade, ela começou a namorar um colega do trabalho, o Ricardo*, com quem ficou por três anos. E foi então que a perdi. O Ricardo tinha um temperamento difícil, ou melhor, impossível. Arrogante, ciumento e mandão, seu esporte preferido era emitir opiniões completamente equivocadas sobre a “boa conduta feminina”.

“Mulher minha não se veste assim” e “mulher minha não frequenta esses lugares” eram algumas das  pérolas ditas pela criatura, que alguma máquina do tempo havia despachado direto dos anos 50 para nossas vidas. No entanto, a repulsa que o Ricardo me causava era inversamente proporcional à paixão que despertava em minha amiga.

Para agradá-lo, a Claudinha passou a se vestir com mais recato, deixou de ir às baladas que curtíamos e rompeu amizade com algumas meninas da nossa turma que ela passou a chamar de “rodadas”.

“Nossa cultura estimula as mulheres a se moldarem para não afrontar a vaidade masculina"
Fred Mattos, piscólogo
O Ricardo também era pão-duro – do tipo que conta cada centavo na divisão da conta do bar ou prefere demitir um funcionário a dar um aumento justo. Coisa que ela também passou a fazer: economizava em tudo e tirar pequenas vantagens financeiras passou a ser uma obsessão. Mas o pior para mim era ver a Claudinha repetindo as bobagens machistas que o namorado dizia.

Era doloroso ver uma pessoa tão querida se anular daquela forma. A gota d’água foi um comentário dela depois que terminei um namoro. “Amiga, para segurar um homem, temos que fazer grandes concessões”, disse-me, enquanto checava na conta do restaurante se haviam excluído os 10% do serviço, como ela havia pedido – sem fundamento algum para isso.

Por muitos anos, tive raiva da Claudinha, mas também entendi que aquele comportamento – em escalas maiores ou menores – é bem comum entre nós, mulheres. Quem nunca virou torcedora fanática de um time de futebol só para impressionar aquele gato e transformar o casinho em relacionamento sério? Quem nunca vestiu a camiseta preta de uma banda metaleira que nem curtia só para estar ao lado do namorado em um show?

Convictas de que uma história de amor “para sempre” é aquela na qual o casal “nasceu um para o outro”, algumas de nós absorvemos como esponjas os gostos, os hobbies, as ideias e o comportamento do homem que amamos. E, em casos mais graves, abrimos mão da própria identidade, como explica o psicólogo Fred Mattos, autor do livro "Relacionamento para Leigos" (Alta Books, 432 págs., R$ 70).

“Nossa cultura estimula as mulheres a se moldarem para não afrontar a vaidade masculina, que é sensível a contrariedades. Por temor de ficarem solteiras ou serem deixadas, as mais inseguras acabam distorcendo suas personalidades.”

“Mudei tanto que já não sabia direito quem era"
Monique*, engenheira carioca
Foi o que aconteceu com a engenheira carioca Monique*, 28 anos. Quando namorava o professor paulista Sérgio*, 45, ela deixou de se divertir nas festas de música eletrônica que costumava frequentar e até de praticar escalada, esporte que tinha em comum com sua turma da faculdade. Nos três anos de romance, a engenheira passou a ir – feliz da vida – a saraus de poesia e degustações de vinho, que eram mais a praia do namorado.
“Sérgio era mais velho e fazia parte de uma galera muito culta. Fiz de tudo para ser a mulher que ele sonhava”, admite. A transformação pela qual Monique se obrigou a passar incluiu até o visual – ela trocou os tops e jeans a que estava habituada por modelos de alfaiataria conservadores.

“Eu também repetia as opiniões dele mesmo quando discordava”, recorda. Quando o namoro terminou, a engenheira ficou sem chão. “Havia mudado tanta coisa em mim que já não sabia direito quem era.”

Baixa autoestima e personalidade fraca nem sempre são as causas desse comportamento camaleônico. Segundo a psicanalista Malvine Zalcberg, autora do livro "Amor Paixão Feminina" (Campus, 199 págs., R$ 54), algumas das mulheres esponja são até poderosas, bem-sucedidas em suas carreiras e têm um estilo marcante. Mas falta a elas autoconfiança no campo amoroso.

“Algumas 'vestem' a pele do parceiro a cada nova relação. É como se mudasse a letra, mas não a música"
Malvine Zalcberg, psicanalista
Ao incorporar os valores do homem que ama, a esponja se sente duplamente reconhecida: pelo parceiro e pelo meio em que ele vive e é valorizado”, diz a psicanalista. “Elas são muito frágeis e sofrem demais quando a relação termina porque não perderam apenas um namorado ou um marido. Perderam também uma estrutura de vida em torno daquele homem.”

É exatamente essa sensação que Monique descreve ao falar do fim do namoro com Sérgio. “Sentia-me perdida e não conseguia nem escolher um prato no restaurante sozinha”, recorda. Desde o rompimento, há dois anos, Monique teve alguns casinhos, mas nenhum romance para valer. A maior preocupação da engenheira é não repetir a conduta que teve na relação passada. “Na terapia, me dei conta do quanto ter me tornado uma ‘esponja’ me fez mal.”

RESGATE-SE, CAMALEOA
Nem toda “mulher esponja” consegue abandonar o padrão camaleônico de comportamento após a primeira decepção amorosa. Algumas “vestem” a pele do parceiro a cada nova relação. “É como se mudasse a letra, mas não a música. Enquanto não curam certas necessidades emocionais, como carência e falta de autoestima, as ‘esponjas’ continuam repetindo a estratégia de se moldar à personalidade do homem por quem se apaixonam”, diz Malvine.

SAIBA MAIS
Casal vê vídeo antigo e descobre que se cruzaram, ainda crianças, 16 anos antes de se conhecerem
O publicitário paulistano Denis*, 35, estranhou uma das frases que ouviu de sua ex-sogra quando o namoro de dois anos com a também publicitária Marisa*, 34, chegou ao fim. “Ela me ligou para lamentar que eu já era da família e terminou a conversa assim: ‘Uma pena, porque minha filha custou tanto para achar um rapaz que fosse uma boa influência para ela...’"

Então lembrei que, de fato, a Marisa sempre ia na onda dos namorados”, conta o publicitário referindo-se à ex. “Nós fomos só amigos por mais de dez anos antes de nos apaixonarmos e eu acompanhei inúmeras dessas mudanças dela, sempre que começava a se interessar por alguém.”

Denis conta que Marisa teve a fase “nerd”, quando namorou um estudante de Física, e a “roqueira”, ao se envolver com o baterista de uma banda indie. “Ela também havia tido um casinho com um cara que gostava de rachas de carro. Lembro que nessa época só falava em motor ‘tunado’, qual fazia a maior velocidade em um tempo mais curto e virou perita no assunto”, recorda. “Morria de medo que ela se acidentasse numa dessas corridas.”

“Ela repetia até minhas opiniões. Perdi o tesão"
Denis*, 35, publicitário paulistano
Segundo o publicitário, apesar da conduta “camaleoa no amor”, Marisa tinha opiniões fortes e uma personalidade leve e divertida. “Foi isso que me fez amá-la. Mas, com o tempo, ela virou uma mulher submissa, que só me seguia. Até a página do Facebook dela parecia uma cópia da minha. Nas últimas eleições para presidente, chegou a declarar voto no Aécio Neves, que era o meu candidato – sendo que a vida inteira a Marisa se disse petista!”, afirma. “Isso me tirou o tesão.”

No entanto, diferentemente de Denis, alguns homens se deixam envolver pelos 50 tons de nude das mulheres esponja por longos períodos. São os chamados “parceiros-sintoma”, como explica Malvine. “São aqueles que gostam de ter a parceira apagada, admirando-o e orbitando à sua volta em tempo integral. É uma relação onde um preenche o buraco emocional do outro, até a hora que os dois se sintam sufocados”, diz a psicanalista.

“O amor entre a ‘esponja’ e o ‘sintoma’ pode até acabar, mas terminar a relação é mais difícil para eles, pois criam juntos uma dinâmica de dependência psicológica nada saudável.”

O psicólogo Fred Mattos afirma que a estratégia furta-cor das “mulheres esponja” em busca da felicidade no amor é uma péssima jogada. É importante que os casais tenham características e objetivos em comum – mas as diferenças ajudam a fortalecer o romance.

“São elas que criam contrastes interessantes, pontos de vista diversos, maneiras diversificadas de solucionar problemas. Preservar aspectos da personalidade é essencial para que a pessoa consiga ter fôlego no relacionamento”, explica.

“É muito mais simples se anular e deixar todas as decisões importantes para o parceiro. Mas o tempo acaba revelando o efeito colateral de uma personalidade enjaulada.” Porque ceder em alguns pontos faz parte de toda relação, mas anular-se jamais!

*Os nomes foram trocados a pedido dos entrevistados
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Esperamos que essa postagens tenha sido eficiente. Caso você tenha algum interessante ou opinião não deixe de compartilhar conosco nos comentários!

Jornalista foi parar no hospício

"Tudo começou a desmoronar"
Da redação de Marie Claire

Susannah em foto atual e, à direita, em imagem de vídeo durante sua internação no NYC Langone (Foto: Mike McGregor / Getty Images e Reprodução)
Tudo começou com uma picada de percevejo – o inseto parasita que, na última década, se infiltrou até nas melhores camas de Nova York. Antes de ser picada por um, no início de 2009, a americana Susannah Cahalan tinha tudo o que uma jovem de 24 anos costuma querer na metrópole: um emprego promissor (era repórter do famoso jornal New York Post), um namorado músico, amigos DJs que a convidavam para baladas e um pequeno apartamento só para ela em Hell’s Kitchen, bairro com vida noturna agitada.

Um dia, antes de sair para o trabalho, viu uma marquinha roxa no braço e se convenceu de que era mais uma vítima da infestação de percevejos da cidade. Não havia nada ali, garantiu um dedetizador, mas Susannah não acreditou e ordenou a aplicação de veneno em todos os cômodos. Foi a primeira atitude estranha de uma série que a levaria totalmente para fora de si.

Logo viriam uma crise atípica de ciúme, choros repentinos no meio da redação, surtos paranoicos, alucinações e uma internação no hospital, de onde tentaria escapar agredindo enfermeiros.

Ninguém, nem mesmo os médicos, podia entender como Susannah havia se transformado em tão pouco tempo – um a diagnosticou como bipolar, outro sugeriu que largasse a bebida. Durante o tempo que passou na ala de epiléticos do hospital universitário NYU Langone, seu estado foi de agressivo a catatônico, e Susannah passou a babar e grunhir como um zumbi em vez de se comunicar.

Seu quadro se encaminhava para um coma com risco de morte quando um neurologista fez um pequeno teste que mudou tudo. Susannah tinha uma inflamação rara no cérebro causada por um tumor de ovário, uma correlação de sintomas identificada, até então, em apenas 216 outras pessoas no mundo – e sem qualquer relação com a tal picada de percevejo.

Em resumo, seu corpo estava atacando o cérebro numa reação autoimune ao tumor, o que causava a mudança de comportamento.

A recuperação foi lenta (um ano e meio), mas total. Sobre a experiência, a jornalista escreveu "Insana" (Belas Letras, 300 págs., R$ 39,90), livro que foi parar no topo da lista de mais vendidos do jornal The New York Times e acaba de ser lançado no Brasil. A obra vai virar filme em 2016, com a atriz Dakota Fanning no papel principal e Charlize Theron como produtora. A seguir, trechos da entrevista que ela deu à Marie Claire por telefone e depoimentos retirados da obra.

MARIE CLAIRE - Como era sua vida antes da doença?
SUSANNAH CAHALAN - Eu tinha muita energia. Jamais alguém me descreveria como uma garota calma, paradona [risos]. Trabalhava no que sonhei desde menina, jornalismo, e cada dia ia a um lugar diferente para cobrir crimes ou entrevistar celebridades. Às vezes ficava na redação até 1h da manhã e ainda saía para ver um amigo DJ tocar na balada até as 4h. No dia seguinte, estava de volta ao trabalho às 10h.  Eu havia começado a namorar Stephen, que hoje é meu noivo, e tinha me mudado para Manhattan para morar sozinha pela primeira vez na vida. Mas, de repente, tudo começou a desmoronar.

*Meu comportamento vinha se tornando mais errático a cada dia. Mas foi somente naquela manhã que a minha inconstância começou a assustar Angela, a amiga mais próxima do jornal.
– Na Times Square. As cores, os outdoors: eles brilham demais. Estão brilhando mais do que nunca.
– Você deve estar com muita ressaca – ela riu, nervosa. – Não bebi nada. Acho que estou ficando louca.[...] Frustrada com a inabilidade de expressar o que estava acontecendo comigo, bati as mãos no teclado. – Não consigo fazer isso! – gritei. – Susannah, Susannah. Ei, o que está acontecendo? – perguntou Angela, surpresa com aquela explosão. Nunca fui de fazer cena e agora todos estavam olhando para mim. Senti-me humilhada e exposta, e lágrimas quentes desceram pelo meu rosto até caírem em minha blusa.[...] Outra repórter se virou para mim. – Susannah, você está bem? [...] As lágrimas continuavam escorrendo por meu rosto, mas fiquei surpresa ao perceber de repente que não estava mais triste. Estava bem. Não apenas bem. Feliz. Não, não apenas feliz: sublime, melhor do que jamais havia me sentido em toda a minha vida! As lágrimas continuavam a vir, mas agora estava rindo."

"Ver os vídeos no hospital foi chocante. Neles, estou louca, possuída"

MC - Como se sentia nas primeiras crises?
SC - Ah, me sentia uma inútil, desapontada comigo mesma. Não conseguia me concentrar e então passei a duvidar da minha capacidade. O jornalismo é uma profissão dura em que todos, mesmo saudáveis, se perguntam: vale a pena? Quando a doença progrediu, comecei a pensar que talvez Nova York fosse demais para mim, ou que não era feita para a vida de repórter. E logo depois piorei muito mais.

"Stephen [o namorado de Susannah] foi acordado por uma série de lamentos muito estranhos, que ressoavam com o barulho da TV. [...] Quando se virou para me olhar, estava sentada com os olhos escancarados e as pupilas dilatadas, sem observar nada.
– Ei, o que houve?
Nenhuma resposta. Quando ele sugeriu que eu tentasse relaxar, virei-me para ele com um olhar que passava através de seu rosto, como se estivesse possuída. De repente, joguei os braços para frente como uma múmia e revirei os olhos. Enquanto isso, meu corpo enrijecia. Arfava por falta de ar. [...] Comecei a vomitar sangue e espuma, que jorravam da minha boca por entre os dentes cerrados."

Susannah com o dr. Najjah, médico que fez o diagnóstico correto. À direita, o teste aplicado pelo neurologista (Foto: Acervo pessoal / Reprodução)
MC - Foi difícil escrever o livro?
SC - Muito, em especial ver os vídeos do hospital, em que eu agia como uma louca. Eu havia feito entrevistas com médicos e pessoas próximas para reconstruir o perío¬do da doença e, quando diziam algum detalhe interessante, pensava: “Isso é ótimo para a história!”. Mas, ao ver os vídeos, caí na real: estava escrevendo sobre mim mesma! Em um deles, estou tendo uma alucinação e pareço realmente assustada. Nunca tinha me visto assim – ninguém tem fotos de si mesmo quando está em pânico. Foi muito perturbador.

"Na TV do hospital onde estava internada, vi a seguinte chamada [uma alucinação]: “Investigaremos o que está acontecendo com a repórter Susannah Cahalan, atualmente no hospital New York University”, anuncia uma âncora com o cabelo ajeitado. Eu sou a notícia de destaque.
– Estou no jornal! – grito. Ninguém responde.
“Seu pai foi preso recentemente pelo assassinato da esposa”, a âncora diz enquanto a câmera enquadra meu pai, que anda algemado em meio a um mar de paparazzi, flashes e repórteres com cadernetas abertas e prestes a partir para cima dele. Fui tão idiota. Não deveria ter atendido os telefonemas dos meus colegas. Eles estão escrevendo em segredo tudo o que estou dizendo. [...] Agarro o botão de emergência para chamar os enfermeiros. Eles precisam saber do complô."

"Vi que a personalidade depende da química. Somos muito frágeis"

MC - Como seus pais lidaram com a sua loucura?
SC - Eles simplesmente não falam sobre isso. Meu pai nunca leu o livro. É difícil demais para ele. Quando estava colhendo informações para a obra e precisava perguntar algo, ele começava a chorar. Então passei a enviar perguntas por e-mail, e ele me respondia da mesma forma. Já minha mãe tende a minimizar o que passei, acho que pelo mesmo motivo. Ela é mais: “Acabou, acabou, nunca mais vamos falar a respeito”.

"Já estava bem claro que eu não seria uma paciente fácil, a julgar pela maneira como gritava para os visitantes e dava coices nas enfermeiras. Quando Allen [o padrasto de Susannah] chegou, apontei e gritei para ele, insistindo para que “tirassem aquele homem do meu quarto”. De modo similar, acusei meu pai aos berros de ser um sequestrador assim que ele chegou e ordenei que o barrassem também. Como ainda estava em meio ao ataque psicótico, a realização de diversos testes se tornou inviável. [...]
– Em que ano você foi diagnosticada? – perguntou a neurologista.
– Ele está armando para cima de mim. – Quem está armando? – Meu pai. – O que você quer dizer? – Ele está virando outras pessoas. Ele está se transformando em pessoas diferentes para me pregar uma peça."

Susannah em recuperação ao lado do namorado, Stephen; o eletroencefalograma que mostrou inflamação cerebral; a jovem ao lado da mãe no hospital (Foto: Acervo pessoal / Reprodução)
MC - Enquanto isso, como seu caso evoluía?
SC - Com uma chance considerável de que eu entrasse em coma. Há muitos estágios da doença e, no meu caso, ela caminhava nessa direção. Eu seria entubada e não poderia respirar sozinha. Nessa situação, algumas pessoas morrem.

"Novos sintomas perturbadores afloraram no início da segunda semana. Minha mãe havia chegado no meio da manhã e percebera que minha fala havia piorado consideravelmente, como se minha língua fosse cinco vezes maior do que a boca. Eu babava e, quando estava cansada, deixava a língua do lado de fora da boca como um cachorro sentindo calor. [...] Também parei de emitir frases completas, alternando tergiversações, monossílabos e, às vezes, apenas grunhidos. [...] Meus braços se enrijeciam à minha frente."

MC - Você estava prestes a ser transferida para a ala psiquiátrica quando o neurologista Souhel Najjar entrou no seu caso. O que ele fez?
SC - Pediu que eu desenhasse um relógio, e coloquei todos os números no lado direito do desenho, ignorando a metade da esquerda. Isso mostrou um problema no meu hemisfério direito e provou que minha doença não era psiquiátrica. Havia uma inflamação grave no meu cérebro, ele estava em chamas, e o dr. Najjar o investigou até descobrir por quê. Eu não sabia, mas carregava um tumor no ovário que desencadeou uma rara reação autoimune. Meu corpo atacou com anticorpos um tipo de receptor cerebral chamado anti-NMDA."

"– Eu… não… me sinto… beeeeeeeeem – eu disse enquanto estendia os braços para fora da cama.
Stephen [o namorado] seguiu os meus comandos, rebaixou as barras de proteção e me guiou para fora da cama. Tive falta de ar outra vez e comecei a chorar. Stephen apertou o botão de emergência.
– Meu... coração... dóóóóóóói – eu disse enquanto segurava o peito e me contorcia no chão frio do hospital. – Não... consigo... reeeespiraaaar. Uma enfermeira entrou correndo no quarto. Ela checou meus sinais vitais e verificou um nível de pressão sanguínea ligeiramente alto de 15,5/9,7. [...] Naquela noite, saí em disparada do quarto do hospital e cheguei até o corredor, onde um grupo de enfermeiros me capturou e me levou de volta à sala de emergência enquanto eu lutava ferozmente, chutando e gritando. Foi a minha primeira – mas não a última – tentativa de fuga."

MC - Como  foi a recuperação? Tem medo de que a doença volte?
SC - Foi longa. Durou um ano e meio e foram necessárias transfusões de sangue, hormônios e novas internações. Aos poucos, fui resgatando meu antigo “eu”. O índice de recaída da doença que tive varia de 20% a 30%. É assustador, mas é algo com que tenho de lidar. Não deixo de tocar minha vida, viajo sozinha, me viro, mas, se fico triste ou emotiva, logo penso: “Sou eu mesma ou é a doença voltando?”.

"Uma coisa que toda essa experiência está me ensinando aos poucos é como sou sortuda. No lugar certo, na hora certa. NYU, Dr. Najjar, Dr. Dalmau [que estudou e catalogou a encefalite autoimune de receptor anti-¬NMDA, nome técnico da doença de Susannah]. Sem esses lugares e essas pessoas, onde estaria hoje? E se eu tivesse sido acometida por essa doença apenas três anos antes, antes que o Dr. Dalmau tivesse identificado o anticorpo, onde estaria? Apenas três anos dividem a linha entre uma vida plena e uma meia-existência em uma instituição psiquiátrica ou, ainda pior, um fim prematuro em uma tumba sólida e fria.[...] O Dr. Najjar estima que noventa por cento das pessoas que sofriam dessa doença em 2009, a época em que fui tratada, ficaram sem diagnóstico."

MC - Como esse mês de loucura marcou você?
SC - Foi realmente chocante descobrir que características centrais da minha personalidade podem mudar do nada, e não tenho controle sobre elas. A ideia de que nosso jeito de ser mora na nossa química cerebral é muito maluca. Somos de fato muito frágeis. Entendi isso.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Suicídio em família

A Comunidade Científica nos informa a Probabilidade de tentar o Suicídio e 2 à 3x vezes superiores em Mulheres, enquanto os Homens apresentam Uma Probabilidade Quatro vezes Maior. A ESCOLHA fazer o Suicídio, PODE Ser influenciada Pela disponibilidade de Meios, isso e Variável em Função do género feminino ou masculino.

Como lidar com uma Perda?

Se Teve alguem na sua  vida Que se suicidou, provavelmente Sente culpa e Sente Que transporta Consigo o peso Dessa vida perdida. a culpa NÃO É SUA. A Responsabilidade disto Que Aconteceu, Não estava NAS SUAS Mãos.

TERAPIA DO SONO CONTRA TRAUMAS

Está cansado de ficar virando na cama até cair no sono? Exausto de acordar às 3 da manhã e não conseguir voltar a dormir? A ajuda está disponível de uma forma que pode surpreendê-lo: terapia cognitivo comportamental (TCC).

Talvez você nunca tenha passado por uma situação tão forte. Mas certamente guarda na cabeça algum momento, ou mais de um, que preferiria eliminar - mas que sempre acaba relembrando sem querer. Todo mundo coleciona algumas lembranças ruins ao longo da vida. Isso é inevitável. Mas, no que depender de pesquisadores de várias partes do mundo, vai deixar de ser. Eles estão trabalhando duro.

TCC combina terapia cognitiva e terapia comportamental. A terapia cognitiva centra-se em seus pensamentos e crenças e como eles afetam o seu humor e comportamento. Seu objetivo é ajudá-lo a mudar o seu pensamento para ser mais saudável e mais adaptável às diversas situações. A terapia comportamental se concentra em suas ações. Seu objetivo é ajudá-lo a mudar seus padrões de comportamento doentio. A TCC, então, ajuda você a se concentrar em seus problemas atuais e desenvolver habilidades de enfrentamento para gerenciá-los.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Cuidado ao deixar seu carro com um flanelinha ou manobrista


Parece que os carros ficam mais seguros na rua mesmo, longe desses caras. É mais garantido deixá-los a mercê de motoristas barbeiros (ou bêbados), mendigos, cafetões e ladrões. O único problema ali são os “flanelinhas” — que, mais uma vez, provam como no Brasil a mania de confundir o público com o privado não é exclusividade dos políticos. Além de fingir que “trabalham” na rua, praticam a extorsão a céu aberto. O lado bom é que os “flanelas” proporcionam sempre uma boa oportunidade para praticar o truque do “João sem braço”… Ou melhor, do “João sem troco”. Então, não se esqueça de caprichar na cara de bobo, ok? Boa sorte…


Por Diogo Salles




quarta-feira, 6 de maio de 2015

Boneco KEN Brasileiro

Quanto vale um sonho?
Para Maurício Galdi, o “Novo Ken Humano”, seu sonho custou cerca de R$ 100 mil, mais de 15 cirurgias plásticas e incontáveis procedimentos estéticos.
"Escutei a minha vida inteira que era um exagero. Mas é uma vontade, um sonho e um objetivo meu", analisa ele, que não se incomoda com o desgaste das cirurgias. "Para mim não é um sacrifício e sim um prazer passar por essas intervenções cirúrgicas.



Já Glenda enfrentou uma depressão após um momento complicado e engordou 60 Kg. Mas tem um detalhe, atualmente, ela se sente muito mais feliz e descobriu os benefícios de ter uma autoestima elevada, além disso, tem um blog especializado no universo plus size.

Assista o Vídeo deles!


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