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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Jung, Sonhos e Autoconsciência - Resumo de Magnus Macedo


Um resumo de Magnus Macedo sobre parte da obra de Jung

Baseado exclusivamente no trabalho de conclusão de curso de Magnus Cesar de Macedo, aluno da The Society of Analytical Psychology - London - affiliated to the Centre of Psychoanalytical Studies of Essex University, Colchester, Essex U.K.  
Tradução de Geraldo J Ballone

Por "psique" entendemos "o conjunto de todos os processos psíquicos, tanto conscientes como inconscientes" (CW vol. 6, página 463). A psique, portanto, é constituída por imagens refletidas e processadas no cérebro. Imagens, sons, emoções, sensações do mundo objetivo são processadas no cérebro de forma claramente demonstrada pela neurociência moderna. Através da ressonância magnética os pesquisadores são capazes de detectar e registrar os movimentos mais "refinados" da energia que ocorre em todo o cérebro. Em nosso mundo moderno a psicanálise e a neurociência caminham de mãos dadas, contribuindo entre si e reciprocamente para as recentes aquisições do conhecimento.
Mas a verdadeira natureza da psique ainda está muito além da compreensão objetiva, mecanicista e reducionista da neurologia, da psicopatologia, psiquiatria e das neurociências em geral. Jung defende a idéia de que as imagens e objetos assumem o caráter de consciência apenas quando têm alguma associação ao ego, caso não se associem ao ego esse material permanece em nível inconsciente. A perda de memória é um exemplo típico deste fenômenos psicológico.
A Consciência
A consciência é um fenômeno diretamente relacionado ao Ego. Para Jung, existem quatro funções da consciência; a sensação e razãoimaginação e entendimento. Ele faz ainda uma comparação do fluxo da consciência com um feixe de luz de uma tocha; tudo o que pertence ao feixe de luz visível se torna consciente, aquilo que está fora do feixe de luz, apesar de tenuamente iluminado, é inconsciente. Assim, tudo o que é visto, ouvido, sentido subliminarmente é armazenado no inconsciente, sem mesmo percebermos.
É importante notar, porém, que as imagens de experiências vividas, apesar de inconscientes, não deixam de existir. O fato de não percebermos claramente esses elementos não significa que eles não estejam lá, eles simplesmente não estão à disposição da consciência.
O material vivencial apreendido pela pessoa pode ter representações que variam desde simples lembranças agradáveis da infância, com intensa e gostosa luminosidade resistente ao tempo, até terríveis experiências traumáticas envolvendo todo tipo de abusos psicológicos e físicos dolorosos terrivelmente fixados em nossas memórias. Essas vivências podem se tornar o que Jung chamou de "complexos psicológicos autônomos".
Normalmente, as experiências traumáticas, pelo fato de serem perturbadoras e desagradáveis, são reprimidas, tanto consciente como inconscientemente, pelos chamados "mecanismos psíquicos de autodefesa". Esses mecanismos, com funções psicológicamente lenitivas, acomodam as experiências emocionalmente dolorosas na profundidade do inconsciente.
Algumas vivências reprimidas jamais voltarão a emergir para a superfície de nossa consciência, portanto, serão praticamente esquecidas na profundidade de nosso mundo mental. Entretanto, é comum essas experiência emocionais se rfevestirem de alguma energia afetiva e, dependendo do nível de energia agregada a esses complexos psíquicos, alguns deles se farão presentes na consciência indefinidamente, independentemente de nossa vontade, de nosso consentimento ou nosso controle consciente.
Dependendo da intensidade das experiências vividas e da quantidade de libido (energia) associada a elas, poderão permanecer ativas por longo período de tempo, às vezes por décadas, às vezes para sempre. Os complexos psíquicos fortemente carregados de energia (libido), mesmo estando reclusos na profundidade do inconsciente, poderão se manifestar sutilmente e indiretamente através de nossas atitudes, de nosso humor, de nossa fala, audição, de visões, sonhos, fantasias, enfim, esses complexos psíquicos poderão “contaminar” toda atitude existencial.
A influência que o material psíquico reprimido exerce na vida da pessoa é, além de inegável, variada de acordo com sua carga energética (libidinal). Os casos de repressões com intensidade libidinal muito forte podem estar relacionados a patologias mentais francas, assim como, inversamente, podem se relacionar apenas a certos desconfortos emocionais, muitas vezes considerados "normais", os complexos psíquicos impregnados por energia mais tênue e fraca.
Jung relacionava os atos falhos, como por exemplo, os pequenos lapsos inexplicáveis de memória, como acontece quando uma pessoa substitui o nome de um amigo por outro, de uma namorada por outra, quando um objeto é exaustivamente procurado apesar de estar bastante visível ou mesmo quando se diz algo chocante, como um deslize da língua ou do vocabulário, sem sentido aparente.
Há numerosos exemplos destas ocorrências cotidianas embaraçantes que nada mais são do que reflexos dos complexos psíquicos presentes na vida de todos nós. Freud chamou alguns destes fenômenos de parapraxis, os quais surgem quando os complexos autônomos do inconsciente explodem em eloqüente disseminação energia na consciência, geralmente através de algum impulso.
Esse fenômeno acontece freqüentemente em escala de grande potência nas crises neuróticas agudas, na exuberante sintomatologia da esquizofrenia, nas manifestações histéricas e estados afins. Jung dizia que a neurose surgia quando “a consciência era inundada por material inconsciente”.
Jung argumenta ainda que o inconsciente deve ser considerado "um órgão natural, com sua energia específica própria e criativa". Ele define o conteúdo do inconsciente da seguinte forma:
- Tudo aquilo que eu sei, mas que não estou pensando no momento.
- Tudo que já me foi uma vez consciente, mas agora está esquecido.
- Tudo o que foi percebido pelos meus sentidos, mas não notado pela minha mente consciente.
- Tudo que involuntariamente sentido, pensado, lembrado e feito sem que tenha prestado atenção.
- Todas as coisas futuras que vão tomando forma em mim e chegarão, em algum tempo, à consciência.
Isso compõe o conteúdos do inconsciente, além de toda repressão mais ou menos intencional de pensamentos e sentimentos dolorosos. Jung atribuiu ao inconsciente também uma função compensatória à consciência. Daí a existência dos sonhos, devaneios e fantasias que a humanidade experimenta desde tempos imemoriáveis.
"Por muitos anos tenho cuidadosamente analisados cerca de 2.000 sonhos por ano, assim eu ter adquirido uma certa experiência neste assunto", escreveu Jung em 1954, quando tinha setenta e nove anos. O conhecimento profundo da alquimia, da mitologia grega, das culturas indígenas, da filosofia clássica e oriental, da psiquiatria tornaram Jung um dos grandes expert em sonhos de nosso tempo. Desse vastíssimo material sobre o assunto pode-se sublinhar alguns conceitos de inestimável valor para o conhecimento da psique humana.
Um sonho é um produto psíquico originário do estado de sono e sem motivação consciente. Em um sonho a consciência não está completamente extinta, há sempre um pequeno fragmento atuante. Na maioria dos sonhos, por exemplo, ainda há a consciência do ego, embora seja um ego muito limitado e distorcido, curiosamente conhecido como o ego onírico. É um mero fragmento ou sombra do ego vigil consciente (CW 8 - P305).
Como acontece no estado de vigília, onde as pessoas reais e as coisas entram em nosso campo de visão, no sonho as imagens são inseridas em outro tipo de realidade que faz parte do campo da consciência do ego onírico. Não nos sentimos como se estivéssemos produzindo conscientemente sonhos, pois eles, além de não estarem sujeitos ao nosso controle, obedecem às suas próprias leis. Os sonhos são, obviamente, complexos psíquicos autônomos que se formam por conta própria e de seu próprio material. Por outro lado, a origem das motivações dos sonhos não é de nosso conhecimento consciente e pode-se dizer que os sonhos vêm diretamente do inconsciente (CW 8 - P305).
A existência de fantasias inconscientemente e não realizadas aumenta a freqüência e a intensidade dos sonhos. Quando essas fantasias se tornam conscientes os sonhos mudam seu caráter e se tornam menos intensos e menos freqüentes. A partir disso podemos concluir que os sonhos muitas vezes contêm fantasias que "desejam" se tornarem conscientes.
Sonhos não enganam, não distorcem, não mentem e nem disfarçam; eles sempre procuram expressar algo que o Ego não compreentende ou nem sabe. Um sonho é um auto-retrato espontâneo e de forma simbólica da realidade e da situação do inconsciente.
Assim como o corpo reage fisiologiamente às agressões, ferimentos, infecções ou qualquer outra condição anormal, as funções psíquicas também reagem à perturbações emocionais perigosas com mecanismos de defesa intencional. Entre as reações defensivas propositais (compensatórias) do inconsciente incluímos os sonhos (CW 8 - P253).
Durante a Primeira Guerra Mundial os soldados sonhavam muito menos com a guerra quando estavam no campo de combate do que quando estavam em suas casas. Os psiquiatras militares consideravam fundamental retirar o soldado das linhas de frente quando ele começava a sonhar muito com as cenas de guerra; - isso significava que o soldado já não possuía defesas psíquicas eficientes contra as solicitações (vivenciais) de fora. (CW 8 - P303)
Assim como a atividade psíquica consciente pode criar mecanismos defensivos, inconscientemente nossa atividade psíquica produz sonhos, fantasias, etc. Um sonho que se nos apresenta não é criado conscientemente, apesar de termos consciência de sua percepção e mesmo reprodução. O sonho continua sendo uma fonte de atividade criativa inconsciente (CW 6 - p485).
 "... O inconsciente tem uma função compensatória à consciência, mas especularmos o que o inconsciente é em si, pode ser uma atitude estéril ... Por sua própria natureza, a compreensão do inconsciente vai além de toda nossa cognição e o que conseguimos, apenas, é ter acesso aos produtos do inconsciente, tais como os sonhos e fantasias, mas não temos acesso ao inconsciente em si. Um fato cientificamente comprovado é que os sonhos, por exemplo, quase sempre têm um conteúdo que pode aliviar e corrigir a atitude da consciência. Por isso falamos da função compensatória do inconsciente " (CW 6 - P520).
Para Jung, os instintos e os arquétipos formam o chamado inconsciente coletivo. Coletivo porque, ao contrário do inconsciente pessoal, este tipo de inconsciente não tem características únicas e individuais, mas ocorrência universal, regular e coletiva. Tal como acontece com os instintos, o inconsciente coletivo é um fenômeno comum a toda a humanidade para Jung . Ele defende a idéia de que as imagens do inconsciente coletivo e os arquétipos são a origem e composição dos "grandes sonhos".
Jung atribui aos arquétipos as mesmas qualidades fisiológicas dos instintos, portanto, são fenômenos comuns à toda humanidade. Tal aspecto universal explicaria, para Jung, ter encontrado as mesmas similaridades mitológicas (arquetípicas) nos sonhos de seus pacientes em Basileia, na Suíça, e os aborígines na Austrália. Encontrou ainda as mesmas semelhanças dos sonhos entre os afro-americanos e os europeus arianos, e da mesma forma entre os loucos e os não loucos.
É importante ressaltar que, do ponto de vista junguiano, existem cinco grupos principais de fatores instintivos, a fome, a sexualidade, a criatividade, a atividade e a reflexão, sendo esta última de natureza cultural por excelência (P CW8 114). Jung, ao contrário do filósofo inglês John Locke(1), acreditava que "o homem não nasce como uma tábula rasa", mas com um cérebro que é o resultado do desenvolvimento de uma longa sucessão e cadeia de antepassados  (CW 8 p 372).
 (1) - O filósofo inglês John Locke (1632-1704), considerado o protagonista do empirismo, detalhou a teoria da Tabula Rasa em seu livro, Ensaio acerca do Entendimento Humano (1690). Para Locke, todas as pessoas nascem sem saber de absolutamente nada, sem impressões alguma, sem conhecimento algum. Então todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, depois do nascimento pela tentativa e erro (i.e. o homem nasce como se fosse uma "folha em branco"). Contra esse argumento Jung faz uma comparação: seria como se os passaros, ao nascerem, precisassem cada um aprender por si a tecer seu ninho. 
Segundo Jung, "se o inconsciente coletivo não existisse, tudo poderia ser alcançado através da educação; esta poderia reduzir um ser humano a uma máquina psíquica com a impunidade, ou transformá-lo em um ideal" (CW8 P373). Em última análise, oinconsciente coletivo seria um depositário do mundo, da existência humana, estaria inserido na estrutura do cérebro e do sistema nervoso simpático (CW8 P373).
A Unidade “SELF e ALMA”
Por "self" entendemos um conceito empírico, ou seja, “toda a gama de fenômenos psíquicos no ser humano. Ela expressa a unidade da personalidade como um todo” (CW vol. 6, p 460). Por "alma" entendemos “um complexo funcional definido que pode ser mais bem descrito como uma personalidade” (CW vol. 6, p 463). Para Jung, a unidade do Self e Soul representa a razão da nossa própria existência. Esta unidade, ou personalidade, tem características únicas em cada um de nós. Por causa dessa particularidade o nosso inconsciente não age apenas de forma instintiva e coletiva, mas, sobretudo, de forma subjetiva e pessoal.
A descrição de Ego para Jung 
Mesmo se o Ego ocupasse o centro da psique, ele não representaria a totalidade do Self. O ego pode ser mais bem descrito como um complexo psíquico com a mesma natureza da consciência. Daí Jung ter falado em "ego-complexo", que seria apenas mais um complexo psíquico entre outros.
O Ego é um complexo que não compreende o ser humano total, uma função que esquece infinitamente mais do que sabe. Não obstante, o Ego tem visto e ouvido infinitamente, mas nunca se tornou plenamente consciente. Há pensamentos completamente formados que surgem fora do alcance da consciência e dos quais o Ego nada sabe. O Ego tem uma vaga noção da incrível e importante função reguladora do sistema nervoso simpático em relação ao processo de equilíbrio interno do corpo. O Ego talvez compreenda uma parte menor do que uma consciência plena teria de compreender (CW Vol.8 p 324).
É evidente que o modelo da psique de Jung não foi baseada apenas no Ego, ou no ego- complexo, mas sobretudo, também em outros complexos. Se tomarmos o diagrama abaixo como base de entendimento da psique humana, percebemos o Ego como parte consciente e parte inconsciente. A mesma localização dupla se aplica para a sensação e para a intuição.

sentimento, por sua vez, se instala bem no fundo do inconsciente, enquanto opensamento está totalmente consciente. Tal diagrama (figura) gerou inúmeras e acaloradas discussões no mundo psicanalítico ao longo do tempo, muito embora tenha contribuído didaticamente para o estudo e compreensão do assunto complexo como a psique.


Apesar de ter havido numerosas tentativas, desde nossa pré-história, para classificar e categorizar as diferenças entre os indivíduos, o ser humano nunca conseguiu realmente encontrar uma solução definitiva para este enigma, talvez simplesmente porque não se tratar de um enigma.
Não obstante, através de sua teoria de tipos psicológicos Jung criou um princípio que tem sido aplicado como um ponto de observação em muitas práticas analíticas modernas, mesmo por diferentes escolas de pensamento psicanalítico.
A contribuição dos tipos psicológicos de Jung hoje é reconhecida mundialmente como um dos princípios básicos de classificação psíquica. Esse conceito junguiano tem influência mesmo fora do campo psicanalítico, como é o caso da tipologia de Myers-Briggs, por exemplo, é muito popular na formação em gestão e negócios.
A suposição de que só existe uma psicologia ou apenas um princípio psicológico fundamental ao ser humano é de uma tirania intolerável, é um preconceito pseudocientífico para com o homem comum e sua psicologia. É igualmente intolerável falar de uma "realidade" única. A realidade é, de fato, aquilo vivenciado pela alma humana [...] e mesmo quando a realidade é tratada por um espírito científico, não se deve esquecer que a ciência não é a ‘summa’ da vida, mas apenas uma das formas de pensamento humano (CW vol. 6 p 41).
Emprestado da fisiologia e de Goethe, Jung usou diástole e sístole como bases para desenvolver sua teoria da "Extroversão-Introversão", os tipos básicos de personalidade. Diástole na fisiologia da cardiologia significa o momento em que o coração relaxa e deixa o sangue fluir para dentro dele. Sístole, pelo contrário, é quando os músculos cardíacos se contraem para bombear o sangue para fora dele.
Como o próprio Jung observa, os nomes e os conceitos para descrever o mecanismo da introversão-extroversão podem ter muito sentido para o observador em questão; no entanto, talvez ele tenha preferido esses termos devido o seu fascínio por Goethe, que utilizou a mesma metáfora em sua obra Fausto.
Jung descreveu a si próprio como um "pensador introvertido" com a "intuição" como sua segunda função mais forte. Por outro lado, Goethe poderia ser descrito como o “pensador extrovertido”, tendo também a" intuição "como sua segunda função mais forte.

Extroversão é uma expansão da libido (energia).  
No estado extrovertido as pessoas pensam, sentem e agem em função do objeto ... Em certo sentido a extroversão é uma transferência de interesse do sujeito para o objeto ... A extroversão é “ativa” quando intencional e “passiva” quando o objeto contém um interesse subjetivo. Quando a extroversão é habitual na vida da pessoa falamos em um tipo extrovertido (CW vol. 6 p427).
Dependendo da situação que nos encontramos todos nós podemos ser introvertidos ou extrovertidos, embora exista também uma importante condição herdada geneticamente capaz de influir sobre a predominância de um tipo ou outro.
Para Otto Gross o tipo extrovertido representa o gênio "civilizador" e do tipo introvertido o gênio "cultural", a primeira para a realização prática e a última para a invenção abstrata.
Extrovertidos e introvertidos também podem ser subdivididos em quatro subtipos de acordo com as quatro funções psicológicas. Isso acabará resultando em oito tipos categóricos:
1. Extrovertido tipo pensamento,
2. Extrovertido tipo sensação,
3. Extrovertido tipo intuitivo,
4. Extrovertido tipo sentimento,
5. Introvertido tipo pensamento,
6. Introvertido tipo sensação,
7. Introvertido tipo intuitivo,
8. Introvertido tipo sentimento.
Na realidade, estas funções não estão igualmente presentes na vida real, havendo sempre uma predominância de uma delas sobre as demais, as quais ficam em segundo plano, isto é, uma disposição predominantemente emocional não pode também predominantemente pensar racionalmente. Algumas pessoas são guiadas em suas vidas, por seus sentimentos, outros por seu pensamento, outros ainda por sua sensibilidade e, finalmente, outros por sua intuição, independentemente serem extro ou introvertidos. Essas pessoas podem ser extrovertidas ou introvertidas, dependendo do seu ambiente cultural e de formação genética.
Há introvertidos e extrovertidos otimistas, bem como introvertidos e extrovertidos pessimistas. Apesar das classificações não bastarem para explica a psique da pessoa em sua individualidade, uma compreensão dos tipos psicológicos abre o caminho para uma melhor compreensão da psicologia humana em geral (CW 6 p 516).

ALMA: anima, animus, persona, sombra.
Mais clara, talvez, do que qualquer outra ciência, a psicologia demonstra a transição espiritual a partir da idade clássica à moderna. A história da psicologia até ao século XVII consiste essencialmente na enumeração das doutrinas sobre a "alma", mas a "alma" nunca foi capaz de obter uma definição como objeto investigado.Assim, Jung desenvolveu uma teoria caracterizando a alma através de quatro conceitos psicológicos: anima/animus, ego, persona e sombra. Ele chamou esta idéia “Complexos Funcionais” ou de “Personalidade”.
Quando ele fala da alma como "anima", ele se refere ao aspecto feminino dos seres humanos. O homem, apesar de masculino, por exemplo, tem uma alma feminina, ou anima, enquanto a mulher, apesar de feminina, tem uma alma masculina, ou um animus. Se tomarmos a persona de um homem através de seu lado "exterior", ele estará mostrando o seu animus natural para o mundo externo, assim, esperamos que ele tenha a anima na alma.
O motivo é que um lado complementa o outro, diz Jung. A anima geralmente compensa todas as qualidades que faltam na atitude consciente de um homem masculino. Isto explica porque apenas os homens viris estão mais sujeitos à fraquezas e sugestionabilidade características do sexo feminino. Por outro lado, apenas as mulheres mais femininas podem mostrar uma intratabilidade, obstinação e teimosia em sua vida interior comparável apenas às atitude externas masculinas.Estes são traços masculinos que, ao contrário da atitude exterior feminina, mostram qualidades de sua alma, tal como uma alma tipo animus ".
Partindo do ponto de vista junguiano de que a "alma" é o mesmo que "personalidade" ou o mesmo que anima/animus, isso nos levaria a pensar que deve existir uma dissociação da personalidade mesmo diante da normalidade, como se fosse “anjo para o exterior e o diabo em casa”, ou vice-versa, é uma forma de dividir personagem muito comum em nossa experiência cotidiana.
Dependendo da identificação do ego com a situação, e se isso se torna uma atitude habitual, em seguida, o indivíduo desenvolverá uma personalidade dividida, uma parte adaptada à vida doméstica e outra (uma 'persona') para a vida social. Este é um caso comum difundido em nossa sociedade.
Jung define a persona como "... o sistema individual de adaptação para o mundo. Toda vocação, profissão ou papel social, por exemplo, tem a sua própria persona característica. Pode-se dizer, com pouco de exagero, que a persona é aquilo que na realidade não é, mas tanto si mesmo, quanto os outros acham que é" (CW9, n º 221).
Já que temos falado sobre o ego, anima/animus e persona, agora veremos o quarto conceito, o mais complicado deles, o complexo funcional chamado “sombra”. A sombra, no entender de Jung, é a obscuridade, a peça de origem coletiva da personalidade inconsciente, misteriosa e nebulosa. "A sombra é aquilo que a pessoa deseja não ser" (Para CW16 470).
A sombra compreende todo o aspecto histórico do inconsciente, compõe-se de sentimentos ocultos, reprimidos em sua maior parte, complexo de culpa e de inferioridade, cujas origens remontam ao reino animal do qual fazemos e fazia parte nossos ancestrais... Acreditava-se que a sombra do ser humano era a fonte natural de todo o mal, porém, através da investigação do inconsciente humano, sabe-se agora que sua sombra, não é constituída apenas de tendências moralmente condenáveis, mas também de uma série de boas qualidades, como por exemplo, os instintos normais, as reações adequadas à sobrevivência, a compreensão realista, impulsos criativos, etc. (CW 9 parágrafos 422 e 423).
Em sua última definição Jung observa que a sombra é também a sede da criatividade, racionalidade, força e outras boas qualidades da psique humana. Mas os maus aspectos da sombra realmente podem ser esmagadores. O fisiológico caráter egoísta deste aspecto de nossa personalidade é preocupante. É assim que uma pessoa tende a projetar seus próprios aspectos negativos sobre as outras. Devemos perceber que, em geral, todas as más qualidades que nos constatamos nos outros vem, de fato, de nós mesmos. É fácil atribuir aos projetos alheios alguns defeitos que justificam nossa intolerância.
Geralmente nós acusamos nosso inimigo de nossa própria falhas. A psicologia da guerra fez isso de forma bem clara: “tudo que meu país faz é bom, tudo o que os outros países fazem é mau." Como os indivíduos têm esse tipo de psicologia primitiva, toda tentativa de trazer tais projeções antigas para a consciência é tida como irritante. Naturalmente gostaríamos de ter melhores relações com os companheiros, mas apenas na condição deles viverem tal como nossas expectativas, em outras palavras, que os outros estejam dispostos à nossas expectativas" (CW 8 p 271).
Assim, é bastante clara a razão de tantos conflitos e atrocidades em todo o mundo ao longo da história da humanidade. O mal também é parte da formação da natureza psíquica do ser humano. Jung acreditava que só através do autoconhecimento o homem seria capaz de minimizar ou, talvez, acabar finalmente com os conflitos causados pelos instintos primitivos.
 “Hoje precisamos da psicologia por razões que envolvem a nossa própria existência.Ficamos perplexos e estupefatos diante dos fenômenos do nazismo e do bolchevismo, porque não sabemos nada sobre ser humano ou, ao menos, temos apenas uma imagem parcial e distorcida dele. Se tivéssemos autoconhecimento este não seria o caso. Estamos face a face com a terrível questão do mal e nem sequer sabemos que está diante de nós, muito menos o que fazer contra ele” (Memories dreams reflections, p 363).
Jung acreditava que tocar o mal levava ao risco de sucumbir a ele e não devemos sucumbir nem ao bem, nem ao mau. Sucumbir ao que crie uma unilateralidade é uma espécie de vício que também não faz uma personalidade saudável. “O mal tem que ser ponderado, tanto quanto o bem, afinal, o bem e o mal não são extensões de um ideal e de fazer abstrações, ambos pertencem ao ‘claro-escuro’ da vida ... em última instância, não há nenhum bem que não possa produzir o mal e nenhum mal que não possa produzir o bem" (CW 12, p 31).
O perigo que ameaça a todos nós vem da psique do indivíduo e da massa coletiva, não da natureza ... "Se certas pessoas perdem a cabeça hoje em dia, pode resultar em uma bomba de hidrogênio" (Memories dreams reflections, p 154). Por isso o autoconhecimento é crucial para a sobrevivência e desenvolvimento psicológico da humanidade. E a este processo de autoconhecimento Jung chamou de "individuação".
Individuação 
individuação é um processo natural que ocorre a todos nós em um determinado período de nossas vidas. Normalmente acontece entre meados dos trinta e o final dos quarenta anos. É o momento em que o indivíduo começa lentamente deixar de ser uma auto comunal para se tornar um indivíduo com afirmações próprias e opiniões próprias sobre as coisas.
A partir daí ele já não é tão influenciado pelo comportamento da massa, mas, ao invés disso, desenvolve suas próprias características de atitudes diante da vida. Mesmo assim, a maioria de nós nunca será capaz de dissociar completamente do comportamento da massa e do pensamento coletivo, portanto, o processo de individuação é crucial para nos diferenciarmos. Nós, seres humanos, somos animais sociais por natureza e, naturalmente, nos influenciamos mutuamente de várias e distintas maneiras.
O processo de individuação retorna o ser humano ao seu interior, ao seu mundo subjetivo, que certamente estará cheio de novas descobertas e realizações de seu próprio eu. Poderia ser chamado de "maturidade da alma humana”, quando a morte parece mais à vista e questões existenciais, inevitavelmente, começam a surgir. "O significado é então tudo o que procura”.
Assim, o processo de individuação é crucial para o desenvolvimento da humanidade. Se as populações foram compostas de equilíbrio, de indivíduos com psique saudável, muitos problemas poderiam ter sido evitados em nosso mundo atual.
Para resumir de maneira minimalista o vasto material que Jung escreveu sobre a psique: o autoconhecimento da própria psique representaria uma transformação coletiva positiva que poderia poupar a humanidade de uma parte significativa de sofrimento e desespero.
Um homem deve ser capaz de conhecer sua própria capacidade de fazer o bem e o mal ... E como Jung afirmou em 1906, o ser humano moderno é rico em conhecimento, mas pobre em sabedoria ...Parece que o mundo não mudou muito desde então.
Magnus Cesar de Macedo

Bibliography:
Jung, C.G. - Collected Works 5, Symbols of Transformation, Bollingen series XX – Princeton University Press, NJ US
Jung, C.G. – Collected Works 6, Psychological Types, Bollingen
Series XX – Princeton University Press, NJ US
Jung, C.G. – Collected Works 8, Structure and Dynamics of the Psyche, Bollingen Series XX – Princeton University Press, NJ US
Jung, C.G. – Collected Works 9, Archetypes and The Collective Unconscious, Part I, Bolllingen Series XX – Princeton University Press, NJ US
Jung, C.G. – Collected Works 12, Psychology and Alchemy, Routledge Edition, England UK
Jung, C.G. – Dreams, Routledge Classics, London and New York editions 2002. England UK
Jung, C.G. – Memories, Dream, Reflections – Fontana Press
London, UK


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Os 8 Hábitos Que Mais Irritam O Seu Chefe

Você é uma daquelas pessoas que gosta de uma fofoca de trabalho, que adora visitar o Facebook durante o horários de trabalho e que sempre chega atrasado nas reuniões semanais? Se sim, saiba que você não está passando despercebido pelo seu chefe, e que ele irá se lembrar disso quando for hora de promover alguém ou dar um aumento de salário.



Segundo uma pesquisa recente realizada pelo Instituto de Gerência e Liderança da Inglaterra, atrasos constantes, sujeira e fofocas são os principais hábitos que irritam os chefes no local de trabalho.
Confira aqui a lista completa com os hábitos mais irritantes, de acordo com os chefes entrevistados:
  • Chegar atrasado em reuniões (mencionado por 65% dos chefes e gerentes)
  • Sujeira e restos de comida (63%)
  • Fofocas sobre colegas de trabalho (60%)
  • Discutir assuntos confidenciais da empresa (54%)
  • Enviar e-mails em excesso (56%)
  • Deixar o celular tocar alto (42%)
  • Fazer muitos intervalos (39%)
  • Ir trabalhar doente, ao invés de ficar em casa (34%)
Outros hábitos considerados irritantes pelos chefes e gerentes entrevistados incluem o uso de chavões e termos técnicos em demasia, o uso de roupas e vestimentas impróprias para o local de trabalho (muito ousadas ou relaxadas).



Mas esta pesquisa também trouxe a solução para estes problemas, coisas que todo mundo pode fazer para cair nas graças dos chefes e colegas de trabalho. Entre as ações citadas como exemplares, estão:
  • Lembrar do aniversário dos colegas (e trazer um bolo e presentes)
  • Preparar um café ou chá para os colegas
  • Organizar eventos com os colegas fora do horário de trabalho
Lembre-se de que cada pessoa tem a sua própria característica de trabalho, mas existem certas coisas que todos nós podemos fazer para melhorar nossa atmosfera de trabalho e irão nos ajudar a ter uma melhor imagem perante nossos chefes (mesmo quando não gostamos do nosso chefe). Pequenas atitudes que deixam o dia-a-dia menos estressante e que fazem a diferença no humor das pessoas que estão em nossa volta serão notadas pelos seus colegas e irão melhorar o dia de todos.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

O que o seu corpo revela!

No momento de uma entrevista de emprego ou até em uma situação decisiva para a aquela tão sonhada promoção, você é avaliada não apenas pelo que diz, mas também pela forma como movimenta o corpo. Isso mesmo! A postura influencia muito a visão que as pessoas têm ao seu respeito. Por isso, posiciona-se da forma correta é fundamental para conquistar a simpatia e a confiança do seu chefe. Quer saber como passar uma imagem positiva por meio da linguagem corporal? Então, fique atento as dicas que o No Pátio preparou para você:




1. Desinteressada
Ficar de pernas e braços cruzados não é a melhor alternativa em um momento decisivo da sua vida. Essa postura demonstra insegurança e baixa autoestima, características não muito bem vindas aos funcionários. Além do mais, ficar desse jeito pode ser o mesmo que dizer que você não está com muita vontade de cooperar e não gosta muito de entrar em confrontos. Em uma entrevista de emprego, nada de ficar assim!

2. Disfarçando a fraqueza
Permanecer de pernas postas na uma frente da outra quando está em pé e de mãos cruzadas por ser sinal de instabilidade emocional e vontade de disfarçar a fraqueza e a impotência diante dessa situação. Pode ser um pedido inconsciente de que o outro não seja critico em excesso e não a exponha.

3. Descontraída
Parece fácil ficar nessa posição? Pois nem sempre é. Principalmente quando a naturalidade deve ser uma forte aliada. Se o intuito é permanecer assim em uma entrevista de emprego, treine em casa antes. Ah! Muito cuidado com o tipo de roupa usada. Nesse caso, os decotes e blusas de botão são perigosos por deixar mais do que deveriam a mostra. Essa posição passa a impressão de descontração e quer dizer que você está a vontade na situação.

4. Está cansada?
Essa é uma posição que só deve ser adotada em momentos de muito cansaço. Ficar trocando de perna o tempo todo mostra o quando está desconfortável e com vontade de sentar-se o quanto antes!






5. Insegura
Pernas juntas escondendo as mãos. Posição clássica de uma pessoa insegura e retraída, que sempre pensa muito antes de falar por medo de não se sair bem em público ou por receio de desagradar algum. Isso acaba com a naturalidade e afeta sua visão perante os chefes. Já que prova falta de segurança.

6. Racional
Cuidado com a arrogância! Essa posição demonstra superioridade, excesso de senso crítico e pouco envolvimento nas relações. Para aliviar essa imagem negativa, junte as pontas dos dedos no momento em que estiver conversando. Isso passa a ideia de ser bastante racional quando visa assuntos de trabalho.

7. Perfeccionista
Posição típica de pessoas ambiciosas, essa posição passa a imagem de gente teimosa, que gosta de defender o que acha certo a todo o custo e que tem muita ambição. Mas, cuidado para não assustar quem está perto de você. Os pés prejudicam por denunciar falta de energia. Fique atenta!



Fotos: Reprodução

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Quadros Melhorados

Sabe como são restaurados os quadros antigos?

Reverter os efeitos de envelhecimento e dos estragos num quadro é um processo delicado que consiste em várias técnicas. Primeiro, uma solução de limpeza é aplicada para remover o pó e os sedimentos.


 Confira a seguir:

Imagem: Sutton Greene



Fonte da imagem: Link Origins
Depois, o restaurador identifica retoques anteriores, que se veem sob luz ultravioleta ou infravermelha, antes de remover cuidadosamente o verniz descolorado e os retoques. Qualquer dano da tela ou da estrutura de suporte é reparado. Misturados com um aglutinante para formar uma massa, os pigmentos são aplicados em áreas onde a tinta se perdeu. Estes retoques podem ser removidos com solventes que não vão danificar o quadro original, o que significa que quaisquer alterações podem ser revertidas.

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Esperamos que essa postagens tenha sido eficiente. Caso você tenha algum interessante ou opinião não deixe de compartilhar conosco nos comentários!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

10 soluções simples para problemas do cotidiano

Ideias que podem ajudar a melhorar seu dia a dia.
Por Caroline Hecke em 28/05/2013

10 soluções simples para problemas do cotidiano

Existem diversos pequenos problemas no nosso dia a dia, mas nem sempre eles parecem tão fáceis de serem resolvidos. Como quase todos os desafios da vida têm solução, trazemos para você uma lista de situações em que você pode contar com ideias simples e práticas para otimizar tarefas ou resolver impasses.

1. Nem toda a pipoca estourou no microondas

    Fonte da imagem: Reprodução/One Good Thing
    Coloque os grãos que sobraram em uma vasilha, tampando a parte de cima com um prato. Coloque tudo no microondas por mais alguns minutos e voilà!

    2. Minha bolsa de notebook está muito pesada

    Fonte da imagem: Reprodução/RedditPara não sofrer com dores nas costas, deixe a alça de ombro em seu maior comprimento, passando por dentro das alças menores. Pronto! Você acabou de transformar uma pasta em uma mochila.

    3. Meu cérebro parece congelar quando como algo gelado

      Esprema sua língua contra o céu da boca e a dor deve passar.

      4. Os cantos do pão sempre ficam secos

      Fonte da imagem: Reprodução/BuzzfeedUm pão quadrado pode ser um desafio na hora de montar sanduíches perfeitos. Você pode cortar fatias de embutidos para que eles cubram toda a superfície do pão ou, se quiser, dobrar fatias ao meio duas vezes, transformando cada uma em um pedaço perfeito para cobrir os cantos do pão.

      5. Preciso sair, mas meu gloss e rímel estão no fim


        Para emergências, você pode deixar as embalagens mergulhadas em água quente por alguns minutos. Com isso, o que restar do produto seco nas laterais vai derreter, permitindo que você o utilize ao menos mais uma vez.

        6. Quero carregar água fria, mas minha geladeira não gela o bastante

        Fonte da imagem: Reprodução/BuzzfeedColoque um quarto de água em uma garrafinha e deixe o recipiente deitado no congelador. Assim que o líquido congelar, preencha com o restante de água e pronto! Você terá água gelada para carregar durante os dias de calor e, o melhor, sem que ela esquente rapidamente.

        7. Minha calça jeans solta tinta

          Sua calça jeans novinha em folha está soltando tinta e deixando sua pele colorida? Existe uma solução simples para isso: coloque uma colher de sopa de sal na água a próxima vez que for lavá-la.

          8. As bananas apodrecem antes que eu consiga comê-las

          Fonte da imagem: Reprodução/The Unoriginal SupportCorte as bananas e coloque cada uma em um espaço separado – como em caixas de papelão com divisórias. Elas apodrecem com maior velocidade se estiverem no cacho.

          9. Como cortar cebolas sem chorar?

            Entre as diversas possibilidades para evitar o choro, uma solução surpreendente é a de mascar um chiclete enquanto você corta a cebola. Isso deve evitar seu sofrimento com o gás liberado pelo alimento.

            10. Vivo perdendo o controle remoto na cama

            Fonte da imagem: Reprodução/BuzzfeedVocê acha que as alças do colchão servem apenas para erguê-lo?

            O corpo fala: conheça 5 sinais físicos da atração

            Pupilas dilatadas e pulso acelerado são algumas das características dos apaixonados quando em frente à pessoa desejada
            Por Claudia Borges em 08/11/2013


            Você está de olho em alguém ou completamente apaixonado? Com certeza você já deve ter percebido algumas mudanças que acontecem no seu corpo quando a pessoa de que você gosta está por perto: coração acelerado, um frio na barriga e outras sensações que são principalmente sentidas naquela primeira fase do namoro ou do flerte, enquanto o casal ainda está se conhecendo.
            De acordo com a antropóloga Helen Fisher, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, o corpo humano é como uma máquina em busca de atração, sendo que em apenas um segundo podemos decidir intuitivamente se alguém é fisicamente atraente ou não. No entanto, após uma investigação mais próxima, podemos mudar o nosso pensamento e constatar que encontramos o que estávamos buscando há algum tempo.
            Porém, existem sinais físicos de atração que nossos corpos nos enviam, fazendo a nossa atenção ser desviada para certa pessoa, que se torna o nosso objetivo. Quando esses mecanismos fisiológicos nos acertam, é sinal de que uma forte atração ou paixão pode nos arrebatar. Confira abaixo quais são eles.

            1 – Coração acelerado

            Fonte da imagem: Shutterstock
            É inevitável: quando aquela pessoa especial aparece, o coração bate mais forte e o ritmo se acelera. A relação do ritmo do coração com a atração é tão potente que alguns estudos revelaram que a frequência cardíaca de uma pessoa pode aumentar mesmo em testes realizados com desconhecidos, mas que são bonitos e atraentes.
            Na verdade, não é bem o coração sozinho que é responsável por essa resposta do nosso corpo, e sim o cérebro. Durante o estágio inicial do amor romântico (a terminologia científica para a fase de “lua de mel”), o cérebro libera noradrenalina (ou norepinefrina) sempre que estamos perto de um interesse amoroso para nos levar à ação.
            Esse neurotransmissor estimula a nossa tomada de decisão, possivelmente para conversar com a pessoa certa. Enquanto isso, nossos corações viciados em adrenalina bombeiam mais rapidamente o sangue do que o habitual, a fim de nos levar ao nosso objetivo afetivo.

            2 – Mãos suadas


            Fonte da imagem: Shutterstock
            Está aí uma característica que pode ser um tanto incômoda para os apaixonados, principalmente se isso acontece no momento em que alguém é apresentado a uma pessoa atraente e precisa cumprimentá-la. Talvez seja melhor evitar o aperto de mão nessas horas.
            As palmas das mãos suadas fazem parte de uma resposta fisiológica clássica para a atração e os momentos de nervosismo frente à pessoa amada. As mesmas substâncias que estimulam o nosso ritmo cardíaco também atingem as nossas glândulas sudoríparas.
            Conhecidos como monoamina, dopamina, noradrenalina e serotonina, esses estimulantes se combinam para produzir os sentimentos de excitação e as mãos úmidas.
            A noradrenalina, principalmente, é a maior culpada por causar a “suadeira”, sendo que as nossas mãos têm milhares de minúsculas glândulas sudoríparas que trabalham intensamente nesses momentos. Você pode conferir mais detalhes sobre esse assunto neste recente artigo do Mega Curioso.

            3 – Tom de voz

            Fonte da imagem: Shutterstock
            Vários estudos têm demonstrado que as mulheres preferem homens com vozes mais graves, considerando-os como mais atraentes, másculos e com maiores qualidades de reprodução.
            Felizmente, para aqueles que não têm a voz tão grossa assim, um estudo australianorecente desmascarou esse conceito, afirmando que os homens que possuem um tom vocal mais grave estão em desvantagem na qualidade do sêmen em relação aos outros.
            Já com as mulheres, o momento de sedução não reduz as vozes delas para notas mais graves, sendo que elas tendem a “aumentá-las” ou deixá-las mais finas quando estão em companhia da pessoa desejada.

            4 – Pupilas dilatadas

            Fonte da imagem: Shutterstock
            Diversos estudos têm demonstrado que as pupilas dos olhos têm um papel ativo na sinalização da atração. Essa ação acontece quando elas detectam um rosto atraente, fazendo o nosso cérebro liberar a dopamina, o que desencadeia a dilatação da pupila pela estimulação de terminações nervosas nos olhos.

            5– O “espelhamento” das ações

            Fonte da imagem: Shutterstock
            Quando as pessoas interagem em harmonia em um namoro ou flerte — e as coisas estão indo bem —, o espelhamento de linguagem corporal muitas vezes acontece inconscientemente. É algo natural e até automático que os apaixonados fazem mesmo sem perceber.
            Um exemplo é quando a mulher passa a mão no cabelo e o homem faz o mesmo, ou então quando ele vai pegar um cardápio na mesa do restaurante e ela faz isso na mesma hora. É uma das “magias” da paixão.
            Mesmo sem se dar conta, esses gestos sutis também servem para atiçar os egos românticos uns dos outros, aumentando ainda a atratividade sexual. Um estudo de 2009 sobre o mimetismo em um namoro revelou que os homens deram avaliações mais favoráveis ​​às mulheres que ligeiramente se espelharam em seus padrões verbais e não verbais.
            Se essa troca de linguagem corporal desperta uma relação de longa duração, os homens e as mulheres tendem a agir de maneira parecida à medida que envelhecem juntos também. De acordo com um estudo de 2006, os casais que ficam juntos por muito tempo — bem depois daquele “frenesi” do início de namoro — começam até ficar fisicamente parecidos em alguns aspectos. Você já conheceu um casal assim?

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