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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Parapsicologia e seus 10 ramos super estranhos

Parapsicologia é uma disciplina notavelmente ampla e difícil de estudar, já que lida com o potencial desconhecido da mente humana. Até hoje, não há nenhuma maneira definitiva de provar fenômenos como a telepatia ou a telecinese, e observação de nenhuma maneira já forneceu prova inequívoca. Veja abaixo alguns dos ramos mais importantes da parapsicologia. Tenha em mente que a própria natureza dos fenômenos chamados “psi” é tal que cobrem o desconhecido, e é só por dissecção crítica podemos chegar à verdade.

10. A parapsicologia e a visualização remota, projeção da mente e clarividência


Visualização remota é a suposta capacidade de perceber uma imagem ou item que está obscurecido da vista do espectador. No entanto, devido à falta de provas verificáveis, o conceito tem sido descartado pela comunidade científica.

No entanto, já houve uma época em que até mesmo o governo dos EUA se envolveu na sua investigação, como parte do Projeto Stargate, uma tentativa de encontrar uso militar e nacional para habilidades parapsicológicas. O projeto foi abandonado em 1995, com uma revisão independente observando que era “incerto” se a existência de visualização remota havia sido demonstrada. A Universidade de Princeton (EUA) procurou seguir a pesquisa onde Stargate parou, realizando experimentos com visão remota até 2007. O físico Robert L. Park, da Universidade de Maryland (EUA), crítico do projeto, disse: “Foi um constrangimento para a ciência, e eu acho uma vergonha para Princeton”.

9. A Parapsicologia e a Telepatia e leitura da mente


parapsicologia
Telepatia, como a visualização remota, depende da mente e seus poderes em potencial – mas se relaciona com a capacidade de enviar e receber ideias ou pensamentos, em vez de “ver” objetos e lugares distantes. Experimentos procuraram tornar a mente mais receptiva a esse suposto fenômeno, privando os demais sentidos (como visão e audição), enquanto o participante “envia” a informação a um destinatário escolhido. Embora alguns digam que evidências de telepatia já foram demonstradas, os críticos afirmam que o acaso, suposições e falta de ambiente à prova de som eficaz distorcem os resultados de estudos.
Dito isso, sinais elétricos da mente podem, de fato, ser interpretados através de máquinas. Pesquisas em 2012 monitoraram os sinais eletromagnéticos do cérebro de participantes em coma, e um computador pode interpretar corretamente padrões e traduzi-los em “pensamentos”.

8. Premonição: vendo o futuro



Diversos casos alegados de precognição já foram registrados ao longo da história. Contos de videntes, adivinhos e profetas que podiam, aparentemente, ver o futuro são destaques nos mitos gregos, na Bíblia, e nas histórias e relatos de culturas em todo o mundo. Alguns dos exemplos mais famosos incluem o prenúncio das três bruxas em Macbeth e, fora da ficção, as profecias de Nostradamus.
A Sociedade de Pesquisas Psíquicas tem registrado casos de supostas premonições de eventos futuros desde o século 19. Porém, o psicólogo britânico David Marks afirmou que qualquer previsão correta de eventos pode ser explicada através da teoria de probabilidade – isto é, que uma premonição e a eventual ocorrência do episódio são mais prováveis de acontecer quanto mais observamos tais assuntos. Precognições aparentemente bem sucedidas também são mais propensas a ser lembradas do que as que falharam.

7. Psicocinese e telecinese


Esta é a capacidade alegada de algumas pessoas de mover objetos com suas mentes. Nesta fotografia, de 1892, uma mesa estava sendo “levitada”, enquanto um pesquisador (à direita) verificava se não havia fraude. James Randi, um cético e mágico notável, é apenas uma das pessoas que têm demonstrado métodos comuns pelos quais indivíduos podem fazer objetos parecerem se mover sem contato físico. Na verdade, a Fundação Educacional James Randi oferece um prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 mi) para quem prove a telecinese e outros fenômenos parapsicológicos – um prêmio que ainda não foi reivindicado.
Enquanto muitos cientistas acreditam que a telecinese vai contra as leis básicas da física, e é, portanto, impossível, alguns postulam que a física quântica pode oferecer uma explicação. Dito isso, em 1987, uma ampla revisão feita pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos analisou 13 décadas de pesquisa e descobriu que não havia base para a crença em psicocinese.

6. Experiências de quase morte


Aqueles que afirmam ter tido experiências de quase morte comumente relatam fenômenos tais como ver-se fora do seu próprio corpo, mover-se através do que parece ser um túnel, ou em direção a uma luz brilhante. Como aqueles que morreram não podem falar se é isso mesmo que acontece, reivindicações como estas são naturalmente mais complicadas de confirmar ou negar. Algumas pesquisas sugerem, no entanto, que tais experiências são na verdade o resultado de um mecanismo de enfrentamento adotado pelo cérebro, no qual endorfinas adicionais são liberadas. Se for este o caso, então é menos uma questão de fé, e mais uma questão bioquímica.

5. Reencarnação, vidas passadas e psicografia


Certas culturas e crenças acreditam na reencarnação e em vidas passadas, como o hinduísmo, o espiritismo, o jainismo e o budismo, e o conceito tem até mesmo alguns seguidores islâmicos, judeus e cristãos.
A ideia da reencarnação começou a ser explorada no início de 1900 pelo psicólogo William James, na foto acima, momento em que tais teorias começaram a ser pesquisadas. Os céticos sugerem que vidas passadas podem ser atribuídas à síndrome de falsa memória ou pensamento seletivo. E como a ciência moderna não consegue capturar o processo de reencarnação em si, respostas conclusivas são difíceis, se não impossíveis de se conseguir.
Da mesma forma, é igualmente difícil coletar fortes evidências que comprovem a psicografia , capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por espíritos.
Habilidade que ficou famosa no Brasil graças especialmente a Chico Xavier, já houve tentativas de prová-la cientificamente. Por exemplo, o pesquisador da Universidade Estadual de Londrina Carlos Augusto Perandréa estudou 400 cartas psicografadas por Xavier em transes mediúnicos utilizando as mesmas técnicas com que avalia assinaturas para bancos, polícias e o Poder Judiciário, a grafoscopia. Ele comparou a letra padrão dos indivíduos antes da morte e nas cartas psicografadas, chegando à conclusão de que todas as psicografias que estudou possuem autenticidade gráfica dos referidos mortos. Obviamente, isso não é suficiente para que seja aceita amplamente a existência de diálogo entre mortos e vivos. No entanto, a psicografia já foi utilizada no Brasil até mesmo como prova em tribunal, em pelo menos quatro casos envolvendo homicídio, de 1976 a 1982.

4. Aparições


Fantasmas: quem nunca ouviu falar de um? Imortalizados em textos culturais que variam de Hamlet a histórias assustadoras em acampamentos, muitas vezes esses “espectros” são provados falsos. Até a BBC já exibiu um “documentário” que convenceu muitos espectadores de que aparições eram reais, mas o próprio documentário era, no entanto, totalmente encenado.
Em 2012, o site eBay proibiu a venda de itens paranormais em um esforço para proteger seus usuários, perdendo milhões de dólares em receita potencial. Às vezes, as pessoas afirmam ter capturado a essência de um espírito em imagem – como a foto famosa de 1930 mostrada acima -, mas estas aparições geralmente podem ser explicadas por flashes ou exposições duplas, entre outros fatores.

3. Interação mental direta com sistemas vivos


O ramo da parapsicologia conhecido como “interação mental direta com sistemas vivos”, na sigla em inglês DMILS, investiga se simplesmente olhar fixamente para uma pessoa pode afetar substancialmente o seu sistema nervoso, fazendo-a sentir-se agitada ou calma. Após análise feita em experimentos parapsicólogos em 2004, pesquisadores de psicologia concluíram que poderia haver algo de verdadeiro nesta noção, mas o problema era uma falta de teoria por trás do fenômeno.
Uma técnica relacionada foi famosamente referenciada no livro e filme “Os Homens que Encaravam Cabras” , retratado em imagem acima. A história seguiu a pesquisa do Exército dos EUA em matar bodes simplesmente olhando fixamente para os animais. Outra estratégia psicológica caracterizada na história inclui a tortura de presos iraquianos por rodar o mesmo desenho em um loop.

2. Aura


A noção de aura pode ser encontrada ao longo da história, seja na forma de um halo na arte religiosa, ou faixas de cores como as encontradas na bandeira budista, simbolizando a aura que cercava Buda quando ele atingiu a Iluminação. Em tempos mais recentes, os vários matizes aparentes em auras foram designados com qualidades diferentes. Auras laranja ocorrem quando a pessoa está animada, enquanto personalidades mais calmas tem uma aura azul. E, de acordo com alguns, as auras podem ser “limpas” através de cristais de quartzo.
Fotografia Kirlian  é um método que pretende capturar auras em filme, que, se verificável, pode ser a mais forte prova de sua existência. No entanto, a investigação científica descobriu que tudo, desde a umidade de um quarto a transpiração, podem substancialmente distorcer os resultados de testes.

1. Projeto Consciência Global


O Projeto Consciência Global (GCP, na sigla em inglês) teoriza que quando um evento que muda o mundo ocorre, os pensamentos das pessoas ao redor do globo podem influenciar geradores de números aleatórios para produzir dados mais coerentes, menos arbitrários.
Teoria originária de experiências similares realizadas pela Universidade de Princeton, o projeto visa mapear a explosão emocional da população mundial quando algo realmente épico acontece, como o 11 de Setembro na cidade de Nova York (EUA). Seus críticos, porém, dizem que os picos encontrados na análise de dados do GCP durante esse evento não provam um nexo de causalidade. [BestPsychologyDegrees ]

sábado, 12 de novembro de 2011

A Parapsicologia ( Por Alejandro J. Borgo )


A parapsicologia é uma disciplina que se enquadra dentro das pseudociências. Tem a duvidosa honra de ser a única pseudociência experimental, embora — a rigor — seja difícil chamar de experimento um teste de parapsicologia. Os fenômenos parapsicológicos ou fenômenos “psi” foram arbitrariamente divididos em:
  • Telepatia, ou captação do conteúdo mental de outra pessoa.
  • Clarividência, ou captação extra-sensorial de um objeto ou acontecimento objetivo.
  • Precognição, ou captação extra-sensorial de acontecimentos futuros.
  • Psicocinese, ou influência da mente sobre a matéria.
Os três primeiros pertencem à mal chamada percepção extra-sensorial, e o último engloba o grupo de fenômenos “físicos”. A parapsicologia concebe a mente como uma entidade separada do corpo e, em alguns casos, os parapsicólogos afirmam que os fenômenos não pertencem ao âmbito do mental, pondo a “psi” em um nível que estaria “mais além do psíquico ou mental”. Os fenômenos psi seriam:
a) independentes do espaço e do tempo;
b) erráticos, ou seja, não se pode saber quando vão apresentar-se;
c) involuntários; e
d) inconscientes.
Vejamos:
a) Ao serem independentes do espaço e do tempo, violam várias leis físicas, mas os parapsicólogos — em vez de duvidar da existência de um fenômeno tão peculiar — sustentam que é preciso reformar toda a física para que psi possa ser explicada (quando nem sequer está demonstrado que exista).
b) Com a desculpa da erraticidade, os parapsicólogos podem explicar seus fracassos dizendo que “como é errático, o fenômeno desta vez não se apresentou”. Quando obtém um resultado positivo dizem “desta vez se apresentou”. Isto é equivalente a afirmar que um remédio para a dor de cabeça deu resultado depois que a dor passou. Se a dor não passa, então se recorre à explicação seguinte: algo inibiu o efeito do remédio, a concentração dos componentes não era a correta, o paciente não estava predisposto, etc, etc.
c) Estes pretensos fenômenos não podem ser manejados à vontade, de maneira que não se pode propor a produção de um fenômeno a bel-prazer, em qualquer momento ou lugar. Esta vulgar desculpa é também frequentemente usada pelos supostos “mentalistas”, “videntes”, etc., quando a colher não se dobra ou as cartas não se acertam.
d) Outra característica — dizem os parapsicólogos — é que os fenômenos psi são inconscientes. Não se sabe quando nem como se experimenta a telepatia ou a clarividência. Às vezes pode-se perceber algo extra-sensorialmente e “transformá-lo” em uma sensação de tristeza, alegria, dor, sem dar-se conta de que se trata de um fenômeno psi genuíno. Com o mesmo rigor podemos dizer que temos um dragão verde dentro de nossa cabeça, só que o dragão dá um jeito para desmaterializar-se cada vez que nos tiram uma radiografia ou se “transforma” em uma sensação de calor, ansiedade, etc, etc.
Como vemos, a parapsicologia ignora a física, a biologia, a psicologia científica e todo e qualquer conhecimento que provenha da ciência. Não possui uma teoria que explique satisfatoriamente como um ente imaterial (psi) pode interagir com um sistema material (o cérebro). Tentou-se correlacionar os fenômenos psi com diversos aspectos: a personalidade, a atitude crédula ou incrédula, os estados alterados da consciência, a idade, o sexo, e se utilizou uma grande gama de instrumentos para levar a cabo investigações delineadas para pôr à prova a hipótese da existência de psi.
Fica ridículo começar a correlacionar a psi com qualquer característica ou habilidade se ainda não se provou sequer sua própria existência. Por isso dizemos que a parapsicologia não faz experimentos propriamente ditos. Primeiro deveria provar que a variável crucial psi existe. De igual maneira poder-se-ia propor a existência dos duendes plutonianos, os quais são invisíveis, erráticos e independentes do espaço e do tempo e começar a correlacionar sua presença com o estado de ânimo das pessoas, a personalidade, etc., sem corroborar primeiro que realmente existam.
Pelo que se vê, a parapsicologia está longe de transformar-se em uma ciência, apesar de que os parapsicólogos falam de “parapsicologia científica” ou “nova ciência”. Mais de 100 anos de pesquisas não conseguiram provar um só fenômeno psi. Foram feitos testes com animais, com plantas, com material subatômico, com cartas, desenhos, estados alterados de consciência, drogas, etc. Foram publicados experimentos assombrosos, mas quando se tentou repeti-los, o resultado foi o fracasso, com as consequentes desculpas pseudoexplicativas. As mais prestigiosas revistas dedicadas à parapsicologia deveriam publicar os milhares e milhares de testes que produziram resultados negativos para a hipótese psi.
Tendo em conta as objeções precedentes, devemos agregar a fraude, seja ela por parte dos investigadores ou pelos sujeitos “dotados” ou “sensitivos” que fazem trapaça durante os experimentos. Vários ilusionistas peritos têm recomendado que um mágico experimentado se encontre presente quando se faz uma investigação com sujeitos como o famoso Uri Geller, tão propensos à fraude. E o panorama desalentador se completa mencionando os delineamentos experimentais defeituosos, as análises estatísticas errôneas e outras falhas do gênero.
Antes de afirmar que psi existe, os parapsicólogos deveriam resolver certos aspectos cruciais e ainda pendentes de definição. Perguntas sem resposta:
  • O que é “energia psíquica”?
  • O que é psi?
  • Por que psi é errática?
  • Como sabemos que psi é inconsciente?
  • Se psi não responde às leis naturais, a que leis responde?
  • Se psi é errática e involuntária, por que há pessoas que parecem exercê-la à vontade em seus “consultórios profissionais”?
Fazendo um exame crítico e objetivo verificamos que não há provas nem sequer indícios a favor de psi, ou seja, da percepção extra-sensorial e da psicocinese. Para cúmulo, os parapsicólogos inventam novos termos para tratar de explicar o acaso. Exemplo: o que acontece quando uma pessoa acerta menos do que o esperado pelo acaso? Há percepção extra-sensorial negativa? Não. De maneira nenhuma. Preferem chamá-la “psi-missing” (perda de psi). Os mais audazes propõem que a pessoa nega inconscientemente o fenômeno e produz resultados inferiores ao esperado pelo acaso. Este é um procedimento típico da pseudociência.
Resumindo:
  • Não há base experimental.
  • Os resultados positivos são irrepetíveis.
  • Tem sido detectada fraude em proporção alarmante.
  • Tem se observado delineamentos experimentais defeituosos.
  • Tem se descoberto análises estatísticas errôneas.
  • Há uma incômoda maioria de resultados negativos (sem publicar).
  • Há mais de 100 anos de pesquisas.
  • As definições são vagas.
  • Não existem hipóteses nem teorias explicativas.
Será preciso adicionar algo mais para percebermos que a parapsicologia é uma pseudociência?

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