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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Como o DNA pode substituir os discos rígidos

Por: Maddie Stone
26 de agosto de 2015 às 8:52

A capacidade dos nossos dispositivos de armazenamento digital cresceu exponencialmente nos últimos anos. Mas há um meio de armazenamento que ainda deixa até os excelentes SSDs comendo poeira, e ele não foi criado por seres humanos. Ele se chama DNA.

Uma equipe de cientistas tenta entender se as moléculas de dupla hélice que codificam todos os vegetais, animais e micróbios desse planeta Terra podem ser usadas para armazenar nossos dados por milhares de anos. Durante uma reunião da American Chemical Society, o cientista Robert Grass, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, apresentou uma demonstração de prova de conceito da tecnologia. Sua equipe de pesquisadores conseguiu codificar um DNA com 83 kilobytes de texto da Carta Federal Suíça de 1291 e do Método de Arquimedes do século 10.

Como computadores, só que melhor
“Um pouco depois da descoberta da arquitetura de dupla hélice do DNA, as pessoas perceberam que a linguagem de códigos da natureza é muito parecida com a linguagem binária que usamos nos computadores”, disse Grass.

Em discos rígidos, usamos zeros e uns para representar dados. O DNA, por sua vez, usa quatro bases químicas (A, T, C e G). São quatro letras em vez de dois números, mas os dois sistemas conseguem armazenar permutações infinitamente complexas de informação.

Exceto que o DNA, diz Grass, é muito, mas muito melhor. Hoje em dia, um disco rígido com o tamanho de um pequeno livro pode conseguir armazenar até cinco terabytes de dados, e os componentes deste disco devem durar por cerca de 50 anos. Enquanto isso, uma gota microscópica de DNA consegue guardar o “manual de instruções” completo – bilhões e bilhões de letras – para milhares de organismos. Em teoria, diz Grass, uma pequena quantidade de DNA pode guardar mais de 300.000 terabytes de informação. E o que é ainda melhor, é que segundo estudos arqueológicos e paleontológicos, o DNA pode durar centenas de milhares de anos.

Cápsulas do tempo
dna
Todos os seus dados em uma gota

DNA congelado preso dentro de células pode durar alguns milênios, mas Grass não vê motivos para não conseguirmos fazer algo melhor. É por isso uqe a sua equipe está empacotando DNA em pequenas esferas de sílica resistentes ao calor. Depois de cozinhar algumas dessas esferas a 70 graus Celsius por uma semana – o equivalente a manter a 10 graus Celsius por 2.000 anos – o DNA continuava funcionando sem problemas. Mantido em armazenamento frio, uma dessas cápsulas pode durar dezenas de milhares, ou até mesmo milhões de anos.

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Isso soa bastante promissor, mas a tecnologia experimental ainda precisa enfrentar alguns obstáculos. Para começar, os arquivos em DNA não são buscáveis, o que cria um grande problema em questão de usabilidade. Imagine o pesadelo que seria recuperar um arquivo perdido em um disco de backup se você precisasse vasculhar por todos os documentos até encontrá-lo. E também tem a questão do preço: Grass reconhece que codificar e armazenar alguns megabytes de dados hoje em dia custaria alguns milhares de dólares.

Mas os cientistas estão confiantes de que superarão esses obstáculos. A equipe de Grass já trabalha em métodos para classificar partes específicas de DNA, o primeiro passo em direção à criação de um arquivo pesquisável. E conforme esses métodos forem refinados e automatizados, o custo do armazenamento genético deve cair substancialmente.

Que tipo de dados vamos querer guardar no DNA? Grass imagina que isso poderia ajudar a preservar nossa sempre crescente montanha de informação online – por exemplo, histórico de mudanças em arquivos da Wikipedia. Ou toda a experiência humana em Starcraft, ou todos os episódios de Doctor Who até o fim dos tempos.

Na minha cabeça, eu saltei direto para o potencial de armazenamento biológico. Pense que você não apenas poderia colocar seu genoma em uma cápsula, mas também toda a sua biografia junto com ele. No futuro, humanos talvez sejam capazes de clonar não só o corpo de uma pessoa como também reconstruir todas as suas memórias. Assustador ou sensacional? Você decide.

[American Chemical Society]

Imagens via Shutterstock

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Por que as pessoas mudam de emprego?

ADMINISTRADORES.COM - NOTÍCIAS
19 de agosto de 2015

Segundo o estudo, pequenas empresas estão 'roubando' o talento das grandes.

O LinkedIn divulgou nesta semana um estudo sobre o mercado de trabalho e os motivos que levam as pessoas a mudares de emprego. Os principais motivos apontados foram os novos desafios, um possível maior avanço profissional e a mudança de carreira.

O maior obstáculo apontado pelos candidatos é o fato deles não conhecerem como é o trabalho na empresa que está oferecendo a oportunidade, o que gera um certo receio.

A pesquisa identificou que 39% dos candidatos brasileiros costumam mudar radicalmente de empresa e de carreira. Em todo o mundo, no entanto, o número cai para 34%. O resultado também aponta que as mulheres são mais cautelosas na hora da mudança (19%, contra 81% dos homens).

Entre as gerações, os Millenials (18 a 35 anos) respondem por 59% dos usuários da rede profissional. A geração X (36 a 50 anos) representa 35% e a Baby Boomers (mais de 51 anos) apenas 6%.

O principal motivo para a troca de emprego (segundo 35% dos entrevistados) é a oportunidade de novos desafios na carreira. Geralmente, novos cargos (ou empresas) pagam mais que o trabalho anterior, segundo 72% dos entrevistados brasileiros.

Segundo o LinkedIn, um em cada três candidatos mudam de emprego e de carreira por completo, representando 34% de pessoas que buscam novos desafios. Já 66% trocam de empresa, mas continuam a exercer a mesma função.

Ainda segundo o estudo, pequenas empresas estão 'roubando' o talento das grandes. O principal motivo disso é a busca por crescimento na carreira e a compensação financeira na remuneração. No geral, 54% dos profissionais já aceitaram propostas por causa da melhora dos rendimentos e benefícios.

A pesquisa também mostrou que há uma mudança de atitude conforme a geração do candidatos. Os 'Baby Boomers', por exemplo, apostam nas recomendações de conhecidos dentro das empresas que estejam oferecendo as oportunidades. Já a Geração X tem o hábito de contatar um headhunter, recrutador ou agência de empregos. Já a Milênio costuma recorrer à internet e aos sites de emprego para acharem os novos cargos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

7 hábitos que destroem suas chances de uma venda

Mariana Fonseca, de Exame.com
São Paulo - Alguns empreendedores cuidam do negócio e, ao mesmo tempo, são responsáveis por negociar com a clientela. Outros têm uma equipe especializada para a função. Em qualquer uma das situações, cuidar bem das vendas é decisivo para o sucesso do empreendimento, já que negociações ruins podem comprometer as contas no final do mês.

Por isso, todo investimento é pouco na hora de refinar o relacionamento com os clientes. "Hoje em dia, não é o que se vende que ganha o jogo, mas quem vende e como vende. Eu encontro o produto ou serviço com muita gente, e volto em uma mesma loja muito mais por causa do vendedor que me atendeu", diz Luiz Paulo Tonini Junior, especialista em varejo.

Apesar disso, a preocupação com as vendas não é muito vista por aí: um terço dos vendedores não consegue aprender técnicas de venda, o que explica o alto turnover (rotatividade de funcionários) visto no varejo, afirma Luis Henrique Stockler, sócio-fundador da ba}STOCKLER.

Mas, afinal, como ser um vendedor melhor? Para César Costa, docente de Estratégia de Vendas Complexas da BSP na Business School São Paulo, vocação e experiência não são tudo. "A área de vendas tem muitas técnicas, que podem aumentar a eficiência. O empreendedor deve se atualizar sempre sobre essas formas de trabalho".

Outro ponto a se manter em mente é o perfil do ciente, que vem mudando rapidamente, lembra Paulo Marcelo Tavares, gerente do Sebrae de São Paulo. "Hoje, o cliente está mais preparado, ele pesquisa o produto antes e compara preços na internet. Não conhecer o próprio produto e não saber tirar as dúvidas desse consumidor é um passo para o fracasso da venda", afirma.

Além de saber as melhores formas de agir para conquistar esse cliente, também é bom estar ciente do que não fazer na hora de vender. Quanto a insso, os quatro especialistas consultados por EXAME.com foram unânimes: os costumes citados logo abaixo ainda são muito cometidos, e são um veneno para as vendas. Veja, a seguir, se você pratica algum deles:

1. Ver no cliente apenas um cifrão

Em momentos de crise, muitos vendedores se desesperam em busca da produtitividade e tentam, a todo custo, arrancar uma venda. Segundo Tonini Júnior, um grande erro é olhar para o consumidor e pensar apenas na carteira, e não no relacionamento. "Fica muito evidente que o objetivo do vendedor é tirar dinheiro do cliente. Não se mostre afoito a ponto de não entender quais são as necessidades do consumidor, ou seja, o que o levou à loja".

Um problema relacionado à pressa é querer fazer um atendimento express, para se livrar logo do consumidor. "Muitos vendedores são impacientes. É um erro muito comum que atrapalha as vendas. Você tem de pensar o contrário: quanto mais tempo o cliente ficar na loja, maior a chance da venda e melhor ela é", recomenda Tavares.

2. Desacreditar no próprio produto (ou não saber explicar sua importância)

Vários produtos estão na prateleira. No atendimento, porém, o vendedor fala para o cliente que prefere um deles. É uma atitude inconsciente e parece inofensiva, mas desmerecer um produto ou serviço do próprio negócio pode comprometer a venda. "Ele quer vender um produto porque é do gosto dele, e não o do cliente. O outro produto vai ficar encalhado na loja, e talvez o cliente até estivesse disposto a comprar esse mesmo item", diz Tavares.

Há também os casos em que o atendente até acha a oferta boa, mas não sabe explicar por que o problema que o produto ou serviço resolve deve ser, de fato, solucionado. E só assim o preço é justificado. "Se não há essa discussão, você acaba negociando preço, e não o valor da solução em si", afirma Costa. "Fale sobre os impactos diretos de não adotar essa solução e mostre que é algo bem abrangente, que afeta o cliente de várias maneiras".

3. Focar no produto ou serviço e esquecer do consumidor

O que faz um vendedor fechar mais negócios do que outro? O primeiro passo é parar de falar sobre aspectos técnicos do produto que não tenham relação com o consumidor, aconselha Stockler. Ao vender uma bolsa, não fale apenas sobre materiais e compartimentos, mas leve o cliente para o espelho e mostre como o produto pode ser usado. "Faça com que o consumidor sonhe e já se sinta com aquilo que é oferecido, porque aí ele irá comprar, independente do preço".

Segundo Tonini Júnior, os consumidores compram por suas razões, e não pelas razões dos vendedores. "O cliente perde o tempo dele quando ouve coisas que não fazem o mínimo sentido, o que acontece quando o vendedor dá tiros no escuro, procurando algo que se adeque". Da mesma forma em que você não confia em um médico que não faz perguntas e já emite um diagnóstico, um vendedor que não investiga o porquê do cliente estar na loja também não satisfaz.

Costa relaciona esse problema com um pecado mortal para qualquer vendedor: deixar de ouvir. "Muitas vezes, um cliente quer mudar algum processo, mas o vendedor apresenta uma solução diferente da que ele esperava. Esse atendente está mais preocupado em falar do que ouvir, e acaba perdendo o negócio".

4. Não entender o timing do cliente

Há aquele cliente que entra na loja procurando uma solução rápida, sem pensar muito. Já outros procuram apenas fazer uma sondagem, para comparar com outros produtos ou serviços semelhantes. Seja qual for o caso, adotar um comportamento oposto ao que o cliente espera pode comprometer a venda.

"Esse desrespeito com o tempo de cada cliente e com o tempo para aplicar cada solução acaba com o negócio. Isso é mais comum em negócios B2B (empresas que vendem a outras empresas). A venda no varejo ainda depende muito do marketing", diz Costa.

5. Ignorar a concorrência (e citá-la apenas para falar mal)

Ter noção do que a concorrência anda fazendo é requisito para qualquer negócio. Em um ambiente em que vários possuem produtos ou serviços similares ao seu, os clientes mudam de empresa por conta de detalhes. Quando este consumidor chegar à sua loja, você deve saber exatamente qual o diferencial oferecido.

Um aviso: falar mal do concorrente no lugar de enaltecer o próprio produto não é o que fecha a venda. "É melhor mostrar suas qualidades. Fica mais agradável para o cliente fechar a compra", recomenda Tavares.

6. Deixar de treinar sua equipe e de fazer ajustes

Os melhores vendedores são aqueles que falam a linguagem do seu público-alvo e também os que se identificam com aquilo que é comercializado. Por isso, caso nem você nem sua equipe tenham esse entendimento, é hora de pesquisar, compreender e se preparar mentalmente.

Esse processo vem com o treinamento. "Se, algum dia, o empreendedor achar que sua equipe está pronta, estará no caminho para o erro", afirma Stockler. "A equipe nunca está pronta. Traga gente boa, motive, cobre, saiba gerenciar. Dê atenção todos os dias e faça pequenas correções, para nunca chegar em um nível insuportável".

"Na maior parte das palestras que fazemos [no Sebrae], os empreendedores estão descontentes com o despreparo e a qualidade de atendimento dos funcionários. Mas esses lojistas também não fazem a capacitação. Lembre-se: é uma via de mão dupla", alerta Tavares.

7. Ignorar informações cruciais para o sucesso

Uma situação bem chata para o cliente acontece quando o vendedor oferece um produto e depois diz que não há mais estoque para aquele modelo. Se isso irrita o cliente e pode comprometer a venda, uma outra situação também prejudica a receita: não saber qual oferta dá a maior margem de lucro para o empreendimento.

Para Stockler, o vendedor deve ser quase obssessivo em relação ao conhecimento do que ocorre com a marca e com os produtos e serviços dela. "Muitos vão para o ponto de venda sem fazer a devida preparação junto ao líder. Não sabem o que vai aumentar o ticket médio, quais facilidades podem ser oferecidas ao cliente e quais são os limites de parcelamento".

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O CÉREBRO DE PESSOAS SOLITÁRIAS FUNCIONA DE FORMA DIFERENTE

  (Foto: Pinterest)

Recentemente, falamos sobre o espiral negativo pelo qual muitas pessoas solitárias passam. Em 'Por que pessoas sozinhas permanecem sozinhas?' explicamos que, ao contrário do que muita gente pensa, os solitários não têm menos conhecimentos sobre habilidades de convívio social - é o nervosismo que os torna mais propensos a se comportar de forma diferente. As pessoas ficam isoladas e começam a temer experiências sociais, o que as impede de aproveitá-las.

Agora um artigo na Science of Us nos mostra que isso faz com que o cérebro dos solitários se comportem de forma diferente. Sem um grupo de apoio por trás de nós, entramos em um 'modo de alerta', ficando especialmente nervosos em relação a ameaças.

Estudos mostram que, quando pessoas solitárias assistem a uma cena de convívio social em vídeo, eles passam mais tempo do que a média procurando sinais de ameaça social - como pessoas isoladas no vídeo, ou sendo ignoradas. Ou seja, o cérebro delas capta mais rapidamente sinais de rejeição.

Uma pesquisa mais recente, feita pela Universidade de Chicago, revela de forma mais específica como solitários entram nesse modo de 'alerta'. Os cientistas recrutaram 38 pessoas muito solitárias e 32 pessoas que não se sentiam sozinhas (vale ressaltar que a solidão não foi calculada pelo número de amigos e familiares de cada pessoa, mas pelo sentimento de isolamento). Sensores foram colocados nas cabeças dos participantes dos estudos, o que permitiu que suas ondas cerebrais fossem gravadas e a atividade cerebral quantificada.

Enquanto usavam os sensores, os voluntários deveriam olhar para várias palavras exibidas em uma tela e indicar, com um teclado, em que cores elas estavam escritas. A ideia era que os participantes não se concentrassem na palavra em si, mas sim nas cores. A influência que o significado da palavra tem é considerada automática e subconsciente.

Algumas das palavras exibidas eram consideradas positivas (pertencimento e festa), algumas negativas (sozinho ou solitário), outras eram emocionalmente positivas, mas não sociais (alegria) e outras eram emocionalmente negativas, mas também não sociais (tristeza).

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Durante o primeiro quarto de segundo (280 milisegundos) depois de uma palavra ser mostrada, o cérebro de pessoas solitárias entrava em uma série de microestados que era idêntico mesmo se a palavra negativa era social ou não. Mas depois desse ponto o cérebro passava a reagir diferente com as palavras negativas sociais, com uma mudança de atividade em áreas envolvidas no controle, sugerindo qeu eles entravam em um modo vigilante. Já os não solitários permaneciam com os primeiros microestados durante 480 milisegundos. A diferença parece pequena, mas na prática significa que a mente das pessoas solitárias está treinada para captar ameaças sociais mais rápido do que o 'normal'.

Pesquisadores afirmam que, pela resposta diferenciada ser tão rápida, solitários não estão conscientes dela. Afinal, em teoria, os voluntários não deveriam nem estar prestando atenção no significado da palavra.

E isso é preocupante - afinal, significa que os solitários estão mais ligados em emoções negativas do que nas positivas, o que pode fazer um sentido evolutivo (já que nossos ancestrais pré-históricos precisavam ficar mais alertas ao estarem sozinhos), mas não é benéfico atualmente. Afinal, contribui para o ciclo de negatividade do qual falamos lá em cima - e pode explicar o motivo pelo qual os solitários tÊm mais problemas de saúde e vidas mais curtas.

Via Science of Us

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Muita gente assiste vídeos violentos ou mortes, porque?

Confira algumas explicações para esse comportamento — irresistível — e macabro
Sempre que acontece alguma tragédia envolvendo vítimas humanas — como o acidente que acabou com a morte do cantor Cristiano Araújo, por exemplo —, não demora até que fotografias e vídeos macabros comecem a circular pela internet. O pior é que, por mais mórbido e errado que pareça, a verdade é que simplesmente não conseguimos resistir à tentação de dar uma olhadinha — nem que seja para nos arrependermos amargamente depois.

Afinal, as sensações que experimentamos não são nada prazerosas e, muitas vezes, inclusive nos sentimos culpados depois. Veja algumas explicações:

Se prestar atenção vemos que logo nos perguntamos quando num desastre alheio, que raios foi isso! !...Porque isso foi acontecer, era tão novo.(a) etc.

Chamamos isso de empatia, é muitos outros tipos de sensações e sentimentos como agressividade é prazer?!!...
Isso mesmo, faz parte da natureza humana, é perfeitamente normal.

Empatia ajuda nos relacionamentos, sentir o dor como fosse nossa e quando vemos fotos de acidentes terríveis, e como nós dissemos para nos mesmo, para tomar mais cuidado.

Deve ser pois isso que passam um monte de vídeos de acidentes nas auto escolas.

Por Maria Luciana R
Adaptação guismonteiro

REDES SOCIAIS FAZEM COM QUE VOCÊ ACHE QUE ALGO RARO É COMUM

Da redação de Galileu

redes sociais e suas ligações fora da média (Foto: Chris Potter / flickr / creative commons)
Você já reparou que, em redes sociais, alguns posts se espalham rapidamente enquanto outros, que podem ter o conteúdo igualmente interessante, são condenados ao limbo da internet? Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia já - e eles descobriram uma explicação plausível para isso, uma ilusão que afeta a todos nós.

Cientistas que analisam a internet sabem da natureza cheia de paradoxo de redes sociais. Por exemplo, o paradoxo da amizade: em média, seus amigos terão sempre mais amigos que você. Oi? Por que isso acontece e como isso se relaciona com a popularidade dos posts? Calma que já chegamos lá.

A maioria das pessoas tem um número pequeno de amigos - enquanto um punhado de gente tem um número gigante de contatos. E assim esse segundo grupo acaba com a confiabilidade da média. Pense dessa forma: você tira a média de altura entre o seu grupo de amigos e descobre que ela é de 1,70 metro. A chance é que a sua altura esteja próxima dessa. Agora imagine que você tem um único amigo que mede algo em torno de 1km (sim, exageramos bastante). Se você tirar a média entre todos os seus amigos e seu amigo gigante, o número será muito superior à altura da maior parte do grupo. E a mesma coisa acontece em redes sociais. Tirar a média não é a melhor forma de analisar os dados nessa situação.

Os cientistas agora descobriram um paradoxo relacionado, que eles chamam de 'ilusão da maioria'. Esse é um fenômeno no qual alguém observa um comportamento ou um traço na maior parte de seus amigos - apesar de ser raro na rede toda. Algo do tipo 'não acredito que candidato X ganhou a eleição quando a maior parte do meu Facebook é claramente a favor do candidato Y'. Basicamente, sua amostragem não representa o comportamento da rede como um todo.

Para ilustrar, eles fizeramo seguinte diagrama: 14 círculos ligados formando uma pequena rede social. Eles pintam três círculos - e contam quantos círculos são ligados a eles por um só passo. Na esquerda, os círculos não coloridos 'vêem' mais da metade de seus vizinhos coloridos. Já na direita, nenhum dos não coloridos passa pelo mesmo. Mas a estrutura da rede é a mesma nos dois casos. A única coisa que muda são os círculos que estão coloridos.

a ilusão da maioria ilustrada (Foto: reprodução - mit)
Essa é a ilusão da maioria - a impressão que um atributo específico é comum quando, globalmente, ele é extremamente raro. O motivo? A ilusão da maioria só ocorre quando os círculos mais populares são coloridos - os que têm o maior número de ligações.

Mudando a configuração da pequena rede, os cientistas descobriram que a ocorrência do fenômeno é extremamente comum. Mas o quão comum é na 'vida real'? Analisando blogs e redes de cunho político, por exemplo, descobriu-se que 60% a 70% dos 'círculos' terão vizinhos ativos - mesmo que só 20% dos círculos estejam coloridos.

A moral da história é que essa ilusão pode nos fazer acreditar em algo que não é verdade, na existência de uma maioria que não é uma maioria.

Isso pode parecer inofensivo no caso de memes ou vídeos de gatos. Mas também pode ocorrer em posts de ponto de vista extremista ou de comportamento antisocial. Vários estudos mostraram que adolescentes superestimam o quanto seus amigos bebem e a quantidade de drogas que usam. Isso porque pode existir um ponto 'fora da curva', alguém que beba muito mais do que a média e que seja extremamente popular. A ilusão da maioria.

Via MIT Review

quinta-feira, 18 de junho de 2015

10 truques de linguagem corporal para transmitir poder

Gestos de controle
São Paulo - Demonstrar autoridade é essencial para ter sucesso em diversas situações profissionais.
Acontece que, no mundo dos negócios, as palavras são apenas uma peça para os jogos de poder. Nas entrelinhas, a "partida" é frequentemente resolvida pela linguagem corporal de cada lado da negociação.
Nesta galeria, você conhecerá 10 truques simples que transmitem autoridade de forma sutil - do ritmo da sua fala à forma de apertar a mão do outro.
As dicas foram extraídas dos livros "A linguagem corporal no trabalho", de Allan e Barbara Pease (Editora Sextante) e "Seu corpo fala no trabalho", de Sharon Sayler (Editora Vozes). 


1. Ponha as mãos para trás
Entrelaçar as mãos atrás do corpo é uma postura que transmite superioridade e poder, segundo Allan e Barbara Pease, autores de "A linguagem corporal no trabalho" (Editora Sextante).
"A pessoa expõe partes vulneráveis de seu corpo - estômago, coração, virilha e pescoço - em um ato inconsciente de audácia", escrevem. O resultado do gesto é a criação de uma aura de confiança e autossuficiência.


2. Fale sem pressa
De acordo com Sharon Sayler, autora de "Seu corpo fala no trabalho" (Editora Vozes), a voz tem um papel essencial para transmitir poder e credibilidade.
Articular as palavras com clareza, manter uma cadência tranquila e abaixar o queixo suavemente ao fim de cada frase são formas de chegar a esse objetivo. Outra dica é fazer pausas e respirar calmamente entre as orações.


3. Coloque o pé esquerdo à frente para cumprimentar
Na hora de apertar a mão de um parceiro de negócios, a maioria das pessoas põe o pé direito à frente. Está errado - pelo menos se você pretende se estabelecer como a parte dominante.
Segundo Allan e Barbara, é melhor colocar o pé esquerdo à frente e, assim, "bloquear" a outra pessoa.  O gesto demonstra implicitamente que você não faz concessões e está no comando.


4. Fixe o olhar no meio das sobrancelhas do outro
Assumir o controle numa conversa de negócios também passa pela forma de encarar a outra pessoa. Allan e Barbara recomendam o que chamam de "olhar de poder", isto é, imaginar um "terceiro olho" no meio da testa do outro e se fixar nesse ponto.
"O efeito causado por esse olhar parece inacreditável. Ele não só deixa o clima muito sério como também tem o poder de fazer um chato se calar imediatamente", escrevem os autores. 


5. Fique "por cima" no aperto de mão
Em contextos profissionais, o aperto de mão é muito mais do que um gesto de cumprimento. De acordo com Allan e Barbara, quem fica com a palma voltada para baixo é percebido como dominante.
Estender a mão com a palma virada para cima, por outro lado, indica que você espera que a outra parte assuma o controle.


6. Dê um aperto de mão duplo
Outro truque indicado por Allan e Barbara é estender a mão direita e depois colocar a esquerda sobre a mão da outra pessoa.
"Essa técnica é especialmente eficaz para uma mulher que esteja lidando com um homem agressivo, pois transfere o poder dele para ela", escrevem os especialistas.


7. Pisque menos
Pode observar: quando você está numa situação de estresse, tende a piscar mais vezes. Por isso, diz Sharon, reduzir o movimento das pálpebras ajuda a comunicar segurança e autoridade.
Outra dica é manter contato visual direto por mais tempo do que o normal. Mas cuidado: se você encarar demais a outra pessoa, pode intensificar seus batimentos cardíacos e provocar nela uma reação inconsciente de luta ou fuga.


8. Respire profundamente
De acordo com Sharon, nosso padrão de respiração traz muitos recados. Se você inspira e expira de forma rápida e superficial, por exemplo, provavelmente será visto como estressado ou temeroso.
Para transmitir autoridade, o ideal é praticar uma respiração abdominal, profunda e lenta. Além de mostrar ao outro que você está confiante, esse padrão ajuda a oxigenar o cérebro e, assim, controlar a sua ansiedade.

9. Escolha a cadeira mais alta da sala
A altura da cadeira aumenta ou reduz o status de uma pessoa numa situação profissional. "Quanto poder a rainha ou o papa teriam se aparecessem em bancos de piano?", escrevem Allan e Barbara.
Por isso, recomendam os autores, se você quer demonstrar autoridade numa situação de negócios, prefira poltronas com espaldar alto.


10. Não se sente muito perto do outro
Outra jogada de poder sutil tem a ver com a posição de cada pessoa na sala. Se o visitante é colocado diretamente à frente do executivo, ficará muito mais pressionado, afirmam Allan e Barbara.
Deixar a sua mesa o mais longe possível da cadeira do visitante também incrementa o seu status diante dele.
. "Quanto poder a rainha ou o papa teriam se aparecessem em bancos de piano?", escrevem Allan e Barbara.
Por isso, recomendam os autores, se você quer demonstrar autoridade numa situação de negócios, prefira poltronas com espaldar alto.

 Por: ClaudiaGasparini EXAME.com.
 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Fórmula Matemática Afirma que os Humanos Poderiam Viver Dez Vezes Mais



ESCRITO POR BRIAN MERCHANT
15 June 2015 // 09:00 PM CET

Na natureza, existem animais que morrem logo depois de se reproduzir, a exemplo do polvo fêmea. Outros, como o jacaré, parecem não envelhecer. O que esses dois animais têm em comum? Ambos são a prova de que envelhecer não é uma condição inescapável, e sim consequência da evolução de uma espécie em um determinado ambiente. Para os pesquisadores, mostram também que a evolução pode estar forçando os animais, inclusive nós, humanos, a morrer.

Essa ideia fascinante é o tema do novo estudo "A morte programada é favorecida pela seleção natural em sistemas espaciais", conduzida pelos melhores biólogos e especialistas em sistemas complexos dos Estados Unidos. A equipe usa um novo modelo matemático para subverter as ideias tradicionais sobre o processo de envelhecimento. Caso seus resultados sejam comprovados, esse estudo mudará tudo o que sabemos sobre o envelhecimento — e, quem sabe, trará um pouco de esperança para aqueles que sonham em viver por mais tempo.

A controversa teoria está sendo desenvolvida por Yaneer Bar-Yam, presidente do Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra (NECSI), Donald E. Ingber, diretor do Instituto Harvard Wyss de Engenharia Biológica, e Justin Werfel, um pesquisador associado a ambos. O último artigo da equipe foi publicado na revista Physical Review of Letters, em que os autores afirmam que "a base matemática do nosso conceito de evolução é essencialmente falha.”

Hoje a ciência afirma que a evolução beneficia organismos que vivem mais e que estes tem mais chances de sobreviver na natureza. "Na teoria tradicional, a evolução sempre escolhe o indivíduo com maior longevidade, o que resulta no maior período de vida possível, biologicamente falando", disse Bar-Yam em uma entrevista. “Podemos diminuir essa expectativa de vida, mas não podemos aumentá-la.

Mas e se a expectativa de vida dos seres vivos — incluindo humanos — não for determinada pela sua capacidade de adaptação, mas sim pré-determinada pela própria evolução, com base nos recursos disponíveis para uma determinada população e pela necessidade de reprodução? E se a morte não for uma conclusão inevitável, e sim um tipo de medida instituída para garantir que uma geração não esgote todos os recursos e impossibilite a perpetuação da espécie? Essa é, basicamente, a teoria dessa equipe de pesquisadores.

“Se a evolução está decidindo nossa expectativa de vida, isso significa que tudo o que precisamos fazer para aumentá-la é interferir no mecanismo que controla nossa longevidade", disse Bar-Yam. A pesquisa cita uma série de espécies que agem contra seu próprio interesse, uma prova de que a morte é uma ferramenta evolutiva, e não uma condição inerente.
“Envelhecer não é inerente. É genético. A possibilidade de aumentar nossa expectativa de vida de forma dramática é uma conclusão razoável."

“Existe um tipo de polvo que morre logo depois de se reproduzir", ele me diz. "Mas se removermos sua glândula, o polvo continua a viver, o que significa que a morte é desencadeada por seu sistema e não provocada por um colapso inevitável."

“Já os crocodilos", ele continua, “não envelhecem de forma aparente. A expectativa de vida da espécie varia de animal para animal. Os peixes do gênero Sebastes também — alguns vivem por alguns meses, e outros duram centenas de anos." Bar-Yam me mostrou um gráfico sobre as diferentes espécies desse gênero, que mostra que, apesar de todas as semelhanças genéticas, esses peixes possuem diferentes expectativas de vida.



Expectativa de vida dos peixes da família Sebastidae. Cailliet et al, Experimental Gerontology, 36, 739 (2001)

Isso, ele afirma, é mais uma prova de que o envelhecimento não é inerente; é uma característica evolutiva.

E como os pesquisadores chegaram a essa conclusão? Por que o modelo matemático anteriormente utilizado para descrever a evolução havia inspirado uma conclusão tão diferente?

“A teoria evolutiva tradicional trabalha com o pressuposto de que todo organismo compartilha o mesmo ambiente", disse Bar-Yam. “Chamamos essa ideia de estimativa média. Na física, a mesma ideia é chamada de 'teoria do campo médio', e ela basicamente ignora o contexto local. Uma das partes mais importantes de nossa pesquisa foi mostrar que, quando o contexto local é incluso na teoria, temos uma interação entre o organismo e o ambiente. As características de um organismo mudam seu ambiente, o que por sua vez muda o resultado dessa interação."

A parceria Harvard + NECSI utilizou um modelo novo e, segundo eles, mais exato para explicar como os organismos interagem com os recursos locais necessários para sua sobrevivência.
O resultado foi fascinante. "Descobrimos que a heterogeneidade espacial de recursos limitados e estruturas populacional auto-organizadas resultam em uma seleção mais rigorosa de limitação de longevidade", afirma o estudo. Traduzindo: junte recursos limitados com uma competição acirrada em uma determinada região e o resultado será uma expectativa de vida menor. “Em nosso modelo, a mortalidade intrínseca deixa recursos para os descendentes, que muito provavelmente viverão na mesma região, o que aumenta a sobevivência da espécie a longo prazo."

Em outras palavras, isso significa que, quando os recursos são escassos, uma espécie tem chance muito maior de sobreviver caso sua população seja programada para garantir a sobrevivência a longo prazo por meio da redução da longevidade individual. Resumindo, as espécies estão evoluindo para combater a superpopulação e o consumismo.

“Se um organismo prejudica o ambiente, ele não irá necessariamente sofrer as consequências, mas seus filhos sofrerão, e seus descendentes também", explicou Bar-Yam. "Isso explica o funcionamento de todas as organizações sociais."

“Os organismos tendem a explorar todos os recursos possíveis, e isso afeta sua longevidade evolutiva. Se uma espécie viver no mesmo ambiente e se uma expectativa de vida maior aumentar seu número de descendentes, então ela será bem-sucedida. Mas como o ambiente interfere nesse processo, e como uma espécie também afeta o ambiente, se a longevidade dessa espécie aumentasse, sua população esgotaria os recursos naturais, e isso seria muito perigoso."
Essa teoria também inclui humanos, e é aí que as coisas ficam interessantes. Bar-Yam acredita que o modelo demonstra que os humanos poderiam viver muito mais do que eles vivem hoje — afinal, nós herdamos a longevidade de nossos ancestrais, caçadores que lutavam para sobreviver. “Existe um limite inerente à nossa capacidade de regeneração? A resposta é que talvez sim— mas isso não significa que esse seja o fator principal do envelhecimento."

“Envelhecer não é inerente", decretou Bar Yam. "É genético. A possibilidade de aumentar a expectativa de vida de forma dramática é uma conclusão razoável. Na verdade, podemos articular essa ideia da forma contrária: por que não aceitamos isso como verdade? Por que a ciência diz que nossas vidas não podem ser estendidas? E a resposta é que nossa ideia de velhice é baseada em um modelo inválido."

“Se essa é a base que a ciência supostamente utiliza para negar a possibilidade de estender nossa vida", ele acrescenta, "o ideal seria voltar e dizer 'tudo bem, que outras conclusões podemos tirar a partir disso?'"

Bar-Yam já pensou muito sobre esse problema e me disse que ele não apenas acredita que suas descobertas irão expandir a longevidade dos humanos: ele afirma que "é razoável esperar uma expansão assustadora, como um aumento dessa expectativa em 5 ou 10 vezes.”



Crédito: NECSI

“Não existe nenhuma razão para afirmar que nossa expectativa de vida é um limite intransponível", afirma Bar Yam. “Já temos exemplos de mutações que aumentam a expectativa de vida de nemátodos em cinco ou dez vezes, e sabemos que existem animais que não envelhecem de forma aparente." Ele também já pensou muito sobre qual seria o mecanismo que destruiria o envelhecimento, apesar desse não ser o tema de seu artigo.

“Embora essa característica seja genética, não quer dizer que a única forma de mudá-la seja por meio da manipulação genética", disse. “É possível que o uso de vitaminas, drogas e intervenções farmacêuticas sejam o suficiente."

No ano passado, um estudo publicado na revista Science revelou que quando a "proteína do crescimento", a GDF11, é administrada em ratos idosos, eles aparentemente param de envelhecer. Essa pesquisa levou o Michael Byrne, editor da Motherboard americana, a definir a velhice como uma doença. Também existem muitas pesquisas sobre telômeros, estruturas que protegem as extremidades dos cromossomos e que influenciam seu envelhecimento — um estudo de Stanford revelou que manipulação dos telômeros "parou o envelhecimento de células humanas."

Há outra questão essencial: será que a evolução está certa em controlar nossa longevidade? Se ninguém morrer, não estaremos correndo o risco de destruir esse já explorado planeta? Bar-Yam não tem muita certeza. Ele reconhece que a forma com que distribuímos nossos recursos é profundamente defeituosa. Mas ele também salienta que seríamos capazes de produzir comida suficiente para alimentar toda a população mundial, desde que proibíssemos práticas imprudentes como queimar comida para produzir combustíveis.

“Se decidirmos alterar nossa expectativa de vida intencionalmente,certamente teremos a responsabilidade de preservar nossos recursos", diz Bar-Yam. “Mesmo que alguém descubra um botão que aumente nossa expectativa de vida em centenas de anos, ele só funcionaria se resolvêssemos o problema da escassez de recursos naturais. Mas esses obstáculos ainda não são muito claros."

Tradução do Texto: Ananda Pieratti Tradução da imagem: Guilherme Monteiro


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Arte de Eduardo Nasi


Tenho um amigo que faz locução. Ele engoliu um ventríloquo.
Encontra cinquenta variações de uma única frase.
“Tome café torrado do Paraná” torna-se uma esquizofrenia em nossos tímpanos.
Repete de um modo, de um novo, e não termina de inventar uma nota diferente.
Nunca reconheço sua locução na rádio, no cinema, na televisão.
É um Zelig fônico. Um ectoplasma da garganta.
E quando reconheço, reconheço errado:
não foi ele que realizou o trabalho.
É tão outro que nunca sei quando é ele.
Ou imita tão perfeitamente os outros que não identifico mais os outros e acho que tudo é ele.
Renato nasceu com os tons de verde nas cordas.
Sua voz troca de roupa como um sabiá.
Como explicar seu dom?
Seu filho pequeno diz que ele escova os dentes das palavras.
Pode ser mesmo.
Mas não há talento que também não seja maldição.
Ele sofre na hora de gravar comerciais.
Os diretores de criação enlouquecem nosso bardo.
Ele fica trancado quatro horas num estúdio
para acertar a atmosfera de duas frases como “Oi Gente. Tome Solitel”.
São inúmeras ordens e contraordens, sugestões e palpites sucessivos.
Somente o operador de áudio tem pena de sua incansável compaixão.
Ninguém sabe como é para falar.
O cliente pressiona o publicitário que pressiona a execução das tarefas,
e ambos se extraviam em bajulações poéticas.
A equipe da agência busca orientar o Renato:
— Quero uma voz introspectiva, mas para fora.
— Como?
— Uma voz tímida, mas expansiva.
— Não entendi.
— Um tom sufocado que está liberto.
— Pode explicar?
— Algo cult, mas que seja Faustão.
— Não captei…
— Um desespero cheio de esperança
— Pode dar um exemplo?
— Não consigo definir… É muito sutil.
— Seria como uma muçulmana de burka e biquíni?
— Sim, perfeito. Entendeu o espírito. Vamos gravar?
— Tô dentro, mas tô fora.
— Viu? Pegou moral! Grande Renato! Você é um dos nossos.
E Renato lê do jeito que deseja, sem pensar em nada:
— Oi Gente. Tome Solitel!

________________________F. Carpinejar

A Lua nova ocorre no signo anterior ao seu. Colheita e percepção do que precisa findar.

Balanço do que aconteceu desde o seu aniversário. O que vai ficar, o que vai terminar.

Força interior para superar adversidades e dar adeus ao que está impedindo de ser autêntico consigo.Isabel Mueller

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Bonne soirée...!

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Bonne soirée...!


______________Le RÖI.



Fuiii...!

Emagrecimento extremo - fotos de antes e depois










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by
Bonne soirée...!


______________Le RÖI.

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