Pensamentos do Dia. Sempre é Tempo de Aprender!

Pense no que você faz hoje, fez ontem e no que vai fazer amanhã. Reflita sobre o que é melhor para você e o mundo. Seja Feliz!

A psicoterapia visa o mais profundo bem-estar

Terapia é mais ou menos como massagem: para cada tipo de problema tem uma específica.

Pesquisa em Psicologia

A psicologia científica, tratada neste artigo, não deve confundir-se com senso comum ou psicologia popular.

PNL Programação Neuro Linguística

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quinta-feira, 2 de junho de 2016

A psicologia do medo

"O medo é o que impede que tudo o que chega às maõs dos homens não se torne em sua propriedade. Basta produzir uma impressão que não se pode explicar, inserindo no medo o desconforto da culpa. É assim que milhões de pessoas podem ser pastoreadas nas ribeiras da paz por muito poucas. E nas trincheiras da guerra por outras tantas, senão as mesmas". Agustina Bessa-Luís, in "Antes do Degelo".

O medo é um fenômeno psicológico. Ele é criado dentro de nossas mentes a partir de uma combinação de traumas, expectativas e receios. Embora possamos tentar nos afastar dele, se a crença que o alimenta não for alterada ele continuará habitando nosso inconsciente. Não há como refugiar-se é preciso enfrentá-lo. Mas enfrentá-lo de que maneira? Primeiro aceite a idéia de que você possa realmente estar com medo e em seguida, busque toda informação possível que esclareça seus pormenores. Ou seja, COMPREENDA-O! Conhecimento é poder, lembra?!

O Medo adoece e emburrece, pois ele reprime suas emoções e sentimentos. Você se acoa e trava. A mente não funciona e você se torna um DEPENDENTE! Similar a um viciado.

Perceba no vídeo abaixo que tem uma cena do filme "Revolver" e que demonstra o Hemisfério Esquerdo do cérebro condicionado a não dar ouvidos ao Hemisfério Direito. Tudo precisa estar sob controle, ser controlável e previsível. Quando não há mais certezas, se perde o controle e a mente se desespera. O medo que nos é imputado pelo meio sistêmico em que vivemos, nos coloca nesses moldes sociais. Essa analogia com essas cenas desse filme, nos dá a dica de como fazer uma introspecção, uma reflexão e perceber que não há nada para ser controlado nem manipulado. Quem quer controle TEME! Quem manipula é com base no MEDO! A mente nos mente quando não se abre. Ela se fecha ao Hemisfério Esquerdo e nos prega peças, nos engana e nos ilude!

"Há algo sobre você mesmo que você não sabe. Algo que você nega existir. Até ser tarde demais para fazer alguma coisa a respeito. É o único motivo pelo qual você levanta toda manhã. O único motivo pelo qual você aguenta o chefe intragável, o sangue, o suor e as lágrimas. É o porque você quer que as pessoas saibam o quanto você é bom, atraente, generoso, engraçado, maluco e inteligente. Tenha medo de mim ou me reverencie. Mas por favor, me considere especial. Compartilhamos um vício: a necessidade de aprovação. Todos nós queremos um tapinha nas costas e o relógio de ouro, o grito da torcida. Olha só o garoto inteligente com o brasão polindo o troféu. Continue brilhando diamante maluco! Afinal somos macacos de terno, implorando pela aprovação dos outros. Se soubéssemos disso, não faríamos isso tudo. Alguém está escondendo isto da gente e, se tivéssemos uma segunda chance, você perguntaria: por quê? O ego é o pior dos trapaceiros em que podemos pensar, em que podemos imaginar, porque você não o vê. O problema é que o ego se esconde no último lugar em que você procuraria: em si mesmo! Ele disfarça os pensamentos dele com os seus pensamentos e os sentimentos dele com os seus sentimentos. Você acha que é você. As necessidades das pessoas de proteger seus próprios egos não conhece limite. Elas mentem, roubam, enganam, matam, fazem o que for preciso para manter o que chamamos de fronteiras do ego. As pessoas não têm idéia de que estão numa prisão, não sabem que há um ego, não conhecem a diferença. Primeiro, é muito difícil para a mente aceitar que há algo além dela mesma. Algo mais valioso e mais capaz de discernir a verdade em si".

Despertar é ENTENDER que há um caminho ao meio, há um equilibrio que nos dá a chave para a verdadeira liberdade. Entender o medo nos faz capazes de transformá-lo em AMOR. Na cena do elevador, o personagem do filme percebeu e entendeu seu medo, e então em seguida "enxergou" que não havia nada a temer. Já o outro personagem pedia para ser temido, pois assim ainda permaneceria no poder e no controle. Quando não há temor, não há MEDO, e se não há medo, não há controle.

O sistema social construído e arquitetado em que baseamos nossas vidas hoje é baseado no MEDO. Somos forçados a temer perder nossos empregos, perder nossas casas, perder nosso dinheiro. Somos forçados a temer por nossa imagem preante as outras pessoas, perante a "sociedade". Somos forçados a temer sermos excluídos.  Daí, sem saída, muitos buscam subterfúgios nas religiões que também são mecanismos psicológicos baseados em medo.

"Na religião, o ego se manifesta como o "demônio" e, é claro, ninguém percebe o quanto o ego é esperto porque, ele criou o demônio para que você culpe o outro. Ao criarmos este inimigo externo imaginário, criamos um inimigo de verdade para nós mesmos e isto se torna uma ameaça real para o ego, mas isso é também criação do ego. Não existe nenhum inimigo externo, não importa o que a voz na sua cabeça diga. Toda a percepção do inimigo é a projeção do ego como inimigo. O seu maior inimigo, é a sua própria percepção, sua ignorância, o seu ego".

Em seguida temos David Icke descrevendo bem como funciona a mente "esperta" que é inteligente, mas não é sábia. A mente que não tem equilíbrio é fechada e por isso destrutiva. Perceba também nas imagens dos móveis do filme, que trazem uma simbologia egipcia e estátuas da genese, onde o homem é "tentado" pela "serpente". Um analogia bastante interesante que nos remete a pensar em nossa origem como espécie. Evidências não são provas, mas servem para que você compreenda o contexto de forma geral sobre um determinado assunto ou até unir pontos que o leve a refletir sobre todos os assuntos.

"Nós não podemos mudar nada sem que primeiro a aceitemos".
Carl Jung.

BY LIBERDADE MENTAL

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pesadelos é premonições

O pesadelos é uma manifestação das nossas angústias inconscientes (Foto: linkorigins.blogspot.com.br)
Pelo mesmo motivo que temos sonhos.

Quando dormimos, o sono passa por vários estágios. Um deles é chamado de REM (Rapid Eye Movement), ou sono dos sonhos. Neste estágio, acontece na mente um processamento inconsciente de informações, aprendizados e memórias, diz a neurologista Anna Karla Smith, do Instituto do Sono.  Este processamento se dá de maneira desordenada e pode, aparentemente, não fazer o menor sentido.

Um pesadelo acontece quando nossas angústias inconscientes se manifestam. “Se partirmos do princípio de que não há vida humana sem essas angústias, devo dizer que todos estamos sujeitos a ter pesadelos em um momento ou em outro”, afirma a psicanalista Patrícia Leite.

Não existe uma técnica certeira para evitar pesadelos.  O que é possível fazer para tentar prevení-los, ou reduzir sua frequência, é manter uma vida tranquila e saudável – com boa alimentação, atividade física e sono regrado. Ainda assim, eles podem aparecer de vez em quando.

É importante não se deixar abalar. Quando um pesadelo nos assombra e acordamos assustados, a recomendação é fazer algo que nos acalme e tentar refletir um pouco.  Respirar fundo vagarosamente, tomar um copo de água, rezar – de acordo com suas crenças – ou dar uma pequena caminhada pode ajudar. Mais calmos, podemos voltar para a cama sem medo. Os pesadelos não costumam se repetir.

É difícil um pesadelo se tornar recorrente. Quando isto acontece, é um sinal de que temos uma questão inconsciente não resolvida.
Normalmente, ele vai mudando e tende a desaparecer com o passar do tempo. “Por si só não é nada muito preocupante”, conta a psicanalista. “Porém, como sinaliza uma questão em aberto, o ideal seria procurar ajuda especializada.” Há alguns casos em que os pesadelos caracterizam distúrbios do sono. Para eles, há tratamento específico que aliam medicamentos e psicoterapia.

Os pesadelos são definidos como sonhos que produzem uma resposta emocional negativa forte, como medo ou horror. Os que sofrem com pesadelos geralmente acordam em um estado de extrema angústia, até mesmo ao ponto de uma severa resposta física – batimento cardíaco acelerado, transpiração profusa, náuseas - e muitas vezes não conseguem voltar a dormir por algum tempo. As causas dos pesadelos são variadas. As crianças, por causa de suas imaginações ativas, são propensas a pesadelos, alguns tão graves que acordam gritando e chorando. Incidentes extremos destes também são referidos como “terrores noturnos”. Comer certos alimentos muito perto da hora de dormir pode desencadear um pesadelo, assim como ver filmes de terror. Ir para a cama angustiado com as circunstâncias da vida ou depois de uma briga ou discussão também pode causar pesadelos por causa da atividade contínua do cérebro durante o sono.

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre pesadelos (No ponto de vista religioso)?"

Resposta: Não há dúvida de que os pesadelos podem ser extremamente perturbadores, mas há algum significado espiritual para eles? Sonhos e visões são mencionados na Bíblia, e Deus às vezes usou o estado de sonho para se comunicar com os seus profetas e outros. Deus falou com Abimeleque, em Gênesis 20, advertindo-o para não tocar na mulher de Abraão, Sara. Outros sonhos incluem a escada de Jacó (Gênesis 28); o sonho de José de que os seus irmãos iriam lhe servir, o que causou a sua prisão no Egito (Gênesis 37); o sonho de José sobre Faraó (Gênesis 40-41), o qual o levou a ser o segundo homem mais poderoso do Egito. O Senhor ou o Seu anjo apareceu a outros na Bíblia, incluindo Gideão (Juízes 7), Salomão (1 Reis 3), Nabucodonosor (Daniel 2), Maria (Mateus 1), José (Mateus 2) e a esposa de Pilatos (Mateus 27). Nenhum desses sonhos, no entanto, pode realmente ser chamado de um pesadelo. Sendo assim, parece que Deus não fala com as pessoas através de pesadelos.

Algumas pessoas acham que Satanás ou os seus demônios estão se infiltrando em suas mentes durante os pesadelos, mas não há nada na Bíblia que justifique isso. Não há incidentes bíblicos de forças demoníacas se comunicando com as pessoas durante os sonhos ou pesadelos. Muito provavelmente, os pesadelos não são nada mais do que a maneira do cérebro de contender com os nossos medos e preocupações, uma vez que continua a funcionar durante os ciclos do sono. Se um cristão experimenta pesadelos contínuos e frequentes que estão interrompendo o sono e causando perturbação emocional em uma base regular, talvez ajuda médica seja necessária. Mas, como em todas as coisas, a oração é a nossa arma mais poderosa contra qualquer tipo de estresse emocional ou espiritual. Orar por quinze ou vinte minutos antes do sono é a forma mais eficaz para acalmar a mente e o coração e para se preparar para um sono repousante. Como em todas as coisas, Deus concede sabedoria para aqueles que a buscam (Tiago 1:5), e Ele também prometeu a Sua paz a todos os que a procuram. "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Filipenses 4:6-7).

terça-feira, 31 de maio de 2016

A cultura do estupro no Brasil X Psicologia

ESTUPRO NA LEI BRASILEIRA
Em 2009, a lei 12.015 do Código Penal Brasileiro foi alterada e passou a considerar, além da conjunção carnal, atos libidinosos como crime de estupro.

Circunscrever um crime de estupro é um processo frequentemente degradante para a mulher. Em 2015, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que dificulta o acesso ao atendimento médico de vítimas de estupro. O PL 5069 de 2013, exige que, para serem atendidas, as vítimas de estupro terão que passar primeiro por uma delegacia. Depois, deverão fazer um exame de corpo de delito para, só então, seguirem para o hospital, com os devidos documentos que comprovem que elas, de fato, foram estupradas. Para ser válido, o projeto ainda precisa ser votado no Plenário da Câmara. Contra essa realidade, as mulheres brasileiras saíram as ruas no ano passado, em diversos protestos pelo país que disseram basta e ficaram conhecidos como a Primavera Feminista.

Ao Globo, a defensora pública Arlanza Rebello lembrou, citando Jair Bolsonaro (PSC) que até os políticos brasileiros reproduzem o discurso de que muitas mulheres pediram para ser estupradas: “É um contexto muito sério de conservadorismo e banalização”. O presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil no Rio de Janeiro, afirmou ao jornal que “meninos acabam cometendo o crime por saberem que outros o praticaram impunemente, por uma questão de autoafirmação”. E a socióloga Andréia Soares Pinto, coordenadora do Dossiê Mulher, fez um apelo à sociedade durante a entrevista que concedeu ao canal Globonews: “É preciso encorajar as mulheres a reduzir a subnotificação dos casos de estupro. Esses números nos ajudam a fazer pressão e nos permitem argumentar em prol de políticas públicas para combater o problema”.

By Camila moraes

Os traumas que um estupro traz a mulher.

O estupro é um dos crimes violentos que mais cresce em incidência. Apenas aproximadamente 50% dos estupros são notificados, pois a maioria das mulheres se sente envergonhadas em ir a uma delegacia fazer corpo de delito. Mais do que um ato sexual, o estupro é um ataque agressivo, com expressão sexual. Desencadeia reações emocionais complexas por parte da vítima, freqüentemente mais significativas do que o dano físico.

Durante a última década, as perspectivas sociais e psicológicas do estupro evoluíram significativamente. O estupro passou a ser encarado como crime de violência que pode ou não incluir excitação sexual por parte do agressor. Na maioria dos casos a motivação do estuprador parece ser a degradação e a dominação da vítima, em vez da obtenção de relações sexuais não acessíveis de outra forma. Esses achados ajudam a explicar os sentimentos da vítima e as seqüelas psicológicas que podem ocorrer.

Cada pessoa absorve o trauma de uma forma diferente, de acordo com a experiência de vida, valores e crenças. O primeiro passo do tratamento terapêutico e conscientiza o paciente de que ele não tem culpa do ocorrido, utilizando técnicas para aumentar a sua auto-estima.
Existem três momentos em que são diretrizes das principais demandas no atendimento do psicólogo com a vítima do estupro:

Primeiro Momento.
· Avaliação dos sentimentos predominantes (medo, revolta, raiva, culpa, ansiedade, angústia, calma).
· Avaliação do grau de desorganização da vida pessoal.
· Avaliação da organização psíquica e mecanismos.
· Reações psicossomáticas.
· Reações do grupo social em que está inserida (acolhimento e apoio, críticas, discriminação, revolta, expulsão).
· Aconselhamento sobre DST/HIV/AIDS.
· Importância de a paciente respeitar o estado emocional em que se encontra e suas limitações.
· Apoio emocional.
· Entrevista psicológica com acompanhante ou familiar.
Segundo Momento.
· Reorganização da vida após a violência sofrida (retorno ao trabalho, à escola, as atividades desenvolvidas).
· Prevenção de futuras conseqüências na vida pessoal (estado depressivo, escolhas de relacionamentos, perpetuação da violência).
· Recuperação da auto-estima.
· Encaminhamento para avaliação psiquiátrica, caso seja necessário.
· Repercussões no sentimento frente à figura masculina.
· Apoio emocional.
· Sentimentos persecutórios provenientes da violência sofrida.
Terceiro Momento.
Casos em que ocorre gravidez:
· Sentimentos relacionados à constatação da gravidez fruto da violência sexual (ambivalência, culpa, rejeição, aprovação).
· Levantamento dos princípios morais e religiosos que podem interferir na decisão ou não pelo abortamento legal.
· Fantasias relacionadas à gravidez e ao abortamento.
· Acompanhamento psicológico no decorrer da internação para interrupção legal da gestação, havendo a possibilidade de dar continuidade a este no ambulatório.
· Apoio psicológico frente às opções outras que não o abortamento legal.
É fundamental que a mulher que vivencia esta situação possa se sentir livre, sem preconceitos e julgamentos para fazer sua opção e sinta-se acolhida dentro do seu convívio familiar e da sociedade, qualquer que seja a sua escolha.

Cabe ressaltar a importância do atendimento multidisciplinar a mulheres vítimas de violência sexual e a necessidade de que um número maior de instituições se estruture para facilitar o atendimento a esta população, que poderá ser poupada de um desgaste e exposição maior, caso receba o atendimento adequado próximo a sua moradia ou local em que foi violentada.

By olhar psi

sábado, 28 de maio de 2016

Vídeo perverso de menina sendo estuprada por mais de 30 homens cai na net

Vídeo de garota sendo estuprada por trinta está sendo espalhada pelo WhatsApp

Nele aparece a menina em uma cama inconsciente com os acusados mostrando suas partes íntimas para a câmera de um celular.

O caso causou indignação nas redes sociais, e os policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) investigam o caso. Quem compartilha está cometendo crime e poderá ser responsabilizado.

As investigações estão correndo em segredo de justiça.

Os estupradores ainda debocham dizendo, (Amassaram a mina, intendeu ou não intendeu? KKKKKKk, no final eles ainda riram)

'Me sinto um lixo', diz adolescente que sofreu estupro coletivo

Caso de estupro coletivo revela comportamento alarmante em internautas.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Um breve resumo sobre Psicologia Cognitiva

Resumo: A Psicologia Cognitiva é uma área de conhecimento que se propõe em estudar como as pessoas são capazes de perceber, aprender, lembrar e pensar sobre determinadas situações da vida. A tarefa do psicólogo cognitivo é descobrir leis que estabeleçam conexões entre o comportamento e a variedade de aspectos e elementos com os quais o comportamento está relacionado. A Psicologia Cognitiva moderna se insere num movimento mais amplo, o das chamadas “ciências cognitivas” e pretende estudar, dentre outras coisas, a relação entre os processos cognitivos e o comportamento humano.
Palavras-Chave: cognitivismo, psicologia cognitiva, ciências cognitivas, modelos mentais;
Considerações Iniciais

Entende-se que a psicologia é uma ciência que abrange várias áreas de atuação e conhecimento, bem como o modelo clínico, social, educacional, das relações de trabalho, etc. E desenvolve trabalhos nos campos: social, afetivo, patológico e também através de uma atuação pautada na perspectiva de uma psicologia cognitiva.
A Psicologia Cognitiva é uma área de conhecimento que se propõe em estudar como as pessoas são capazes de perceber, aprender, lembrar e pensar sobre determinadas situações da vida, ou seja, se propõe a estudar os processos mentais dos indivíduos. O psicólogo que atua no campo cognitivo está apto a entender como as pessoas percebem os fenômenos ou porque algumas pessoas lembram com mais facilidade de um fato e outras esquecem mais facilmente, dentre outras atribuições.
No intuito de caracterizar esse trabalho, diz-se que essa é uma área da psicologia que tem por finalidade estudar o pensamento, a percepção, a memória, a fim de analisar como o sujeito percebe o mundo e de que modo desenvolve as funções cognitivas tais como: falar, resolver problemas, memorizar, raciocinar, etc.
Em suma, a psicologia cognitiva apresenta algumas divergências no tocante às outras abordagens da psicologia, tendo em vista que refuta a idéia da introspecção, adotando um modelo positivista como método de investigação científica. Nesse sentido, a psicologia cognitiva trabalha com a idéia de que há estados mentais internos, ou seja, as crenças, as motivações e tais estados mentais soam em desencontro com a psicologia comportamental.
Na atualidade, existem algumas áreas de conhecimento que se comunicam com a ciência cognitiva, bem como a inteligência humana, a atenção, a percepção visual e auditiva, a inteligência artificial, a linguagem, o esquecimento, a lembrança, etc.
Como Surgiu o Conceito de Psicologia Cognitiva?

O surgimento da psicologia cognitiva moderna se insere num movimento mais amplo, o das chamadas “ciências cognitivas” (Soares, 1993).
Uma das abordagens mais recentes é o Cognitivismo, que se apóia a partir da crença de que o comportamento humano pode ser compreendido através de como as pessoas pensam. Com base nisso, a psicologia cognitiva surge utilizando uma análise quantitativa para estudar os processos e funções mentais.
Alguns dos fatores desencadeantes do movimento cognitivista foram, por um lado, o fracasso do behaviorismo em explicar os aspectos mais elevados do comportamento humano a partir do paradigma estímulo-resposta (E®R) e, por outro, pesquisas como aquelas realizadas por Miller, Boadbent, Cherry, e Bruner (Gardner apud RODRIGUES et al, 2009).
Desta forma, a psicologia cognitiva considera o modelo linear E-R limitante, insuficiente e consequentemente inadequado para explicar o comportamento humano, procurando substituí-lo por um esquema mais complexo e elaborado que considera de forma circular esta relação diádica entre organismo e estímulos. O organismo tem papel relevante e ativo, um sistema capaz de elaborações complexas, tais como: efetuar escolhas dentre os elementos relevantes de uma dada situação, utilizar estratégias alternativas, armazenar seletivamente informações, operar transformações sobre os elementos de forma a elaborá-los apropriadamente, operando os resultados dessas elaborações e não apenas operações ligadas e determinadas, aprioristicamente, pelos estímulos de entrada (SPINILLO, 1989).
Portanto, um fator de destaque para a psicologia cognitiva em seu processo de surgimento e construção é a insatisfação com o modelo comportamental e a iniciativa de fomentar um arcabouço teórico visando especificar os processos mentais do organismo a fim de indicar as fases e as funções que são desenvolvidas nesse processo.
Atribuições do Psicólogo Cognitivo

De acordo com SPINILLO (1989) a tarefa do psicólogo cognitivo é descobrir leis que estabeleçam conexões entre o comportamento e a variedade de aspectos e elementos com os quais o comportamento está relacionado, procurando encarar o problema de forma mais abrangente.
O psicólogo cognitivo trabalha com a perspectiva de estudar quais os meios que o indivíduo organiza um conhecimento, como também de que forma esse conhecimento é utilizado a fim de direcionar ou planejar determinadas ações. Este trabalho categorizado é fundamental para compreensão e atuação sobre tal realidade.
Assim, o psicólogo cognitivo estuda não só a forma como as informações externas são extraídas, mas, especialmente, como estas informações são conceitualizadas e organizadas internamente, para então serem utilizadas de maneira eficaz. Podemos acrescentar, ainda, que está preocupado com aspectos que implicam elaborações internas, partindo do pressuposto de que a resposta dada à determinada situação-estímulo sofreu algum tipo de elaboração dentro do indivíduo, e que esta elaboração não depende apenas do estimulo externo apresentado, mas de processos mentais internos presentes na mente do indivíduo em um momento determinado do seu desenvolvimento e em função de elaborações anteriores que tenham sido efetuadas (SPINILLO, 1989).
Explicando a partir de uma ótima mais tradicional, compete ao psicólogo cognitivo estudar atividades que dizem respeito à memória, à percepção, à imagem mental, ao raciocínio, a aprendizagem, etc. Esse trabalho visa dar conta dos mecanismos mentais que agem quando se percebe, memoriza ou se elabora um dado objeto.
Algumas Considerações Sobre a Psicologia Cognitiva

Na tentativa de compreender a amplitude da Psicologia Cognitiva torna-se relevante argumentar acerca dos modelos mentais, que se configuram como as imagens, as abstrações, os pressupostos e histórias que estruturam nossa mente. Desse modo, tais imagens, histórias, idéias enquadram o modo de ser de cada sujeito, de perceber as outras pessoas, e tudo que está em sua volta, inclusive os sentimentos, denominando-se assim cognições.
Para PALMA (2009) pode-se entender as cognições como um conjunto de conhecimentos ou crenças. A partir disso, a pessoa estabelece um conjunto de estratégias que utiliza para aprimorar sua relação com o meio. Assim, as cognições são pensamentos ou auto-afirmações atuais de uma pessoa, bem como suas percepções, avaliações, atitudes, lembranças, objetivos, padrões, valores, expectativas e atribuições. Tem-se então, as estratégias mentais que vão sendo construídas e desenvolvidas.
Gardner apud SENGE (2002) afirma que nossos modelos mentais determinam não apenas a forma como entendemos o mundo, mas também como agimos. Os modelos são ativos, moldam nossa forma de agir. Se temos a crença de que não podemos confiar nas pessoas, agimos de forma diferente do que agiríamos se acreditássemos que são dignas de confiança. Felizmente, por mais distorcidos que sejam nossos modelos mentais, há sempre a possibilidade de alteração.
Para bem compreendermos os modelos mentais cabe ressaltar alguns aspectos, assim como enfatizar que esse modelo determina o que visto e sentido. Entretanto, não são estáticos, podem ser aperfeiçoados a fim de estar a serviço de uma melhor adaptação em prol de propiciar um bem estar e adaptabilidade.
Considerações Finais

Em conclusão, pode-se considerar que a psicologia cognitiva é uma área que objetiva estudar as funções e processos mentais do sujeito, bem como a memória, percepção, atenção, raciocínio. Desse modo, enfatiza-se que o interesse da psicologia cognitiva recai sobre a natureza do conhecimento, com base em estudos empíricos. A partir desse estudo foi possível conhecer as motivações e os interesses para o surgimento desse saber psicológico, entender algumas considerações sobre essa área e ainda tecer algumas considerações sobre o manejo dessa profissional que trabalha especificamente com a cognição. Partindo desse pressuposto, acredita-se que esse trabalho trará um esclarecimento inicial a respeito do que se configura psicologia cognitiva e quais contribuições esse conhecimento traz para a sociedade.

Sobre o Autor:

Alex Barbosa Sobreira de Miranda - Departamento de Psicologia. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, PI, Brasil.

Referências:

PALMA, D. L. A Psicologia Cognitiva e Mediação Informacional Como Facilitadoras de Novas Atitudes No Comportamento Organizacional, 2007.
SENGE, P. A Quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. (10° ed.). São Paulo: Editora Best Seller, 2002.
SOARES, A . O que são ciências cognitivas. São Paulo: Brasiliense(Coleção Primeiros Passos), 1993.
SPINILLO, Alina Galvão; ROAZZI, Antônio. A atuação do psicólogo na área cognitiva: reflexões e questionamentos. Psicol. cienc. prof.,  Brasília,  v. 9,  n. 3,   1989 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931989000300008&lng=en&nrm=iso>. access on  25  Feb.  2013.  http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98931989000300008.
RODRIGUES, C,M.L; LOPES,  E.J. A Psicologia Cognitiva no Brasil: Um Panorama dos Anos 90. Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia-MG, 2009.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O mundo assombrado pelos demônios

Somos programados para acreditar em Deus? Psicólogos, filósofos, antropólogos e neurocientistas sugerem possíveis explicações para a nossa disposição natural de acreditar, e para o poderoso papel que a religião parece ter em nossas vidas emocionais e sociais.

crença religião deuses anjos demônios fantasma


A religião – a crença em seres sobrenaturais, incluindo deuses e fantasmas, anjos e demônios, almas e espíritos – está presente em todas as culturas e permeia toda a História.
A discussão sobre a vida após a morte remonta a, pelo menos, 50.000 a 100.000 anos atrás.
É difícil obter dados precisos sobre o número de crentes de hoje, mas algumas pesquisas sugerem que até 84% da população do mundo são membros de grupos religiosos ou dizem que a religião é importante em suas vidas.
Vivemos em uma era de um acesso ao conhecimento científico sem precedentes, o que alguns acreditam que é incompatível com a fé religiosa. Então, por que a religião é tão difundida e persistente?
Os psicólogos, filósofos, antropólogos e até mesmo os neurocientistas sugerem possíveis explicações para a nossa disposição natural de acreditar, e para o poderoso papel que a religião parece ter em nossas vidas emocionais e sociais.
Morte, cultura e poder
Mas antes de falar das teorias atuais, é preciso entender como surgiram as religiões e o papel que elas tiveram na vida de nossos ancestrais.
As primeiras atividades religiosas foram em resposta a mudanças corporais, físicas ou materiais no ciclo da vida humana, especialmente a morte.
Os rituais de luto são uma das mais antigas formas de experiência religiosa. Muitos de nossos antepassados não acreditavam que a morte era necessariamente o fim da vida – era apenas uma transição.
Alguns acreditavam que os mortos e outros espíritos podiam ver o que estava acontecendo no mundo e ainda tinham influência sobre os eventos que estão ocorrendo.
E essa é uma noção poderosa. A ideia de que os mortos ou até mesmo os deuses estão com a gente e podem intervir em nossas vidas é reconfortante, mas também nos leva a ter muito cuidado com o que fazemos.
Os seres humanos são essencialmente sociais e, portanto, vivem em grupos. E como grupos sociais tendem à hierarquia, a religião não é exceção.
Quando há um sistema hierárquico, há um sistema de poder. E em um grupo social religioso, a hierarquia localiza seu membro mais poderoso: a divindade – Deus.
É para Deus que temos de prestar contas. Hoje em dia, a religião e o poder estão conectados. Estudos recentes mostram que lembrar de Deus nos faz mais obedientes.
Até em sociedades que reprimiram a fé, surgiu algo que tomou seu lugar, como o culto a um líder ou ao Estado.
E quanto menos estável é um país politica ou economicamente, mais provável que as pessoas busquem refúgio na religião. Os grupos religiosos podem, ao menos, oferecer o apoio que o Estado não fornece a quem se sente marginalizado.
Assim, fatores sociais ajudam a desenvolver e fortalecer a fé religiosa, assim como a forma como nos relacionamos com o mundo e com os outros.
Outras mentes
Em todas as culturas, os deuses são, essencialmente, pessoas, mesmo quando têm outras formas.
Hoje, muitos psicólogos pensam que acreditar em deuses é uma extensão do nosso reconhecimento, como animais sociais, da existência de outros. E uma demonstração da nossa tendência de ver o mundo em termos humanos.
Nós projetamos pensamentos e sentimentos humanos em outros animais e objetos, e até mesmo nas forças naturais – e essa tendência é um dos pilares da religião.
Assim argumentou-se que a crença religiosa pode ser baseada em nossos padrões de pensamento e de cultura humana. Alguns cientistas, no entanto, foram além e analisaram nossos cérebros em busca do lendário “ponto Deus“.
Deus no cérebro
Os neurocientistas têm tentado comparar os cérebros dos crentes e ao dos céticos, para ver o que acontece no nosso cérebro quando rezamos ou meditamos. Se conhece pouquíssimo sobre esse campo – mas há algumas pistas, especialmente no que diz respeito às aéreas cerebrais.
O córtex pré-frontal medial está fortemente associado com a nossa capacidade e tendência para entender os pensamentos e sentimentos dos outros. Muitos estudos têm mostrado que esta região do cérebro está especialmente ativa entre os crentes religiosos, especialmente quando estão rezando. Isso corrobora a visão de que a fé religiosa é uma forma de interação social.
Já o lobo parietal, de acordo com estudos pode estar envolvido em experiências religiosas, especialmente aquelas caracterizadas com a dissolução do ego.
Pontuando a vida
Na medida em que estamos constantemente à procura de padrões, estruturas e relações de causa-efeito, a religião pode fornecer uma variedade de estratégias para que essa busca faça sentido.
As crenças religiosas ajudam os seres humanos a se organizar e dar sentido a suas vidas. E em todas as culturas, e até mesmo entre ateus, os rituais podem ajudar a pontuar eventos importantes da vida.
Embora nem a neurociência, nem a antropologia e nem filosofia tenham uma resposta definitiva para a questão “Deus existe?”, todas essas disciplinas dão pistas sobre como nós respondemos às nossas mais profundas necessidades humanas.
Talvez não sejamos programados para acreditar em Deus ou em um poder sobrenatural, mas somos animais sociais com uma necessidade evolutiva de ficar conectado com o mundo e com os outros.
De repente, as religiões são apenas canais para permitir essas conexões.

By
Francesca Stavrakopoulou, BBC

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Cartão Carrefour com as taxas de juros mais altas ao ano

Por EXAME.com e Claudio Rossi

São Paulo – A maior parte dos brasileiros já está careca de saber que os cartões de crédito costumam ser a forma mais cara de financiar uma compra – a não ser nos casos em que a loja oferece a opção do parcelamento sem juros. Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), a taxa média de juros dos cartões alcançou 238,3% em dezembro. Ainda que percentuais tão altos não sejam encontrados em nenhuma outra economia minimamente organizada, essa taxa ainda poderia ser considerada moderada quando comparada às de alguns cartões específicos do mercado brasileiro.



No caso dos plásticos oferecidos pela rede de supermercados Carrefour, os juros máximos que podem ser cobrados dos clientes que não pagam a fatura na data do vencimento podem chegar a até 18,59% ao mês - ou 637% ao ano. Mas não é só isso. Considerando o IOF (imposto federal cobrado sobre operações financeiras), os juros de mora de 1% ao mês e a multa de mora de 2%, o custo efetivo de financiar uma compra com um cartão de crédito do Carrefour chega a um percentual impressionante de 1.044,20% ao ano (clique aqui e veja todos os custos).

Isso quer dizer que alguém que não paga uma fatura de 1.000 reais hoje terá de desembolsar mais de 11.000 reais para quitá-la daqui a 12 meses. Para efeito de comparação, o investidor que aplica os mesmos 1.000 reais na caderneta de poupança ganharia cerca de 70 reais no período - ou menos de 1% do que o Carrefour fatura colocando o mesmo dinheiro para trabalhar.


Essas são exatamente as vantagens realçadas pela loja na hora de convencer o consumidor a contratar o serviço. O problema, diz Gonçalves, acontece quando o consumidor se deixa ludibriar pelas facilidades de aprovação de crédito concedidas pelos cartões e faz dívidas que crescem como uma bola de neve até que se tornam completamente impagáveis.

Entre as “facilidades” que sempre devem ser evitadas, estão o pagamento apenas da parcela mínima da fatura (que, por lei, é de 15% no Brasil), deixando o resto para ser financiado no chamado crédito rotativo. A fatura deve ser 100% quitada todos os meses. Outra opção do cartão que é muito fácil de contratar e bem difícil de pagar é o saque de dinheiro em caixas eletrônicos (juro de 15,99% ao mês mais IOF no caso do cartão do Carrefour). Muitos cartões de loja também incluem, além de juros e impostos, tarifas por serviço e anuidades, que encarecem ainda mais as operações.

Segundo Gonçalves, o consumidor que possui dívidas com juros elevados no cartão deve quitá-las assim que possível. Mesmo quem não tem dinheiro pode conseguir um empréstimo mais barato numa agência bancária ou em uma financeira e trocar uma dívida cara por outra menos salgada.

Lojas X bancos

Os de cartões emitidos por lojas costumam embutir juros bem mais altos que os dos bancos porque geralmente não há nenhum tipo de pré-seleção dos clientes que terão ou não direito ao plástico. Praticamente qualquer um que apresente documentos de identidade e comprovante de endereço conseguirá ter acesso a boa parte desses plásticos. Já os bancos costumam exigir algum tipo de comprovação de renda para entregar um cartão.o negócio acaba sendo ruim para todo mundo – menos para a loja.

“O Banco Central precisa regular esse mercado e impedir que as lojas empurrem o serviço para quem não sabe usá-lo é em breve vai aparecer no mercado brasileiro um cartão que cobra taxas efetivas de 2.000% ao ano.”

Outro lado

No site Reclame Aqui, entretanto, é possível encontrar consumidores que dizem ter cometido o erro de não pagar faturas com o cartão Carrefour e que não conseguiram nenhuma facilidade da loja ao tentarem renegociar os débitos.

Procurada, a assessoria de imprensa do Carrefour optou por se manifestar por meio de nota, que foi publicado na revista EXAME.com publica na íntegra abaixo:

"O Carrefour Soluções Financeiras esclarece que a taxa informada se refere ao custo efetivo total da transação por ano, que é composto por IOF, juros, multa e mora, e não somente os encargos cobrados por atraso do pagamento da fatura. A empresa ressalta ainda que tem como política comercial estimular que seus clientes optem por programas de parcelamento sem juros, amplamente divulgados em suas lojas, e não incentiva em suas correspondências que o consumidor escolha pelo pagamento de valores inferiores ao total da fatura."

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Por que sou mais esperto do que você mesmo sendo ruim com os números

QI não serve mais como uma ferramenta única para avaliar a inteligência

Capacidade de adaptação e criatividade ganham espaço

Ser alguém de trato fácil abre portas
KRISTIN SULENG 4 OCT 2015 - 10:35 BRT

Se tivesse que fazer hoje um teste de inteligência, o talento musical do jovem Mozart não estaria entre os primeiros da classe. Ou, o que é o mesmo, não ultrapassaria os 140 pontos do Quociente de Inteligência (QI). E tudo porque, na rua e na sala de aula, o protótipo do ser inteligente, enraizado em nossa cultura desde os gregos e o Renascimento, ainda está associado exclusivamente com as habilidades reconhecidas nesta pontuação popular para avaliar o pensamento abstrato baseando-se na lógica e na matemática. No entanto, o progresso da ciência nas últimas décadas mostra que existe vida inteligente além de alguns números.

Mais do que uma boa memória para lembrar nomes e datas, e um hábil raciocínio matemático, a inteligência é, sobretudo, adaptação. As versões revisadas do QI, que ampliam a inteligência a experiências com o meio, resgatam Charles Darwin e suas teorias evolutivas, como afirma Pablo Fernández-Berrocal, professor de Psicologia da Universidade de Málaga. “Curiosamente, os neurocientistas do século XXI voltam à ideia originária de Darwin demonstrando que ser inteligente é a capacidade de se adaptar ao ambiente da forma mais eficaz. Essa capacidade varia segundo o contexto, e implica flexibilidade em situações muito diferentes”, diz o professor.

Há pessoas que são inteligentes e se adaptam com facilidade e flexibilidade a determinados contextos, enquanto que em outros podem parecer estúpidos”
Pablo Fernández-Berrocal, professor de Psicologia na Universidade de Málaga
Assim, conceitos como o fator G ou teorias que vinculam a superação de um determinado tipo de testes a uma inteligência “todo terreno”, não obedecem mais às evidências científicas. “Há pessoas que são inteligentes e se adaptam com facilidade e flexibilidade a determinados contextos, enquanto que, em outros, poderiam parecer um estúpido. E se voltássemos a 30.000 anos atrás, esses considerados inteligentes poderiam até morrer devorados, porque não enfrentariam a exigência do seu ambiente. Quanto mais simples for o mundo, mais provável que nos sirvam os recursos gerais, mas em um mundo tão complexo como o nosso, são necessárias habilidades muito mais específicas, de modo que, gradualmente, outros tipos de inteligência foram incluídos”, explica esse psicólogo especializado em inteligência emocional, fundador do Laboratório de Emoções da Universidade de Málaga.

Por que um bom orador, com grande capacidade de compressão verbal, ou um gênio do piano ou da bola, com grande talento físico, não são considerados inteligentes em nossa cultura ocidental? O protagonismo da inteligência abstrata-lógica-matemática responde à herança do sistema produtivo europeu anterior às duas grandes guerras, quando o talento abstrato tinha a chave do sucesso trabalhista e social e uma brilhante carreira educacional era reconhecida no mercado com um brilhante posto de trabalho.

Nesse contexto nasceu o QI, um conceito revolucionário inventado por psicólogos que enfrentaram o desafio de classificar as pessoas, primeiro para avaliar os transtornos mentais e, depois, com fins educativos, a partir da nova onda de escolarização na Europa, com o objetivo de padronizar os testes com critérios objetivos, ao contrário da entrevista clínica.

“Por volta dos anos 70, alguns estudos mostraram que não havia garantias de que as pessoas que obtinham os melhores trabalhos fossem aquelas que tinham maior inteligência abstrata. A partir daí, a complexidade do mundo do trabalho não está vinculada tanto a tarefas cognitivas, mas às relacionadas com a gestão das próprias emoções, estresse, ansiedade e capacidade de regular as interações sociais em relação com as pessoas. O que marca a diferença de uma pessoa brilhante no local de trabalho não é sua inteligência clássica, mas esse extra que se refere a outro tipo de inteligência”, diz Fernández-Berrocal.

A popularidade das escalas de inteligência de especialistas como Binet e Wechsel, nomes de referência na medição do QI em nível mundial, ainda é difícil de superar
No entanto, a popularidade das escalas de inteligência de especialistas como Binet e Wechsel, nomes de referência na medição do QI em nível mundial, ainda é difícil de superar. Trabalhos de psicólogos como Robert J. Sternberg, um dos impulsionadores, há três décadas da inteligência prática ou aplicada, ou Howard Gardner, que dinamitou a teoria da inteligência única com as inteligências múltiplas (linguística, inter e intrapessoal, musical, espacial, naturalista, corporal, além da lógico-matemática) ainda não chegou a ser aplicada como corrente majoritária nas escolas.

“Os alunos que estão bem adaptados ao sistema escolar são aqueles com uma inteligência numérica e lógico-matemática alta. Ao resto, que pode ter outra inteligência, custa muito trabalho se adaptar. A escola continua trabalhando hoje com um modelo. Existem pessoas muito inteligentes que não são especialmente brilhantes nos aspectos lógico-matemáticos e não conseguem se adaptar, desperdiçando seu potencial artístico, linguístico ou de relações sociais, a escola se transforma para eles em um martírio “, observa o psicólogo.

É possível medir a criatividade?
Superada no campo da investigação a existência de uma inteligência única, como identificar talentos em um teste continua sendo o pesadelo dos cientistas, apesar de inovações como o Teste de Inteligência Emocional Mayer-Salovey-Caruso (MSCEIT). “Se colocamos problemas matemáticos ou linguísticos, é mais ou menos fácil avaliar as respostas aos problemas, porque há uma solução correta. Outra coisa são as respostas para os problemas da vida real. Estamos há mais de um século tentando avaliar a criatividade como processo, não como produto, e apesar das investigações, ainda não temos resultados”, diz o professor.

Estamos há mais de um século tentando avaliar a criatividade como processo, não como produto, e apesar das investigações, ainda não temos resultados”
Fernández-Berrocal
A avaliação, a chave de tudo, também falha no conceito de QI e os testes clássicos de papel e lápis. Fernández-Berrocal observa: “Agora, o sonho, através de pesquisa com ressonância magnética funcional, é encontrar o indicador do nível de inteligência observando, por exemplo, a porcentagem de matéria cinza ou branca, levando em conta o volume do cérebro e certas áreas. Mas isso não foi alcançado e não sei se vamos conseguir. Seria como dizer que a inteligência é apenas isso, sem levar em conta a aprendizagem e a experiência.”

Embora existam programas de televisão que continuam impressionando o público com a memória dos competidores (uma faculdade superada pela consulta imediata dos dados nos meios digitais), para Fernández-Berrocal a capacidade de antecipação deveria ser a inteligência potencializada. “As máquinas não podem prever o futuro, mas somos capazes de inovar e antecipar, e os povos sempre sobreviveram às adversidades do clima, da fome ou das guerras por causa disso. Em nossa vida pessoal acontece a mesma coisa: aqueles que sabem como se antecipar aos problemas, em vez de serem sujeitos passivos, têm maior capacidade de adaptação. Mas isso ainda não é ensinado na escola, e seria uma autêntica revolução”, conclui.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

EXPERIÊNCIAS PESSOAIS DETERMINAM QUEM ACHAMOS ATRAENTES

Sabe aquela história de que a beleza está nos olhos de quem vê? De acordo com a ciência, ela está corretíssima.

Uma pesquisa realizada pelas universidades Harvard e Wellesley em conjunto com o Hospital de Massachussetts, nos Estados Unidos, analisou as preferências de mais de 35 mil pessoas e concluiu que, de fato, cada indivíduo tem um "tipo".

Os pesquisadores pediram que 547 pares de gêmeos idênticos e 214 pares de gêmeos não-idênticos avaliassem a aparência de 200 rostos diferentes. O propósito dessa etapa era descobrir se havia algum gene que definiria a preferência de cada pessoa. Isso seria comprovado caso os gêmeos não-idênticos tivessem preferências muito diferentes das dos gêmeos idênticos, o que não foi o caso.

Foi observado que as preferências eram específicas de cada pessoa. O fato de duas pessoas terem crescido na mesma família, em circunstâncias muito parecidas, não é decisivo. O que compõe as preferências de cada um são suas experiências individuais - com família sim, mas também com amigos, vizinhos, mídia e consigo mesmo. Nesse aspecto, as músicas que você ouve e os livros que lê são muito mais importantes para o seu gosto do que a casa na qual você cresce.

Via Science Alert

*Com supervisão de André Jorge de Oliveira

(FOTO: pode conter direitos autorais)

Os Profissionais usam para manter a calma

Por convenia

Estejam na posição hierárquica que for, os profissionais bem-sucedidos sempre tiveram a calma como uma grande aliada; possibilitando uma atuação onde a tomada de decisões e a produtividade são consequências de um trabalho encarado com mais facilidade e, até mesmo, uma certa naturalidade.

Com isso em mente, o Blog Convenia aponta 10 dicas especiais para manter a calma no ambiente de trabalho, ajudando-lhe a lidar com os mais diversos problemas e situações de pressão para que a entrada no time dos profissionais bem-sucedidos se torne uma conquista cada vez mais próxima.

Aprecie o que você já conquistou
Manter-se grato pelas próprias conquistas pode tanto melhorar o seu humor como diminuir, consideravelmente, as taxas de estresse; possibilitando uma atuação mais produtiva.
Evite questões do tipo “E se eu tivesse…?”
Quanto mais tempo se passa pensando nas possibilidades, menor é a chance de tomar as decisões que podem lhe impulsionar para caminhos concretos e lhe trazer calma.
Mantenha-se positivo
Em momentos de pressão ou estresse, pensar em algo positivo que tenha lhe acontecido no dia ou na semana pode ser uma ótima forma de relaxar, trazendo uma nova e mais tranquila perspectiva sobre a situação em foco.
Desconecte-se
Não mantenha seu pensamentos no trabalho durante 24 horas; este é um dos caminhos mais curtos para o estresse.
Controle o consumo de cafeína
A cafeína desencadeia a produção de adrenalina e, em grandes quantidades, pode dificultar muito a retomada da calma em uma situação de pressão.
Durma o suficiente
Dormir é fundamental para recobrar as energias e a capacidade de um raciocínio claro e objetivo.
Evite o negativismo
Separe o que há de concreto do medo do fracasso e das escolhas erradas, escapando do ciclo vicioso da negatividade.
Reavalie suas perspectivas
Não se pode controlar fatores externos, mas é possível controlar a maneira de encará-los; portanto, quando houver o estresse, reavalie a situação sobre novas perspectivas e redefina suas ações.
Respire
Momentos estressantes modificam a nossa respiração, aumentando a ansiedade e o nervosismo. Procure um local isolado e respire fundo por repetidas vezes, recobrando a calma.
  Ative seus sistemas de apoio
Reconheça suas fraquezas e, quando for necessário, peça a ajuda de pessoas que podem lhe esclarecer dúvidas e apontar novos caminhos por meio de sugestões.

Imagem: reprodução

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