Pensamentos do Dia. Sempre é Tempo de Aprender!

Pense no que você faz hoje, fez ontem e no que vai fazer amanhã. Reflita sobre o que é melhor para você e o mundo. Seja Feliz!

A psicoterapia visa o mais profundo bem-estar

Terapia é mais ou menos como massagem: para cada tipo de problema tem uma específica.

Pesquisa em Psicologia

A psicologia científica, tratada neste artigo, não deve confundir-se com senso comum ou psicologia popular.

PNL Programação Neuro Linguística

Revelado métodos inovadores de Neolinguística que ajudara você nos estudos, tralhado e vida pessoal.

Artigos e vídeos na área de Psicologia

Conteúdo grátis na área de Psicologia - Os melhores artigos e videos para auxiliar seu desenvolvimento pessoal e Acadêmico.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Um breve resumo sobre Psicologia Cognitiva

Resumo: A Psicologia Cognitiva é uma área de conhecimento que se propõe em estudar como as pessoas são capazes de perceber, aprender, lembrar e pensar sobre determinadas situações da vida. A tarefa do psicólogo cognitivo é descobrir leis que estabeleçam conexões entre o comportamento e a variedade de aspectos e elementos com os quais o comportamento está relacionado. A Psicologia Cognitiva moderna se insere num movimento mais amplo, o das chamadas “ciências cognitivas” e pretende estudar, dentre outras coisas, a relação entre os processos cognitivos e o comportamento humano.
Palavras-Chave: cognitivismo, psicologia cognitiva, ciências cognitivas, modelos mentais;
Considerações Iniciais

Entende-se que a psicologia é uma ciência que abrange várias áreas de atuação e conhecimento, bem como o modelo clínico, social, educacional, das relações de trabalho, etc. E desenvolve trabalhos nos campos: social, afetivo, patológico e também através de uma atuação pautada na perspectiva de uma psicologia cognitiva.
A Psicologia Cognitiva é uma área de conhecimento que se propõe em estudar como as pessoas são capazes de perceber, aprender, lembrar e pensar sobre determinadas situações da vida, ou seja, se propõe a estudar os processos mentais dos indivíduos. O psicólogo que atua no campo cognitivo está apto a entender como as pessoas percebem os fenômenos ou porque algumas pessoas lembram com mais facilidade de um fato e outras esquecem mais facilmente, dentre outras atribuições.
No intuito de caracterizar esse trabalho, diz-se que essa é uma área da psicologia que tem por finalidade estudar o pensamento, a percepção, a memória, a fim de analisar como o sujeito percebe o mundo e de que modo desenvolve as funções cognitivas tais como: falar, resolver problemas, memorizar, raciocinar, etc.
Em suma, a psicologia cognitiva apresenta algumas divergências no tocante às outras abordagens da psicologia, tendo em vista que refuta a idéia da introspecção, adotando um modelo positivista como método de investigação científica. Nesse sentido, a psicologia cognitiva trabalha com a idéia de que há estados mentais internos, ou seja, as crenças, as motivações e tais estados mentais soam em desencontro com a psicologia comportamental.
Na atualidade, existem algumas áreas de conhecimento que se comunicam com a ciência cognitiva, bem como a inteligência humana, a atenção, a percepção visual e auditiva, a inteligência artificial, a linguagem, o esquecimento, a lembrança, etc.
Como Surgiu o Conceito de Psicologia Cognitiva?

O surgimento da psicologia cognitiva moderna se insere num movimento mais amplo, o das chamadas “ciências cognitivas” (Soares, 1993).
Uma das abordagens mais recentes é o Cognitivismo, que se apóia a partir da crença de que o comportamento humano pode ser compreendido através de como as pessoas pensam. Com base nisso, a psicologia cognitiva surge utilizando uma análise quantitativa para estudar os processos e funções mentais.
Alguns dos fatores desencadeantes do movimento cognitivista foram, por um lado, o fracasso do behaviorismo em explicar os aspectos mais elevados do comportamento humano a partir do paradigma estímulo-resposta (E®R) e, por outro, pesquisas como aquelas realizadas por Miller, Boadbent, Cherry, e Bruner (Gardner apud RODRIGUES et al, 2009).
Desta forma, a psicologia cognitiva considera o modelo linear E-R limitante, insuficiente e consequentemente inadequado para explicar o comportamento humano, procurando substituí-lo por um esquema mais complexo e elaborado que considera de forma circular esta relação diádica entre organismo e estímulos. O organismo tem papel relevante e ativo, um sistema capaz de elaborações complexas, tais como: efetuar escolhas dentre os elementos relevantes de uma dada situação, utilizar estratégias alternativas, armazenar seletivamente informações, operar transformações sobre os elementos de forma a elaborá-los apropriadamente, operando os resultados dessas elaborações e não apenas operações ligadas e determinadas, aprioristicamente, pelos estímulos de entrada (SPINILLO, 1989).
Portanto, um fator de destaque para a psicologia cognitiva em seu processo de surgimento e construção é a insatisfação com o modelo comportamental e a iniciativa de fomentar um arcabouço teórico visando especificar os processos mentais do organismo a fim de indicar as fases e as funções que são desenvolvidas nesse processo.
Atribuições do Psicólogo Cognitivo

De acordo com SPINILLO (1989) a tarefa do psicólogo cognitivo é descobrir leis que estabeleçam conexões entre o comportamento e a variedade de aspectos e elementos com os quais o comportamento está relacionado, procurando encarar o problema de forma mais abrangente.
O psicólogo cognitivo trabalha com a perspectiva de estudar quais os meios que o indivíduo organiza um conhecimento, como também de que forma esse conhecimento é utilizado a fim de direcionar ou planejar determinadas ações. Este trabalho categorizado é fundamental para compreensão e atuação sobre tal realidade.
Assim, o psicólogo cognitivo estuda não só a forma como as informações externas são extraídas, mas, especialmente, como estas informações são conceitualizadas e organizadas internamente, para então serem utilizadas de maneira eficaz. Podemos acrescentar, ainda, que está preocupado com aspectos que implicam elaborações internas, partindo do pressuposto de que a resposta dada à determinada situação-estímulo sofreu algum tipo de elaboração dentro do indivíduo, e que esta elaboração não depende apenas do estimulo externo apresentado, mas de processos mentais internos presentes na mente do indivíduo em um momento determinado do seu desenvolvimento e em função de elaborações anteriores que tenham sido efetuadas (SPINILLO, 1989).
Explicando a partir de uma ótima mais tradicional, compete ao psicólogo cognitivo estudar atividades que dizem respeito à memória, à percepção, à imagem mental, ao raciocínio, a aprendizagem, etc. Esse trabalho visa dar conta dos mecanismos mentais que agem quando se percebe, memoriza ou se elabora um dado objeto.
Algumas Considerações Sobre a Psicologia Cognitiva

Na tentativa de compreender a amplitude da Psicologia Cognitiva torna-se relevante argumentar acerca dos modelos mentais, que se configuram como as imagens, as abstrações, os pressupostos e histórias que estruturam nossa mente. Desse modo, tais imagens, histórias, idéias enquadram o modo de ser de cada sujeito, de perceber as outras pessoas, e tudo que está em sua volta, inclusive os sentimentos, denominando-se assim cognições.
Para PALMA (2009) pode-se entender as cognições como um conjunto de conhecimentos ou crenças. A partir disso, a pessoa estabelece um conjunto de estratégias que utiliza para aprimorar sua relação com o meio. Assim, as cognições são pensamentos ou auto-afirmações atuais de uma pessoa, bem como suas percepções, avaliações, atitudes, lembranças, objetivos, padrões, valores, expectativas e atribuições. Tem-se então, as estratégias mentais que vão sendo construídas e desenvolvidas.
Gardner apud SENGE (2002) afirma que nossos modelos mentais determinam não apenas a forma como entendemos o mundo, mas também como agimos. Os modelos são ativos, moldam nossa forma de agir. Se temos a crença de que não podemos confiar nas pessoas, agimos de forma diferente do que agiríamos se acreditássemos que são dignas de confiança. Felizmente, por mais distorcidos que sejam nossos modelos mentais, há sempre a possibilidade de alteração.
Para bem compreendermos os modelos mentais cabe ressaltar alguns aspectos, assim como enfatizar que esse modelo determina o que visto e sentido. Entretanto, não são estáticos, podem ser aperfeiçoados a fim de estar a serviço de uma melhor adaptação em prol de propiciar um bem estar e adaptabilidade.
Considerações Finais

Em conclusão, pode-se considerar que a psicologia cognitiva é uma área que objetiva estudar as funções e processos mentais do sujeito, bem como a memória, percepção, atenção, raciocínio. Desse modo, enfatiza-se que o interesse da psicologia cognitiva recai sobre a natureza do conhecimento, com base em estudos empíricos. A partir desse estudo foi possível conhecer as motivações e os interesses para o surgimento desse saber psicológico, entender algumas considerações sobre essa área e ainda tecer algumas considerações sobre o manejo dessa profissional que trabalha especificamente com a cognição. Partindo desse pressuposto, acredita-se que esse trabalho trará um esclarecimento inicial a respeito do que se configura psicologia cognitiva e quais contribuições esse conhecimento traz para a sociedade.

Sobre o Autor:

Alex Barbosa Sobreira de Miranda - Departamento de Psicologia. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, PI, Brasil.

Referências:

PALMA, D. L. A Psicologia Cognitiva e Mediação Informacional Como Facilitadoras de Novas Atitudes No Comportamento Organizacional, 2007.
SENGE, P. A Quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. (10° ed.). São Paulo: Editora Best Seller, 2002.
SOARES, A . O que são ciências cognitivas. São Paulo: Brasiliense(Coleção Primeiros Passos), 1993.
SPINILLO, Alina Galvão; ROAZZI, Antônio. A atuação do psicólogo na área cognitiva: reflexões e questionamentos. Psicol. cienc. prof.,  Brasília,  v. 9,  n. 3,   1989 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931989000300008&lng=en&nrm=iso>. access on  25  Feb.  2013.  http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98931989000300008.
RODRIGUES, C,M.L; LOPES,  E.J. A Psicologia Cognitiva no Brasil: Um Panorama dos Anos 90. Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia-MG, 2009.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O mundo assombrado pelos demônios

Somos programados para acreditar em Deus? Psicólogos, filósofos, antropólogos e neurocientistas sugerem possíveis explicações para a nossa disposição natural de acreditar, e para o poderoso papel que a religião parece ter em nossas vidas emocionais e sociais.

crença religião deuses anjos demônios fantasma


A religião – a crença em seres sobrenaturais, incluindo deuses e fantasmas, anjos e demônios, almas e espíritos – está presente em todas as culturas e permeia toda a História.
A discussão sobre a vida após a morte remonta a, pelo menos, 50.000 a 100.000 anos atrás.
É difícil obter dados precisos sobre o número de crentes de hoje, mas algumas pesquisas sugerem que até 84% da população do mundo são membros de grupos religiosos ou dizem que a religião é importante em suas vidas.
Vivemos em uma era de um acesso ao conhecimento científico sem precedentes, o que alguns acreditam que é incompatível com a fé religiosa. Então, por que a religião é tão difundida e persistente?
Os psicólogos, filósofos, antropólogos e até mesmo os neurocientistas sugerem possíveis explicações para a nossa disposição natural de acreditar, e para o poderoso papel que a religião parece ter em nossas vidas emocionais e sociais.
Morte, cultura e poder
Mas antes de falar das teorias atuais, é preciso entender como surgiram as religiões e o papel que elas tiveram na vida de nossos ancestrais.
As primeiras atividades religiosas foram em resposta a mudanças corporais, físicas ou materiais no ciclo da vida humana, especialmente a morte.
Os rituais de luto são uma das mais antigas formas de experiência religiosa. Muitos de nossos antepassados não acreditavam que a morte era necessariamente o fim da vida – era apenas uma transição.
Alguns acreditavam que os mortos e outros espíritos podiam ver o que estava acontecendo no mundo e ainda tinham influência sobre os eventos que estão ocorrendo.
E essa é uma noção poderosa. A ideia de que os mortos ou até mesmo os deuses estão com a gente e podem intervir em nossas vidas é reconfortante, mas também nos leva a ter muito cuidado com o que fazemos.
Os seres humanos são essencialmente sociais e, portanto, vivem em grupos. E como grupos sociais tendem à hierarquia, a religião não é exceção.
Quando há um sistema hierárquico, há um sistema de poder. E em um grupo social religioso, a hierarquia localiza seu membro mais poderoso: a divindade – Deus.
É para Deus que temos de prestar contas. Hoje em dia, a religião e o poder estão conectados. Estudos recentes mostram que lembrar de Deus nos faz mais obedientes.
Até em sociedades que reprimiram a fé, surgiu algo que tomou seu lugar, como o culto a um líder ou ao Estado.
E quanto menos estável é um país politica ou economicamente, mais provável que as pessoas busquem refúgio na religião. Os grupos religiosos podem, ao menos, oferecer o apoio que o Estado não fornece a quem se sente marginalizado.
Assim, fatores sociais ajudam a desenvolver e fortalecer a fé religiosa, assim como a forma como nos relacionamos com o mundo e com os outros.
Outras mentes
Em todas as culturas, os deuses são, essencialmente, pessoas, mesmo quando têm outras formas.
Hoje, muitos psicólogos pensam que acreditar em deuses é uma extensão do nosso reconhecimento, como animais sociais, da existência de outros. E uma demonstração da nossa tendência de ver o mundo em termos humanos.
Nós projetamos pensamentos e sentimentos humanos em outros animais e objetos, e até mesmo nas forças naturais – e essa tendência é um dos pilares da religião.
Assim argumentou-se que a crença religiosa pode ser baseada em nossos padrões de pensamento e de cultura humana. Alguns cientistas, no entanto, foram além e analisaram nossos cérebros em busca do lendário “ponto Deus“.
Deus no cérebro
Os neurocientistas têm tentado comparar os cérebros dos crentes e ao dos céticos, para ver o que acontece no nosso cérebro quando rezamos ou meditamos. Se conhece pouquíssimo sobre esse campo – mas há algumas pistas, especialmente no que diz respeito às aéreas cerebrais.
O córtex pré-frontal medial está fortemente associado com a nossa capacidade e tendência para entender os pensamentos e sentimentos dos outros. Muitos estudos têm mostrado que esta região do cérebro está especialmente ativa entre os crentes religiosos, especialmente quando estão rezando. Isso corrobora a visão de que a fé religiosa é uma forma de interação social.
Já o lobo parietal, de acordo com estudos pode estar envolvido em experiências religiosas, especialmente aquelas caracterizadas com a dissolução do ego.
Pontuando a vida
Na medida em que estamos constantemente à procura de padrões, estruturas e relações de causa-efeito, a religião pode fornecer uma variedade de estratégias para que essa busca faça sentido.
As crenças religiosas ajudam os seres humanos a se organizar e dar sentido a suas vidas. E em todas as culturas, e até mesmo entre ateus, os rituais podem ajudar a pontuar eventos importantes da vida.
Embora nem a neurociência, nem a antropologia e nem filosofia tenham uma resposta definitiva para a questão “Deus existe?”, todas essas disciplinas dão pistas sobre como nós respondemos às nossas mais profundas necessidades humanas.
Talvez não sejamos programados para acreditar em Deus ou em um poder sobrenatural, mas somos animais sociais com uma necessidade evolutiva de ficar conectado com o mundo e com os outros.
De repente, as religiões são apenas canais para permitir essas conexões.

By
Francesca Stavrakopoulou, BBC

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Cartão Carrefour com as taxas de juros mais altas ao ano

Por EXAME.com e Claudio Rossi

São Paulo – A maior parte dos brasileiros já está careca de saber que os cartões de crédito costumam ser a forma mais cara de financiar uma compra – a não ser nos casos em que a loja oferece a opção do parcelamento sem juros. Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), a taxa média de juros dos cartões alcançou 238,3% em dezembro. Ainda que percentuais tão altos não sejam encontrados em nenhuma outra economia minimamente organizada, essa taxa ainda poderia ser considerada moderada quando comparada às de alguns cartões específicos do mercado brasileiro.



No caso dos plásticos oferecidos pela rede de supermercados Carrefour, os juros máximos que podem ser cobrados dos clientes que não pagam a fatura na data do vencimento podem chegar a até 18,59% ao mês - ou 637% ao ano. Mas não é só isso. Considerando o IOF (imposto federal cobrado sobre operações financeiras), os juros de mora de 1% ao mês e a multa de mora de 2%, o custo efetivo de financiar uma compra com um cartão de crédito do Carrefour chega a um percentual impressionante de 1.044,20% ao ano (clique aqui e veja todos os custos).

Isso quer dizer que alguém que não paga uma fatura de 1.000 reais hoje terá de desembolsar mais de 11.000 reais para quitá-la daqui a 12 meses. Para efeito de comparação, o investidor que aplica os mesmos 1.000 reais na caderneta de poupança ganharia cerca de 70 reais no período - ou menos de 1% do que o Carrefour fatura colocando o mesmo dinheiro para trabalhar.


Essas são exatamente as vantagens realçadas pela loja na hora de convencer o consumidor a contratar o serviço. O problema, diz Gonçalves, acontece quando o consumidor se deixa ludibriar pelas facilidades de aprovação de crédito concedidas pelos cartões e faz dívidas que crescem como uma bola de neve até que se tornam completamente impagáveis.

Entre as “facilidades” que sempre devem ser evitadas, estão o pagamento apenas da parcela mínima da fatura (que, por lei, é de 15% no Brasil), deixando o resto para ser financiado no chamado crédito rotativo. A fatura deve ser 100% quitada todos os meses. Outra opção do cartão que é muito fácil de contratar e bem difícil de pagar é o saque de dinheiro em caixas eletrônicos (juro de 15,99% ao mês mais IOF no caso do cartão do Carrefour). Muitos cartões de loja também incluem, além de juros e impostos, tarifas por serviço e anuidades, que encarecem ainda mais as operações.

Segundo Gonçalves, o consumidor que possui dívidas com juros elevados no cartão deve quitá-las assim que possível. Mesmo quem não tem dinheiro pode conseguir um empréstimo mais barato numa agência bancária ou em uma financeira e trocar uma dívida cara por outra menos salgada.

Lojas X bancos

Os de cartões emitidos por lojas costumam embutir juros bem mais altos que os dos bancos porque geralmente não há nenhum tipo de pré-seleção dos clientes que terão ou não direito ao plástico. Praticamente qualquer um que apresente documentos de identidade e comprovante de endereço conseguirá ter acesso a boa parte desses plásticos. Já os bancos costumam exigir algum tipo de comprovação de renda para entregar um cartão.o negócio acaba sendo ruim para todo mundo – menos para a loja.

“O Banco Central precisa regular esse mercado e impedir que as lojas empurrem o serviço para quem não sabe usá-lo é em breve vai aparecer no mercado brasileiro um cartão que cobra taxas efetivas de 2.000% ao ano.”

Outro lado

No site Reclame Aqui, entretanto, é possível encontrar consumidores que dizem ter cometido o erro de não pagar faturas com o cartão Carrefour e que não conseguiram nenhuma facilidade da loja ao tentarem renegociar os débitos.

Procurada, a assessoria de imprensa do Carrefour optou por se manifestar por meio de nota, que foi publicado na revista EXAME.com publica na íntegra abaixo:

"O Carrefour Soluções Financeiras esclarece que a taxa informada se refere ao custo efetivo total da transação por ano, que é composto por IOF, juros, multa e mora, e não somente os encargos cobrados por atraso do pagamento da fatura. A empresa ressalta ainda que tem como política comercial estimular que seus clientes optem por programas de parcelamento sem juros, amplamente divulgados em suas lojas, e não incentiva em suas correspondências que o consumidor escolha pelo pagamento de valores inferiores ao total da fatura."

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Por que sou mais esperto do que você mesmo sendo ruim com os números

QI não serve mais como uma ferramenta única para avaliar a inteligência

Capacidade de adaptação e criatividade ganham espaço

Ser alguém de trato fácil abre portas
KRISTIN SULENG 4 OCT 2015 - 10:35 BRT

Se tivesse que fazer hoje um teste de inteligência, o talento musical do jovem Mozart não estaria entre os primeiros da classe. Ou, o que é o mesmo, não ultrapassaria os 140 pontos do Quociente de Inteligência (QI). E tudo porque, na rua e na sala de aula, o protótipo do ser inteligente, enraizado em nossa cultura desde os gregos e o Renascimento, ainda está associado exclusivamente com as habilidades reconhecidas nesta pontuação popular para avaliar o pensamento abstrato baseando-se na lógica e na matemática. No entanto, o progresso da ciência nas últimas décadas mostra que existe vida inteligente além de alguns números.

Mais do que uma boa memória para lembrar nomes e datas, e um hábil raciocínio matemático, a inteligência é, sobretudo, adaptação. As versões revisadas do QI, que ampliam a inteligência a experiências com o meio, resgatam Charles Darwin e suas teorias evolutivas, como afirma Pablo Fernández-Berrocal, professor de Psicologia da Universidade de Málaga. “Curiosamente, os neurocientistas do século XXI voltam à ideia originária de Darwin demonstrando que ser inteligente é a capacidade de se adaptar ao ambiente da forma mais eficaz. Essa capacidade varia segundo o contexto, e implica flexibilidade em situações muito diferentes”, diz o professor.

Há pessoas que são inteligentes e se adaptam com facilidade e flexibilidade a determinados contextos, enquanto que em outros podem parecer estúpidos”
Pablo Fernández-Berrocal, professor de Psicologia na Universidade de Málaga
Assim, conceitos como o fator G ou teorias que vinculam a superação de um determinado tipo de testes a uma inteligência “todo terreno”, não obedecem mais às evidências científicas. “Há pessoas que são inteligentes e se adaptam com facilidade e flexibilidade a determinados contextos, enquanto que, em outros, poderiam parecer um estúpido. E se voltássemos a 30.000 anos atrás, esses considerados inteligentes poderiam até morrer devorados, porque não enfrentariam a exigência do seu ambiente. Quanto mais simples for o mundo, mais provável que nos sirvam os recursos gerais, mas em um mundo tão complexo como o nosso, são necessárias habilidades muito mais específicas, de modo que, gradualmente, outros tipos de inteligência foram incluídos”, explica esse psicólogo especializado em inteligência emocional, fundador do Laboratório de Emoções da Universidade de Málaga.

Por que um bom orador, com grande capacidade de compressão verbal, ou um gênio do piano ou da bola, com grande talento físico, não são considerados inteligentes em nossa cultura ocidental? O protagonismo da inteligência abstrata-lógica-matemática responde à herança do sistema produtivo europeu anterior às duas grandes guerras, quando o talento abstrato tinha a chave do sucesso trabalhista e social e uma brilhante carreira educacional era reconhecida no mercado com um brilhante posto de trabalho.

Nesse contexto nasceu o QI, um conceito revolucionário inventado por psicólogos que enfrentaram o desafio de classificar as pessoas, primeiro para avaliar os transtornos mentais e, depois, com fins educativos, a partir da nova onda de escolarização na Europa, com o objetivo de padronizar os testes com critérios objetivos, ao contrário da entrevista clínica.

“Por volta dos anos 70, alguns estudos mostraram que não havia garantias de que as pessoas que obtinham os melhores trabalhos fossem aquelas que tinham maior inteligência abstrata. A partir daí, a complexidade do mundo do trabalho não está vinculada tanto a tarefas cognitivas, mas às relacionadas com a gestão das próprias emoções, estresse, ansiedade e capacidade de regular as interações sociais em relação com as pessoas. O que marca a diferença de uma pessoa brilhante no local de trabalho não é sua inteligência clássica, mas esse extra que se refere a outro tipo de inteligência”, diz Fernández-Berrocal.

A popularidade das escalas de inteligência de especialistas como Binet e Wechsel, nomes de referência na medição do QI em nível mundial, ainda é difícil de superar
No entanto, a popularidade das escalas de inteligência de especialistas como Binet e Wechsel, nomes de referência na medição do QI em nível mundial, ainda é difícil de superar. Trabalhos de psicólogos como Robert J. Sternberg, um dos impulsionadores, há três décadas da inteligência prática ou aplicada, ou Howard Gardner, que dinamitou a teoria da inteligência única com as inteligências múltiplas (linguística, inter e intrapessoal, musical, espacial, naturalista, corporal, além da lógico-matemática) ainda não chegou a ser aplicada como corrente majoritária nas escolas.

“Os alunos que estão bem adaptados ao sistema escolar são aqueles com uma inteligência numérica e lógico-matemática alta. Ao resto, que pode ter outra inteligência, custa muito trabalho se adaptar. A escola continua trabalhando hoje com um modelo. Existem pessoas muito inteligentes que não são especialmente brilhantes nos aspectos lógico-matemáticos e não conseguem se adaptar, desperdiçando seu potencial artístico, linguístico ou de relações sociais, a escola se transforma para eles em um martírio “, observa o psicólogo.

É possível medir a criatividade?
Superada no campo da investigação a existência de uma inteligência única, como identificar talentos em um teste continua sendo o pesadelo dos cientistas, apesar de inovações como o Teste de Inteligência Emocional Mayer-Salovey-Caruso (MSCEIT). “Se colocamos problemas matemáticos ou linguísticos, é mais ou menos fácil avaliar as respostas aos problemas, porque há uma solução correta. Outra coisa são as respostas para os problemas da vida real. Estamos há mais de um século tentando avaliar a criatividade como processo, não como produto, e apesar das investigações, ainda não temos resultados”, diz o professor.

Estamos há mais de um século tentando avaliar a criatividade como processo, não como produto, e apesar das investigações, ainda não temos resultados”
Fernández-Berrocal
A avaliação, a chave de tudo, também falha no conceito de QI e os testes clássicos de papel e lápis. Fernández-Berrocal observa: “Agora, o sonho, através de pesquisa com ressonância magnética funcional, é encontrar o indicador do nível de inteligência observando, por exemplo, a porcentagem de matéria cinza ou branca, levando em conta o volume do cérebro e certas áreas. Mas isso não foi alcançado e não sei se vamos conseguir. Seria como dizer que a inteligência é apenas isso, sem levar em conta a aprendizagem e a experiência.”

Embora existam programas de televisão que continuam impressionando o público com a memória dos competidores (uma faculdade superada pela consulta imediata dos dados nos meios digitais), para Fernández-Berrocal a capacidade de antecipação deveria ser a inteligência potencializada. “As máquinas não podem prever o futuro, mas somos capazes de inovar e antecipar, e os povos sempre sobreviveram às adversidades do clima, da fome ou das guerras por causa disso. Em nossa vida pessoal acontece a mesma coisa: aqueles que sabem como se antecipar aos problemas, em vez de serem sujeitos passivos, têm maior capacidade de adaptação. Mas isso ainda não é ensinado na escola, e seria uma autêntica revolução”, conclui.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

EXPERIÊNCIAS PESSOAIS DETERMINAM QUEM ACHAMOS ATRAENTES

Sabe aquela história de que a beleza está nos olhos de quem vê? De acordo com a ciência, ela está corretíssima.

Uma pesquisa realizada pelas universidades Harvard e Wellesley em conjunto com o Hospital de Massachussetts, nos Estados Unidos, analisou as preferências de mais de 35 mil pessoas e concluiu que, de fato, cada indivíduo tem um "tipo".

Os pesquisadores pediram que 547 pares de gêmeos idênticos e 214 pares de gêmeos não-idênticos avaliassem a aparência de 200 rostos diferentes. O propósito dessa etapa era descobrir se havia algum gene que definiria a preferência de cada pessoa. Isso seria comprovado caso os gêmeos não-idênticos tivessem preferências muito diferentes das dos gêmeos idênticos, o que não foi o caso.

Foi observado que as preferências eram específicas de cada pessoa. O fato de duas pessoas terem crescido na mesma família, em circunstâncias muito parecidas, não é decisivo. O que compõe as preferências de cada um são suas experiências individuais - com família sim, mas também com amigos, vizinhos, mídia e consigo mesmo. Nesse aspecto, as músicas que você ouve e os livros que lê são muito mais importantes para o seu gosto do que a casa na qual você cresce.

Via Science Alert

*Com supervisão de André Jorge de Oliveira

(FOTO: pode conter direitos autorais)

Os Profissionais usam para manter a calma

Por convenia

Estejam na posição hierárquica que for, os profissionais bem-sucedidos sempre tiveram a calma como uma grande aliada; possibilitando uma atuação onde a tomada de decisões e a produtividade são consequências de um trabalho encarado com mais facilidade e, até mesmo, uma certa naturalidade.

Com isso em mente, o Blog Convenia aponta 10 dicas especiais para manter a calma no ambiente de trabalho, ajudando-lhe a lidar com os mais diversos problemas e situações de pressão para que a entrada no time dos profissionais bem-sucedidos se torne uma conquista cada vez mais próxima.

Aprecie o que você já conquistou
Manter-se grato pelas próprias conquistas pode tanto melhorar o seu humor como diminuir, consideravelmente, as taxas de estresse; possibilitando uma atuação mais produtiva.
Evite questões do tipo “E se eu tivesse…?”
Quanto mais tempo se passa pensando nas possibilidades, menor é a chance de tomar as decisões que podem lhe impulsionar para caminhos concretos e lhe trazer calma.
Mantenha-se positivo
Em momentos de pressão ou estresse, pensar em algo positivo que tenha lhe acontecido no dia ou na semana pode ser uma ótima forma de relaxar, trazendo uma nova e mais tranquila perspectiva sobre a situação em foco.
Desconecte-se
Não mantenha seu pensamentos no trabalho durante 24 horas; este é um dos caminhos mais curtos para o estresse.
Controle o consumo de cafeína
A cafeína desencadeia a produção de adrenalina e, em grandes quantidades, pode dificultar muito a retomada da calma em uma situação de pressão.
Durma o suficiente
Dormir é fundamental para recobrar as energias e a capacidade de um raciocínio claro e objetivo.
Evite o negativismo
Separe o que há de concreto do medo do fracasso e das escolhas erradas, escapando do ciclo vicioso da negatividade.
Reavalie suas perspectivas
Não se pode controlar fatores externos, mas é possível controlar a maneira de encará-los; portanto, quando houver o estresse, reavalie a situação sobre novas perspectivas e redefina suas ações.
Respire
Momentos estressantes modificam a nossa respiração, aumentando a ansiedade e o nervosismo. Procure um local isolado e respire fundo por repetidas vezes, recobrando a calma.
  Ative seus sistemas de apoio
Reconheça suas fraquezas e, quando for necessário, peça a ajuda de pessoas que podem lhe esclarecer dúvidas e apontar novos caminhos por meio de sugestões.

Imagem: reprodução

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Design que valoriza o sonho

Por casa Vogue

Com foco na personalização dos ambientes, a Portobello Shop desenvolve
revestimentos guiada pela crença de que o design tem o poder de emocionar as pessoas

A  decisão por determinado revestimento vai muito além de seu caráter funcional. É que, diante de tantas opções de cores e materiais, o papel decorativo de pisos e paredes fica ainda mais evidente – assim como a importância dessa etapa na definição da personalidade de residências e ambientes comerciais. Essa, aliás, foi a premissa que levou a Portobello Shop, maior rede de revestimentos cerâmicos do Brasil, a orientar sua atuação junto aos profissionais de arquitetura e aos consumidores finais: com olhos na customização, a marca catarinense pautou toda a relação de compra, desde as primeiras vontades do cliente até a concretização da obra, na liberdade de escolha.

“No Atelier Portobello, as linhas dão asas à imaginação. Com alternativas para pisos, paredes e mobiliário, o objetivo é criar soluções únicas. A ideia é que, no momento da compra, o profissional ou o cliente jogue com as cores – das claras às vibrantes – e os materiais para transformar o espaço em algo que o represente de verdade”, explicou Cesar Gomes Júnior, presidente da companhia.

Criada há 17 anos na cidade de Tijucas, em Santa Catarina, a rede procurou desde o início focar em produtos que unissem design e inovação. Pensamento que também se estendeu ao atendimento prestado nas lojas, hoje bem sintetizado no conceito de design experience: suporte técnico especializado, medição de obra, projetos em 3D para facilitar a visualização do espaço e acompanhamento da obra foram alguns dos serviços colocados em prática na expansão da empresa.

Quando o assunto é projetos e parcerias, a Portobello possui uma extensa e bem-sucedida lista de parceiros da arquitetura nacional, são profissionais da área que utilizam as peças da marca em seus projetos e que sempre encontram o que há de mais atual e de alta qualidade, além de produtos exclusivos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

6 características típicas de uma apresentação cativante

Por Claudia Gasparini, de Exame.com

São Paulo - Apresentações realmente cativantes deixam mais do que uma impressão positiva e duradoura: elas inspiram atitudes.

Mas como influenciar o comportamento de um grupo de pessoas apenas com falas e alguns slides? A missão pode ser difícil - mas não impossível, asseguram especialistas no assunto.

O primeiro passo é observar as características que as melhores exposições têm em comum. Com a ajuda de sócios das agências SOAP e La Gracia, reunimos abaixo algumas delas. Veja a seguir:

1. São feitas sob medida
Apresentações de sucesso falam diretamente às mentes e aos corações da plateia. Em outras palavras, elas são absolutamente pertinentes e relevantes para as pessoas que a escutam.

Para não errar, é importante descobrir as preferências, necessidades e temores do seu público. "Procure montar uma apresentação perfeitamente adaptada a essas características”, recomenda Eduardo Adas, sócio da SOAP, agência especializada no assunto.

2. Fisgam a atenção logo no começo
Você já ouviu falar que o tempo para formar a primeira impressão de alguém não dura mais do que alguns segundos? A lógica das apresentações não é muito diferente.

Abrir a sua fala com uma pergunta surpreendente ou uma história inusitada é uma excelente tática para conquistar a atenção do seu público e mantê-lo alerta até o fim, garante Flávio Reis, sócio fundador da agência La Gracia.

3. Têm um forte ingrediente emocional
Outro segredo está em ir além dos recursos que apelam à racionalidade. “Você deve estabelecer alguma conexão emocional com a plateia, fazê-la sentir algo”, explica Adas.

Uma das melhores formas de fazer isso é por meio do storytelling, isto é, construir uma narrativa em torno do seu tema. Faça o teste: se você embaralhar os slides, a sua apresentação continua fazendo sentido? Luz vermelha. O ideal é que ela componha uma história, com começo, meio e fim bem demarcados.

4. São instigantes visualmente
Apresentações cativantes costumam ter pouco ou nenhum texto escrito nos slides. Por outro lado, elas costumam estar cheias de imagens grandes, expressivas, bonitas e originais.

De acordo com Reis, as fotos e vídeos devem acrescentar informações sobre o assunto, possivelmente por meio de metáforas. Ainda assim, vale lembrar que o suporte visual nunca deve ofuscar a parte nobre da exposição: a sua fala.

5. São enxutas
Qualidade rara no mundo corporativo, a concisão vale ouro numa apresentação. “O ideal é que não falte nem sobre informação”, diz Adas. “Você fala sobre tudo o que importa, e apenas isso”.

Mas passar a tesoura nos detalhes não significa perder conteúdo? De forma alguma, diz o especialista. Dados complementares e tabelas na íntegra, por exemplo, podem compor um anexo a ser enviado por e-mail após a apresentação.

6. Têm um apresentador “vivo”
Não é segredo que falas burocráticas, mecânicas ou desanimadas não inspiram ninguém. Por isso, trazer energia para a sua apresentação é fundamental para cativar.

“Por mais difícil e árido que seja o seu tema, é importante trazer alguma leveza para a sua atitude”, explica Reis. “Para conseguir isso, você precisa lembrar que a ocasião é um encontro entre seres humanos, uma experiência social, viva”.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A melhor maneira de desmascarar um mentiroso

David Robson
Da BBC Future

Os seguranças contratados pelo psicólogo Thomas Ormerod enfrentavam uma tarefa aparentemente impossível. Em aeroportos de toda a Europa, eles tinham que entrevistar passageiros sobre seus planos de viagens passados e futuros.

Mas Ormerod “plantou” alguns atores na multidão com a instrução de que inventassem histórias falsas – e seus seguranças teriam que identificar os mentirosos. A peneira era difícil – de cada mil passageiros entrevistados, apenas um iria mentir.

Ormerod e seus homens sabiam que tentar ler pistas na linguagem corporal dos entrevistados não seria muito eficiente – vários estudos científicos já descobriram que detectar mentiras dessa forma ou com base em expressões faciais é praticamente uma questão de sorte.


Eles então tentaram uma abordagem diferente – e conseguiram atingir suas metas. O segredo? Jogar fora várias das técnicas antigas e começar com algo totalmente novo.

Variedade de comportamentos

Nos últimos anos, pesquisas científicas sobre a mentira têm sido amaldiçoadas por resultados decepcionantes. Muitos desses trabalhos se concentraram em tentar ler as intenções do mentiroso em sua linguagem corporal e em seu rosto, como risadas nervosas, bochechas avermelhadas e olhar fugidio.

O exemplo mais famoso é o ex-presidente americano Bill Clinton coçando o nariz quando negou seu caso amoroso com a estagiária Monica Lewinsky – algo visto na época como um sinal claro de que ele mentia.

“A ideia que tínhamos era que o ato de mentir provoca algumas emoções fortes difíceis de serem contidas – o nervosismo, a culpa e até um certo prazer”, explica Timothy Levine, professor de Comunicações da Universidade do Alabama. “Mesmo quando achamos que estamos disfarçando bem, ainda podemos emitir pequenos movimentos chamados de ‘microexpressões’, que são capazes de nos entregar.”

No entanto, quanto mais os psicólogos examinam, mais as pistas parecem ser frágeis. O problema está na enorme variedade do comportamento humano. Não há um dicionário universal da linguagem corporal.

“Não existem sinais consistentes que sempre apareçam junto com a mentira”, explica Ormerod, que é professor de Psicologia da Universidade de Sussex, na Grã-Bretanha. “Eu rio, mas outros ficam mais sérios. Alguns olham nos olhos, outros evitam.”

E, apesar de já termos ouvido teorias sobre como nosso subconsciente pode detectar esses sinais mesmo se eles escapam da nossa atenção, elas são infundadas.

A experiência de Ormerod foi realizada nos meses que antecederam os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, aproveitando que muitos passageiros poderiam ser interrogados por seguranças para verificar se emitiam algum “sinal suspeito”.

O que o psicólogo observou foi que as autoridades normalmente usam perguntas onde só cabem as respostas “sim” ou “não”. “Isso não dá ao agente de segurança a chance de ouvir o passageiro falar nem de observar mudanças de comportamento – aspectos cruciais para a detecção de mentiras”, explica.

A resposta de Ormerod e sua equipe foi simples: treinar os seguranças para tirarem o foco dos maneirismos sutis e prestarem atenção no que as pessoas estão dizendo, suavemente apertando nos pontos certos para conseguir desmascarar o mentiroso.

Ormerod e seu colega Coral Dando, da Universidade de Wolverhampton, identificaram uma série de princípios em uma conversa que podem aumentar as chances de descobrir uma mentira:

Usar perguntas “abertas”. Isso obriga o mentiroso a expandir suas histórias até acabar encurralado em sua própria mentira.

Apostar no elemento surpresa. Investigadores deveriam tentar aumentar a “carga cognitiva” do mentiroso. Por exemplo, fazendo perguntas inesperadas e confusas, ou pedindo para que contem um acontecimento de trás para a frente – técnicas que dificultam que ele mantenha a fachada.

Prestar atenção em detalhes pequenos. Se um passageiro afirma que trabalha em certa empresa, pergunte sobre o caminho que faz para ir e voltar ao escritório diariamente. Se encontrar uma contradição, não o corrija. É melhor deixar o falsário ganhar confiança e acabar entregando mais fatos incorretos.

Observar mudanças na autoconfiança. Preste atenção para ver como o estilo de um potencial mentiroso muda quando ele é desafiado: quando acham que estão conduzindo a conversa, eles tendem a ser mais falantes. Mas podem ficar quietos se perceberem que estão perdendo o controle da situação.

O objetivo é manter uma conversa informal, em vez de um interrogatório intenso. Sob essa pressão mais suave, o mentiroso pode acabar se traindo ao contradizer sua história, ou ao se tornar claramente evasivo em suas respostas. “Não existe uma fórmula mágica. Estamos combinando os melhores aspectos para ter uma abordagem cognitiva”, afirma Ormerod.

O psicólogo admite que sua estratégia pode soar como senso comum. Mas os resultados de sua experiência mostram que ela funciona. Os seguranças treinados por ele apresentaram 20 vezes mais chances de detectar os falsos passageiros, encontrando-os 70% das vezes.

As técnicas de Ormerod e Levine poderiam primariamente ajudar autoridades na aplicação da lei, mas os mesmos princípios podem ajudar qualquer pessoa a caçar mentirosos em suas vidas.

A principal coisa a ser lembrada é de manter a mente aberta e não se apressar nas conclusões. Só porque uma pessoa está nervosa ou tem dificuldades em se lembrar de detalhes não quer dizer que ela tenha alguma culpa. Procure por inconsistências, em vez disso.

Pode não haver um detector à prova de todos os mentirosos, mas usar o tato, a inteligência e a persuasão podem ajudar a verdade a emergir.

Image copyrightGetty
Image caption

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

10 simples atitudes que as Faculdades não ensinam

não ensinam (nem Harvard!)
Espaço Universitário

* Por Pâm Bressan

Se formar com notas elevadíssimas em renomadas faculdades nacionais ou internacionais, colecionar medalhas e diversas honrarias não significa que você esteja apto/pronto para a sangrenta batalha chamada: O MERCADO DE TRABALHO!

Ui, dá até um friozinho na barriga quando penso nessa guerra (risos).

Irei citar 10 “coisinhas” simples que fariam muita diferença se já aprendêssemos durante a graduação junto com… aquelas notinhas redondas (OU nem tão redondas assim!):

1.Ser, fazer e ter: antes de querer qualquer coisa, olhe para dentro e se pergunte: “SER: Eu sou realmente a pessoa que estou pregando ser? Eu sou melhor que aquela pessoa que estou apontando o dedo e falando mal? Eu sou verdadeiro comigo mesmo? FAZER: “Eu estou fazendo algo para mudar o que está me incomodando? Eu estou executando para ter/RECEBER em troca? Eu estou me mexendo para conseguir o que almejo? Sim, então venha o TER, não? Então preciso verificar o que não estou fazendo!”

2.Sonhar grande: Já te disseram que você não vai mudar o mundo sozinho? Pois é, isso é verdade. Para mudar o mundo você precisa mudar primeiramente a si mesmo (praticando as etapas acima!) e, depois, pensar em mudar o mundo lá fora. Além de que você nunca mudará sozinho, é preciso saber trabalhar em equipe e ouvir o outro, afinal, vivemos em sociedade. Sonhar grande faz parte do processo de mudança, ao elevar seus referenciais e modelos mentais, você adquire força e coragem para aumentar seus degraus dos sonhos, e consequentemente, sonhar grande.

3.Humildade: Se tem uma característica muito forte em grandes empresários é a humildade. Ela precisa estar infiltrada em suas veias correndo junto com seu sangue, ela é vital para sua saúde mental e para seu crescimento pessoal. Humildade abre portas!

4.Mentalidade empreendedora: Tudo começa na forma como você pensa e enxerga o mundo. A sua visão de mundo irá influenciar profundamente sua ação e consequentemente seus resultados. Para desenvolver uma mentalidade diferenciada/ousada/empreendedora, você precisa estar disposto a romper com quem você sempre foi e a forma como pensava para começar este novo processo em sua cabeça.

5.Execução: Planejamento é ótimo… mas executar suas ideias, colocá-las em prática, testar, é fundamental! Não espere formatar um plano de negócios com capa dura e letras douradas para então sair de casa e testar sua ideia. Nãoooooo! Valide antes, feito é melhor que perfeito! Entendeu?

6.Erro (ah, a cultura do erro!): Errar no Brasil parece um crime terrível, mas não é! Aproveite para errar ainda na faculdade e aprender com seus próprios erros. Agora é a hora. Não lá no mercado de trabalho!

7.Inteligência emocional: Saber lidar com problemas da vida de qualquer magnitude exige um esforço mental e psicológico grande. Ao aprendermos a dominar nossas emoções sairemos confiantes, calmos e confortáveis de qualquer situação, seja familiar/social/profissional. Dominar as emoções é preciso.

8.Visão, coragem e competência: Esses três elementos você precisa dominar para ter sucesso, seja empreendendo ou intra-empreendendo. VISÃO: de águia. CORAGEM: de Hércules. COMPETÊNCIA: de grandes líderes!

9.Ser grato: A gratidão é a memória do coração. Ser grato é indispensável nessa vida. Seu pensamento atrai as coisas boas do universo. Sua fala despeja seu desejo, sua ação reflete e o mundo volta com doses de felicidades para você. Simples. Agradeça!

10.Comece vendendo picolé: Sonhar grande é bonito, não é? Mas ninguém começa grande. Isso mesmo, é preciso começar pequeno utilizando os recursos que você tem, onde você estiver, enfrentando os desafios e galgando novos ares. O importante é não ficar parado. Mova-se!

Excelente semana!

Pâm Bressan é correspondente do Projeto Social Nossa Causa do Paraná; Idealizadora do Papo Acima da Média na Web e uma das Idealizadoras do Maior Congresso Online para universitários do Brasil, o UAM WEEK; Anfitriã e Embaixadora da Semana Global de Empreendedorismo na cidade de Tubarão, Diretora de Capacitação da AJET; CEO da ONG Nacional Universitários Acima da Média e colaboradora do NUEMP – USSC.
O post 10 simples atitudes que as Faculdades não ensinam (nem Harvard!) apareceu primeiro em Startupi.

Envie um Elogio, Crítica ou Sugestão | Para o Autor

Nome

E-mail *

Mensagem *